segunda-feira, 9 de novembro de 2009

Dislexia existe?

O que já foi cegueira verbal congênita, lesão cerebral mínima, dislexia específica de evolução, dislexia de desenvolvimento, entre outros nomes, é hoje a tão falada e tão pouco conhecida dislexia. Na Câmara Municipal de São Paulo, há um projeto de lei do vereador Juscelino Gadelha (PSDB), feito em parceria com a ABD (Associação Brasileira de Dislexia) e já aprovado em primeira instância, que propõe um programa para diagnosticar alunos disléxicos em toda a rede de ensino, e encaminhá-los para tratamento. Especialistas de Instituições como o Conselho Regional de Psicologia, a USP e a Unicamp são contrários à aprovação do projeto por acreditarem que a dislexia, como doença neurológica de quem tem dificuldades para ler e escrever, nunca foi devidamente comprovada. Segundo eles, um projeto assim contribui apenas para a estigmatização de crianças, desconsiderando as questões sociais. No dia 21 de setembro deste ano, houve um seminário na Câmara, para se discutir o tema antes da segunda votação. Uma das palestrantes convidadas, a Doutora Maria Aparecida Afonso Moyses, professora titular em Pediatria Social da Unicamp, fez uma brilhante explanação sobre as razões da não aprovação do projeto pelas Instituições citadas. Ela traz inicialmente a definição da doença mais aceita pelos autores e entidades que defendem a existência da dislexia e à partir daí, vai questionando a falta de embasamento científico, tanto para o reconhecimento da dislexia como distúrbio neurológico, como para a forma como é feito o diagnóstico. Segundo esta definição oficial, a dislexia seria um distúrbio neurológico, que comprometeria apenas a escrita e a leitura. Para confirmação, utiliza-se instrumentos de escrita e leitura. Ou seja, usa-se linguagem escrita para diagnóstico da dislexia que tem como único comprometimento justamente a linguagem escrita. Do ponto de vista médico e científico, isso é totalmente contraditório. Uma avaliação assim só vai confirmar a existência da própria dificuldade e não, se há ou não distúrbio neurológico. Durante a palestra, a professora Maria Aparecida questiona a falta de rigor científico em alguns exames. Um exemplo é a existência de simetria de neurônios no plano frontal para comprovação do diagnóstico de dislexia. A falha no rigor é mostrada num estudo (curiosamente do mesmo autor que defende esse diagnóstico) que mostra que 16% da população "normal" também tem a tal simetria. Um outro exemplo é a presença de ectopia neuronal (quando um neurônio que deveria estar numa região, vai para outra), em algumas áreas do cérebro. Aqui, a falta de rigor está na ausência de estudos da ectopia neuronal na população dita normal. Para a professora, é complicado dizer que uma doença neurológica se caracteriza por questões que também estão presentes em qualquer pessoa que tenha dificuldade para ler e escrever, pelos mais diferentes motivos. Ela dá como exemplo exames de neuroimagem que precisam ativar o cérebro na função que está sendo avaliada. No caso da dislexia, essa ativação se dá, novamente, por meio de instrumentos de escrita e leitura. Uma pessoa que não sabe ler, em consequência de uma alfabetização mal sucedida por exemplo, pode ter essa função diminuída como uma reação saudável a testes que tenham como objetivo avaliar seu desempenho em leitura. São duas as principais questões que ela nos deixa: uma, se as dificuldades em leitura e escrita não seriam reflexo da diversidade, não só de seres humanos, como também das condições a que estão expostos e não, consequência de distúrbios neurológicos. A outra, se os exames de neuroimagem não detectariam a consequência no cérebro de não saber ler, e não, a sua causa.

52 comentários:

  1. Querida, vc. não está sabendo quantos melhores que os palestrantes pensam. Vai aqui um pouquinho para vc. se interar do comentário que fiz onde pessoas competentes falaram sobre o simpósio.
    Maravilhosa a aula do Dr. Fernando Capovilla reconhecer a diferença entre a má qualidade da escolarização, que de fato é uma vergonha para o Brasil, e ao mesmo tempo respeitar as particularidades de algumas crianças, é ser sábio.
    Sabedoria é reconhecer que não somos uma massa homogenea, que dislexia existe, assim como outros transtornos e dificuldades de aprendizagem, e que todos devem ser respeitados em suas particularidades.
    Como mãe de disléxico também portador do DPAC, me sinto reconfortada com as palavras do Dr. Fernando Capovilla, e de outros que aqui fizeram seus comentários respeitando a mim e a meu filho. E me solidarizo com outros pais que como eu se sentiram ofendidos com o discurso de alguns psicologos, e a palestra da Dra. Moyses transmitida ao vivo, via on-line, não imaginam o mal que fazem a muitos. Nós pais as consideramos ignorantes no assunto dislexia e TDAH.
    E partir de do ocorrido passarei a ser mais criteriosa quanto a escolha de profissionais da área da psicologia, se foi aluno de alguns, nem marco consulta, e tambem com relação a pediatras, se foi aluno da prof. palestrante não marco consulta também. E avisarei todas a mães que conheço para que façam o mesmo. Como confiar em profissionais formados por elas?
    É como disse Dr. Marco Antônio Arruda, agora pelego entende de dislexia e TDAH?
    O que é rótulô? Vou dizer a quem ainda não sabe. Rótulo é o que fazem com nossos filhos disléxicos e TDAH nas escolas, burros, lerdos, planta,aos dislexicos; insubordinado, candidato a marginal, mal educado aos TDAH.
    O diagnóstico serve também para acabar com esses rotulos que são impostos a estas crianças que acabam acreditando mesmo serem burras ou incompetentes, meu filho hoje tem um rótulo melhor, disléxico, QI de 117, e aprende concreto.
    Fica aí a dica para as doutoras, disléxico aprende concretizando.

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  2. Olá Ebraga. Em primeiro lugar, quero dizer a vc que estou totalmente aberta aos seus argumentos e aos argumentos de todos aqueles que, como vc, discordam da Professora Moyses. Acho que confrontar argumentos diferentes é uma das melhores formas de se construir conhecimento. Aliás, senti muita falta de representantes da ABD no seminário, para que pudéssemos fazer essa confrontação. Com relação ao seu comentário, vou discordar principalmente de três pontos. Não acho que a professora Moyses desconsidere as peculiaridades. Inclusive, toda a linha de raciocínio dela no seminário parte da defesa da diversidade humana. O outro ponto é quando diz que não confiaria em profissionais que tenham sido alunos de determinados professores. Quando diz isso, está desconsiderando a principal meta da educação que é a autonomia, tanto moral, como intelectual. Está defendendo que a nossa formação se dá passivamente e que seremos o que nossos professores são. Sorte do aluno que pode ter professores das mais diferente linhas. Com certeza, terá uma formação muito mais rica. Por último, não acho que a professora Moyses seja ignorante. Como também não acho que sejam ignorantes os especialistas que estudam a dislexia. Talvez, um e outro lado, ignorem coisas. Isso sim. E por isso mesmo é que o debate só tem a acrescentar.
    Fique a vontade para comentar. E será muito bom se puder nos trazer informações de como se faz o diagnóstico da dislexia. Obrigada.

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  3. Aos que descrêem em dislexia e outros.
    Você já conviveu com um disléxico?
    Já criou um filho disléxico? já teve a responsabilidade de acompanhar seu desenvolvimento escolar?
    Tem noção do que seja as comorbidades?
    Sabe o quê, de dislexia? Apenas o que leu nos livros, e ouviu no seminário?
    Observo que é a partir da experiência humana que se desenvolvem os estudos, escritos livros, e não o contrário. E isso depois de 100 anos.
    Como pesquisadoras, doutoras que se dedicam tanto, conseguem ignorar as principais afirmações das pesquisas que leram?
    Me desculpe, mas sou radical, e não aceito que neguem o que para nossa família custa muitas lágrimas, dores e sofrimentos.
    Quanto a associações, não é assunto meu,não participo e não pertenço a nenhuma delas, também nunca dei procuraçao a ninguém para falar por mim, e lhe faço mais uma observação, mães presentes no seminário pediram para se pronunciar, o que não foi permitido. Porque a irritação de profissionais participantes da mesa quando foi mencionada a CID-10?
    Como não houve democracia da comissão organizadora, eu me sinto no direito de radicalizar na internet.
    E digo quem desacredita, é sim incompetente no assunto, não sabe como ensinar um disléxico, e o caminho mais fácil é negar, sem buscar respostas para um sistema educacional falido, será que o fracasso não está no método de alfabetização adotado no Brasil, que previlegia o ideovisual, ignorando a fonética?
    Dislexia não se resume a um simples problema de leitura e escrita, e disléxico não é analfabeto, nem rima letras, se vocês não sabem disso, sinto muito não é minha culpa.
    Se inteirem do assunto, venha a minha casa, conheça meu filho, e diga que nossa família é mentirosa, ou ele não foi bem alfabetizado.
    Infelizmente muitos profissionais estão com sintomas de Deuses, querem nos dizer como viver, o que fazer,o que vestir, o que comer, como se divertir, querem mandar demais nas nossas vidas. Há interesses de marketing, lembra-se da propaganda de dois livros que serão lançados? E que não querem contratos na rede pública de ensino? Isso não também não diz respeito à dislexia. A causa parece ser mais ideológica e comercial que científica.
    Digo que esta briga não me interessa, mas não vou vou ficar calada caso alguém chame meu filho de burro ou preguiçoso, ou que nós pais queremos vantagens educacionais para nossos filhos, como se na vida profissional não fosse necessários conhecimentos acadêmicos.
    Reconhecer e atender as necessidades dos portadores de trantornos, não é medicalização da educação, e sim compreender cada ser em suas particularidades e expandir seu potencial e capacidades, o que nem sempre encontramos junto aos profissionais e nas escolas.
    Sabe o que acontece ao longo do tempo com crianças que são permanentemente rotuladas com adjetivos pejorativos? Isto sim é excluir, e condená-los a um futuro sombrio.
    Meu filho se nega a ir a psicólogos, vai a medico analista, eu não entendia, passei a entender... psicólogos não são médicos, esclareço que ele nunca foi medicalizado.
    Ver entrevista Dr. Paulo Matos, Globo News de 10/11 sobre TDAH, pelo menos desse transtorno poderão encontrar explicações menos fantasiosas, irreais e amadoras.
    O que me parece é que a humanidade está padecendo da SÍNDROME DO DESAMOR.

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  4. Há esqueci, com o avanço tecnológico quantas doenças, trantornos foram identificados, reclassificados e mudado suas nomenclaturas, lembra-se do caduco?
    Pois tem muito profissional caduco.
    E se referir a dislexia como doença denota preconceito, até a presente data é considerada pela OMS como Transtorno.
    Voces estão se interirando das pesquisas sobre o TPAC, e do Processamento visual, este segundo a ciencia neurologia está pesquisando e obtendo respostas nunca antes imaginadas.
    Se inteire, no Brasil foi lançado recentemente um livro cujo titulo é: FUNDAMENTOS DE NEUROLOGIA NA VISÃO. Quem sabe não encotrará respostas em pesquisas recentes?

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  5. Desculpe me intrometer, mas acho que Ebraga precisa desabafar, mais do que discutir o tema. Ela precisa de um diagnóstico, como muitas pessoas precisam. O mundo tem essa diversidade e, por causa dela, é que o mundo é assim. Viva a diversidade. Eu sou contra diagnósticos e preconceitos.

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  6. Concordo com a Edna, to cansada de ver meu filho sendo excluído, sendo tachado, rotulado...
    Voce convive com alguem e pensa o que está acontecendo, como pode uma pessoa não conseguir fazer uma cópia? Se é só vc olhar e simplesmente copiar! Quem dera fosse simplesmente. Meu filho olha pra mim e diz: "Mãe, se vc soubesse o que é isso na minha vida!"
    Sabe que o mais me irrita? É saber que pessoas que não convivem, com esses transtornos, se acharem donos da verdade, por terem tido a chance de ter um "canudo"! A vivencia sim é uma faculdade com doutorado e mestrado, se Dislexia, tdah e afins não existe, o que é então??? Levei meu filho em todos os lugares e PSICOLOGOS de renome em minha cidade, e posso afirmar com todas as letras! Nunca souberam me dizer o que ele tinha. Me diziam os mais variados absurdos, e a gente imagina que a pessoa tenha estudado é para poder te dizer o que vc está procurando saber! Mas hoje sei que é melhor pesquisar por conta mesmo e procurar profissionais que possam te dar respostas concretas! Essa Drª que fez o circo (pois quem faz o povo rir, geralmente é no circo) que fez na camara de São Paulo, terá a resposta que merece, justiça divina existe e acredito nela! Alguém irá calar essa pessoa!
    Meu filho existe, o transtorno que ele tem é bem real, eu medico sim meu filho e digo isso com muito orgulho, pois é para o bem dele! Hoje graças a Deus, está em boas mãos, a profissional que o atende faço questão de divulga-la! Agora ao contrário de certos profissionais que insistem em dizer certas besteiras, faço o contrário, tenho uma lista negra e lá divulgo os seus nomes! Que não devemos dar um centavo se quer, pois eu sei o que é ter um diagnostico errado! Antes de aplaudir determinadas pessoas devemos procurar saber o que está se atacando e ouvir e de preferencia VIVER! Pra ver se tem fundamento!!!!!
    Edna não precisa desabafar não, é uma pessoa com interesse na verdade, pelo que li o que ela escreveu!
    Não devemos nunca opinar sem antes conhecer o assunto de frente!

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  7. DoLaDoDeLá
    Estou as ordens para vc. me analisar caduco.
    Vc. não falou nada, sinal que não sabe nada.
    Tem diversidade com relação esquizofrenia, TOC, Bipolar, será que vc. seria competente para tratar um transtorno psquiatrico deste porte?
    Mas esqueci que vcs. estão para ser desmascarados os psiquiatras vão emplacar a lei que proibe vcs. classificar transtornos psiquiátricos.
    Psicologo tem complexo de inferioridade pq. não são médicos.
    Estou pronta para sua análise pela sua teoria Freudiana.
    rsrsrsrsrsrsrsrsrs

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  8. DOLADODELÁ,
    GOSTÁRIA DE LHE DIZER, CONCORDO COM A POSIÇÃO DAS MÃES QUE POSTARAM SEUS PROTESTOS AQUI, SOBRE, ESTE EPISÓDIO, FRIO, DESUMANO É DESIGUAL QUE O DISLEXO SOFRE NAS MÃOS DE PESSOAS QUE ESTAR CHEIAS DE TEORIAS... UMA COISA É VOCÊ TER CONHECIMENTOS.... OUTRA É VIVER A EXPERIÊNCIA DIA A DIA COMO UM FATO REAL.EU TAMBÉM SOU MÃE DE UM FILHO DISLEXO E SEI DO QUE ELAS ESTÃO FALANDO.
    O MEU FILHO PATINA HÁ 08 ANOS, NA ESCOLA, SUAS LIMITAÇÕES, SÃO REAIS, NENHUMA CRIANÇA FICA 03,04, 05,06,.... ANOS PATINANDO , E NÃO AVANÇA POR QUE NÃO QUER PASSAR DE ANO, VENDO OS SEUS COLEGUINHAS AVANÇANDO, SABE O QUE ISSO SIGNIFICA,
    PARA A SUA ALTO ESTIMA? TAMBÉM NÃO ACREDITO QUE A CULPA É TOTALMENTE DA EDUCAÇÃO, ELES TEM ERRADO FEIO SIM! MAIS DEIXAR ESTA RESPONSABILIDADE SÓ PARA A EDUCAÇÃO É NEGAR A EXISTÊNCIA DO MEU FILHO E TANTOS OUTROS... PENSO COMO SER HUMANO QUE É TÃO FÁCIL, FALAR DA VIDA DOS OUTROS OBJETIVAMENTE, DIFÍCIL É VIVE-LÁ. VOCÊ TEM UM FILHO DISLEXO? PARENTE?SABE O QUE É DISLEXIA E COMORBIDADES?
    OLHA EU NÃO SOU PSICÓLOGA, SOU APENAS MÃE....
    SE VOCÊ COMO REPORTE, QUISER COM SEUS OLHOS AVALIAR A VERACIDADE DO QUE ESTOU LHE FALANDO, LEVO O MEU FILHO ATÉ VOCÊ, PARA QUE TIRE AS SUAS PRÓPRIAS CONCLUSÕES, ASSIM VAI ESTAR FALANDO DE ALGO QUE TEM CONHECIMENTO.
    TENHO CERTEZA QUE DEPOIS DESTA EXPERIÊNCIA COM MEU FILHO, VOCÊ TERÁ MUITO A ACRESCENTAR NAS SUAS METERIAS SOBRE DISLEXIA. E ENTENDERÁ A NOSSA DOR, TALVEZ SEJA CAPAZ DE NOS OLHAR COM OUTROS OLHOS...... DEDICO A ESTAS CRIANÇAS ESPECIAIS ESTE POEMA.
    ATÉ MAIS...
    O LADO ESCURO DA DISLEXIA?????????????
    QUE LADO ESCURO???????????
    DISLEXO NÃO VÊ ESCURO!
    DISLEXO VÊ LIMITAÇÕES IMPOSTAS POR DESCONHECEDORES.....
    DISLEXO PROCURA NO ESCURO LIÇÕES QUE PESSOAS LHE OMITEM!
    DISLEXO NO ESCURO ENCONTRA FANTASMA A ASSOMBRAR......
    NO ESCURO PROCURA A LUZ .....
    E NÃO CONSEGUE ENCONTRAR....
    DISLEXO TEM MEDO DO ESCURO......
    ONDE CAMINHA SEM ENXERGAR.....
    DISLEXO PROCURA A LUZ QUE........
    TIRARAM DO SEU OLHAR........
    DISLEXO PROCURA A LUZ......
    QUE FARÁ OS SEUS OLHOS......
    NOVAMENTE BRILHAR.......

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  9. Vocês tem filhos?
    Sabem como é ensinar seu filho, já na fase escolar, a fazer o seu dever de casa?
    No início até pela experiência vivenciada com outros filhos você confia na escola, na professora, e pensa que tudo vai bem.
    No final do ano a escola te surpreende com uma solicitação: ‘procure outra escola para o seu filho’, isso depois do ano letivo haver terminado e a escola jamais tê-lo, a você pai ou mãe, advertido de eventuais problemas no desenvolvimento da aprendizagem envolvendo o seu menino.
    Simultaneamente a criança devagar e constantemente passa a desenvolver absoluta aversão a escola, como você pai/mãe é completamente ignorante no assunto, dislexia, mas tem a responsabilidade de educar, proporcionar uma boa educação a seu filho, tenta compreender porque aquela criança é incompreensivelmente, até aquele instante, rebelde, dispersa e alheia aos interesses próprios da sua idade.
    No outro ano você presta mais atenção, fica mais atento, procura acompanhar e orientar mais nos deveres de casa, e por mais que você explique o dever parece haver uma barreira impermeável que torna o esforço de aprendizagem, seu e da criança, completamente inúteis.
    Até que as dificuldades dele assumem tal proporção que ‘cai a ficha’ e você se vê forçado a procurar ajuda especializada, ao procurar esta ajuda os pais correm o risco de deparar com todo tipo de disparate em diagnóstico, como: seu filho tem ‘rebaixamento intelectual’ (hoje este ‘rebaixado intelectual’ cursa engenharia mecânica, vestibular com prova oral), outra criança de 11 anos cursando a terceira série teve diagnóstico de ‘imaturidade’ .
    Nos casos citados, que conheço, os diagnósticos foram feitos por psicólogos terapeutas.
    As famílias conhecendo seus filhos, e o potencial intelectual destes, procuraram profissionais neurologistas, otorrinolaringologista, oftalmologista, que em conjunto com as ciências auxiliares como a psicologia, psicopedagogia, e fonoaudilogia receberam o diagnóstico correto dislexia.
    Nenhum destes hipócritas que desacreditam a dislexia parece ter tido filhos e se os tiveram, tiveram a sorte de não terem vindo com este transtorno (não doença, preconceituosos) e se mesmo assim preferirem ignorar as dificuldades dos filhos ou de parentes, o tempo os ensinará, e não haverá livro que lhes dará respostas sobre quando e como proceder.
    Nós pais vimos o seminário via on-line e podemos garantir, para nós não passou de um circo muito bem armado, vou explicar por que.
    Tenho um filho bacharel em biologia, quando a Dra. citou esta ciência, negando o envolvimento hereditário na dislexia, ele gargalhou da piada que foi dita, comprovando o desconhecimento dos avanços das pesquisas biológicas, da palestrante.
    Parece que Dra. Moysés desconhece também as pesquisas sobre este transtorno, que ocorrem dentro da Universidade na qual ela é professora.
    O que nos choca é que o público presente, estudantes ou psicólogos já formados, serem vitimas de lavagem cerebral, técnicas pedagógicas muito utilizadas por professores experientes.
    No mais, como pai só tenho a dizer, isso tem um cheiro de corporativismo, reserva de mercado, de interesses e brigas políticas nada republicanas, e o bode expiatório mais fácil que encontraram foram os disléxicos e TDAH.
    Os pelegos, e outros mais devem deixar a “TERRA DO NUNCA”, e parar de brincar de “ALICE”, respeitando a vida alheia.
    Psicólogos mirem-se no colega de vocês, o Dr. Fernando Capovilla.

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  10. Olá!!! A conversa está quente e não quero ficar de fora, com pouco tempo e sem apresentar meus diplomas derrubo a tese da Drª Moysés com o pé nas costas (sei que não é fácil, a idade já não ajuda rsrs)
    Bom expliquem doutores se o problema é de aprendizagem e ensinagem, e não um distúrbio, se é privação econômica ou falta de um ambiente propício a alfabetização, esclareçam-me:

    Tenho 3 filhos um com 19, uma com 11 e outra com 8 anos
    o de 19, entrou na escola com 4 anos, e com 6 anos lia tudo, até o que não precisava.
    A de 11 anos entrou na escola com 3 anos e leu com 5 para 6 anos sem problemas.
    A de 8 anos entrou na escola com 3 anos , na mesma escola que a irmã de 11, estudou com os mesmos professores, inclusive a prof alfabetizadora.
    Sou professora, amo leitura, e minha casa respira livros, videos, cds e DVDs, computador conectado a internet 24 horas, no quarto das meninas tem um baú com diversos livros e revistas, inclusive revistas em quadrinhos.
    Portanto me expliquem onde está o problema?????? os Doutores podem me explicar e me ajudar??????? Se não puderem pelo amor do CRISTO, não nos atrapalhem!!!!!
    Leiam mais, estudem mais, e além de tudo visitem mães como eu a Edna a Carla, e tantas outras que se desesperam com a falta de caridade de vocês. Um abraço fraterno.

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  11. Continuação.... Faltou a informação mais importante deve ser o pé nas costas que atrapalhou.(rsrs)
    Pois é a minha caçula, faz trocas, omissões, não consegue ler de forma convencional, também não consegue copiar do quadro. Interessante, se ela teve as mesmas condições dos outros 2 o que aconteceu, a escola mudou? a professora deixou de ser competente??? os livros perderam a graça??? Ou será que faço diferença e privo um dos filhos???? Querem estudar o meu problema e de muitos outros???? Ahhhh esqueci de dizer, o irmão mais velho é adotivo, uma criança que me chegou com crise de abstinência, pois a mãe biológica detonou nas drogas durante a gravidez, teve uma infância difícil com uma saúde frágil (não era para ele ter problemas?????????? tem 19 e está na faculdade!!!!!!! interessante!!!!

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  12. Eu prefiro a troca a uma conversa quente. A própria Edna se assumiu radical. Nesse caso, não há porque continuarmos. Eu queria o confronto de idéias e não de pessoas. Uma pena que tenham se sentido tão ofendidas.

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  13. Olha, se isso ajuda, eu troco até hoje p por b, t por d, ortograficamente. Meu problema nunca foi fonético (se isso me desqualifica como disléxico, nem sei como lamentar) era puramente gráfico. O grande problema era que eu não via - lia - enxergava a diferença.
    Algo com 'você pateu a porta', eu lia sempre como 'você bateu a porta', não havia erro lá.
    Até hoje há trocas assim. Viva o corretor ortográfico, e muito, mas muito execício de revisão...

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  14. Paulo Cunha, quem dera que dislexia fosse apenas estas trocas que você menciona no depoimento, com certeza não seria necessário toda esta polêmica.....
    o meu filho estar com vinte anos, desistio de estudar, fiz o que pude para manter-lo na escola, foram longos anos de penuras...
    revisão??? há muito que se aprender sobre dislexia!

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  15. Alexandra quem radicalizou foi vc. a forma que escreveu,um transcrito do seminário, me pareceu que não desejava diálogo, mas criticar os disléxicos e suas famílias. Como um psicologo não sabe o que é dislexia? Já que 'psicologia é considerada ciencia auxiliar' no diagnostico e alguns casos tratamento do transtorno?
    Pq. vcs. estão se referindo à dislexia como doença?
    E dislexia não se resume a simples troca de p por b, e t por d, estou pensando em preparar um texto mais explicativo. Uma pergunta, nós mães é que temos que esclarer aos profissionais o que é o transtorno e suas comorbidades? E pq. o publico presente no seminário foi às gargalhadas, ao deboche, isso é comportamento de profissional sério e competente quando se trata de um assunto científico?
    É da forma debochada que ouvimos no seminário que reagem os profissionais da psicologia com os problemas dos seus clientes?
    Vc. critica a ausência da ABD, soa como um deboche, uma gargalhada na nossa cara.Quando soube que a ABD, que se diz nos representar havia declinado do convite ao debate, não concordei, reclamei, e interferi, exigi junto a outra mãe associada da ABD que aquela carta fosse enviada.Cheguei inclusive a exigir que fosse mencionado a CID. Tudo que o CRP-SP faz consulta os psicólogos antes? Alguém posta artigos na internete criticando os psicologos pelos atos do seu conselho?
    Tratem o assunto com seriedade, se aproximem dos pais, vc. não procurou a troca de informação, a forma que escreveu foi tão agressiva aos pais, como a palestra, e não deixou ambiente para troca. Vc. tem posição formada, e chamou para provocação. Por isso radicalizei, acompanhei sua linha de raciocinio. Vc. me deu o direito de dizer o que penso, já que nem descrever a dislexia e as comorbidades vc. se deu ao trabalho.
    Eu estava pensando em elaborar um texto explicativo sobre dislexia e suas comorbidades, mas estou me perguntando se vale a pena, vc. tem posição formada.
    Se desejar mesmo se informar faça como fez outro blog, onde houve troca de informações entre profissionais muito competentes e pesquisadores do transtornos, no blog não houve ofensas pela mediadora o que permitiu a interação com as famílias. Descubra o blog e veja a biografia dos que lá postaram e prestaram informações com embasamento científio experiência profissioanal.
    Se vc. deseja mesmo troca de informações deixa o recado aqui, mas acho que mães que se sentiram afrontadas, em seus desabafos te deram muitas dicas, para vc. dar iníicio a seus estudos com mais seriedade e profissionalismo.

    Quanto ao DoLaDoDeLá, descobri que ele é jornalista, deve ser esse o motivo que o leva a se esconder atrás de apelido, perdôo o comentário fútil feito por ele. Parece que quem precisa de um psicólogo analista é ele. Jornalista é meio louco mesmo, e não tem obrigação de entender do assunto.
    Mas parece que ele trabalhou ou trabalha na Record, desejo informá-lo que essa emissora gravou uma reportagem sobre dislexia esta semana, mas Sr. Jornalista nunca é tarde para aprender um pouco mais sobre a vida, e os sentimentos das pessoas. Posso compreendê-lo; para exercer sua profissão tem que ser frio, egoísta, calculista, egocentrista, se manter antenado em assuntos que não entende, não tendo estas qualidades, é difícil se dar bem na profissão não é mesmo?
    Temos alguns amigos jornalistas...

    Mas está perdoado por esta mãe que vos dirige a palavra.

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  16. APELO DE SOCORRO!!!!!
    Tenho um filho de 13 anos , não lê, quase nada, estamos nesta luta há 08 anos, descobrimos aos 06 anos, levei nos melhores especialistas para ter certeza do diagnostico, e todos foram unânime em diagnosticar dislexia. Por favor á vocês que estão negando a existência desta sindrome, me dê uma ajuda! que não seja teórica, estou desesperada, não quero que o meu filho perca a vontade de estudar, estar ficando um rapazinho!
    se desistir dos estudos, com o que irá ocupar a sua cabeça? meu Deus! me desespero só de pensar, drogas, crimes, violências...O que fazer?
    alguém ai tem como me ajudar em bancar os estudos do meu filho, com uma bolsa, sei lá uma saída algo que vá ajudar o meu filho a desinchar? As escolas não aceitam o desafio de inclusão, as pessoas negam a existência da dislexia.
    Nós pais! ficamos perdidos, deveriam ter respeitos por estas mães e seus filhos.....
    Estar chegando o natal, época em que as pessoas ficam sensibilizadas, vou fazer um apelo ! papai noel, olhe por nós, por favor! me dê este presente de poder vê o meu filho lê.
    desculpe-me estou desesperada!!!!!!

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  17. Alexandra observe com atenção a grafia das palavras de algumas pessoas que postaram aqui,estou me referindo erros ortográficos que não diferem são sempre os mesmos, pode-se dizer que elas são analfabetas, ou mal alfabetizadas? Veja a mensagem inteligência implicita nas palavras, e vai começar a entender o lado mais suave que menos incomoda os disléxicos. Só aqui no seu blog, tem a comprovação que a dislexia é hereditária. Faça seu julgamento de quantas inverdades foram ditas pela Doutrora, tente descobrir quais as pessoas, e me diga, o que observou....
    Alexandra vc. abriu o debate, como psicologa estude a respeito da dislexia, precisamos de profissionais bem informados, e capacitados.

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  18. Edna, Carla Renata, EDY E DAN, Helena, Danielle, Edmar,
    Ninguém está negando a existência das dificuldades. Apenas questionando (questionamente este, consequente da fragilidade do diagnóstico) se estas dificuldades não seriam construídas ao longo da vida e não constitutivas. Ao contrário de como estão julgando, vem também em defesa das peculiaridades do ser humano e da necessidade de que o sistema educacional atenda às necessidades de cada um. Eu não estou fechada ao debate. Em nenhum momento eu estive. Até pedi a você Edna, que nos falasse sobre o diagnóstico. Você diz que eu nem me dei ao trabalho de explicar a dislexia e as comorbidades. Por que eu explicaria a dislexia se o tema da discussão aqui é justamente a existência dela (que fique claro, existência da dislexia como transtorno neurológico e não das dificuldades). Respondendo a sua pergunta, eu desejo sim a troca de informações, mas não a de agressões. E desejo mais ainda que as pessoas sejam de fato escutadas antes de serem atacadas. Assim, podemos evitar interpretações equivocadas que inviabilizam qualquer diálogo. Eu faço uma proposta a vocês. Que voltem e leiam todos os comentários novamente. De uma só vez. E no lugar de procurarem os erros ortográficos (conforme proposta que me fez), procurem o tanto de agressões que foram feitas. Sem necessidade.

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  19. O meu filho é um desfio para os profissionais na áreas de educação, é dislexo com QI, acima da média, Há 08 anos estamos nesta luta, será que a doutora maria aparecida moysés, tem a salvação, para o meu filho?????
    quem pode me ajudar?????
    por favor, eu suplico!!!!!

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  20. ALEXANDRA,FAÇO UMA PROPOSTA, NÃO SE OFENDA POR FAVOR, VOU COM MEU FILHO ATÉ VC , VC ESTIPULA UM TEMPO PARA AVALIAR ELE NA LEITURA E ESCRITA,TIRA SUAS CONCLUSÕES É DEPOIS ME DÁ O SEU PARECER...
    OK! BEIJOS...

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  21. Alexandra,
    não são agressões, isso é reflexo de tanto e quanto já fomos agredidadas! A drª disse que nós pais drogamos nossos filhos! Vc acha isso brilhante?????
    Vou dizer pra vc o que é brilhante:
    Brilhante é quando meu filho consegue ler um texto e interpreta-lo! É ver meu filho conseguindo fazer uma conta matematica e saber que o sinal + é para somar e o sinal - e para diminuir! Pq até hoje ele consegue misturar e fazer soma e subtração na mesma conta! Consegue imaginar isso??? Brilhante é ver ele conseguindo copiar, fazer uma copia simples da apostila para uma folha, pois graças a Deus, conseguimos descobrir que ele tem uma alteração no processamento visual e as letras ficavam "dançando" na frente dele, já imaginou vc vendo tudo se mexer na sua frente e não conseguir ler? Hj ele usa um filtro e isso o ajuda muito melhorou mesmo! Como podem dizer q isso não existe? Eu presencio tudo desde qdo começou a frequentar o maternal e lá com seus 1ºs anos de escola ele já apresentava os sintomas do TDAH? Agora vc vem dizer que o circo da camara foi brilhante??? Vc conseguiria explicar pra ele o pq de ninguem da sala de aula dele, quer fazer trabalho com ele, ou sentar junto na aula de informatica?
    Olha Alessandra eu queria te convidar para vir a minha casa, não se preocupe com hospedagem, e veja com seus proprios olhos, passe uma semana aqui e vai entender, o real motivo por que ja estamos assim!
    Só muda o endereço os problemas são os mesmos! E digo mais, o pai do meu filho tem TDAH e fomos descobrir hoje o motivo que ele se afundou no CRACK, nunca foi tratado, agora que descobrimos o q meu filho tem sabemos o motivo do envolvimento com esse mundo escuro!
    Pense seriamente no convite de estar em nossa casa por uma semana, vc vai repensar em muito a sua historia! E ainda de quebra vc tera o direito de conhecer a casa de recuperação pra dependentes quimicos que hj o pai do meu filho é vice-presidente!
    boa tarde
    Carla Renata

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  22. MAIS SE TEM TRANSTORNO NEUROLÓGICO HÁ DE TER DIFICULDADES....COMO EXPLICAR UM TRANSTORNO, SEM ALGUMA OU ALGUMAS DIFICULDADES ACOMETIDA AO TRANSTORNO????? ESSA EU NÃO ENTENDI!
    PODERIA ME RESPONDER ALEXANDRA?

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  23. Como faz o diagnóstico eu lhe dei o caminho, neurologista, ortorrinolaringologista, oftamologista, nada encontrando as ciências auxiliares, psicologia, fonoaudiologia, e a psicopedagogia, e dislexia não é uma doença, algumas comorbidades são tratadas por médicos, e outras ciências ajudam a traçar estratégias para que o dislexico vença algumas dificuldades, e aprenda a conviver com outras que persistem pelo longo da vida.
    Mas vamos concordar, vcs. estão afirmando que dislexia não existe, e que rotulamos nossos filhos.
    Este transtorno não é brincadeira.

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  24. Diana, essa pergunta você teria que fazer a ela. Eu não a conheço. Apenas assisti a sua palestra.
    Edmar, é claro que não me ofendo. Mas não aceito a sua proposta por dois motivos.
    1. não estou duvidando das dificuldades do seu filho.
    2. não é este o tema da nossa discussão aqui. Se as dificuldades a que vocês estão se referindo estão presentes ou não.
    Com relação ao seu outro comentário, podemos sim dizer que, se há alteração neurológica, há alguma dificuldade. Mas não podemos afirmar o contrário. Que dificuldades sejam necessariamente, consequência de alterações neurológicas. E acho que é justamente essa a questão.
    Carla, eu queria que você nos falasse mais sobre essa relação. Na dislexia, há necessariamente uma (ou mais de uma) alteração cerebral? E onde está localizada?
    Obrigada.

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  25. Obrigado pela perdão Ebraga. Eu também a perdoo.

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  26. Ebraga, gostaria de dizer que quem editou a série de reportagens fui eu. Ninguém está negando a existência de um transtorno que causa dor, sofrimento, angústia, inquietação, frustração, etc... O que estamos tentando dizer, sem que as pessoas queiram sequer ouvir, é que talvez não seja necessário diagnóstico e rótulo. E que para todos nós é sempre mais fácil ter um nome, uma classificação, um rótulo. É confortante. E muitas vezes tem efeito deletério no desenvolvimento da criança, ao contrário do que pode parecer. Espero que tenha gostado da reportagem!

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  27. Este comentário foi removido pelo autor.

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  28. Bom, vamos lá. Houve uma confusão aqui. Meu marido foi fazer um comentário, mas o blog estava aberto com o meu login e acabou saindo com o meu nome. Ao tentar apagar para fazer novamente com o login dele, por alguma confusão, acabou apagando os últimos comentários também. Tentamos de todas as maneiras recuperá-los, mas não foi possível. Eram 2 do Paulo Cunha, 1 da Edna, 1 de anônimo e a minha resposta a todos. Caso tenham os comentários arquivados, por favor mandem novamente. De qualquer maneira, vou repetir a resposta, já que me lembro do conteúdo de todos eles. Obrigada.

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  29. Este blog é apenas um espaço para expressar, sem patrulha, minhas idéias e reflexões. A internet nos oferece essa possibilidade. Nunca pensei que tivesse que revisar os comentários deixados aqui, antes de serem publicados. Em primeiro lugar, pela falta de relevância do blog. Em segundo, pelo fato de não haver nada de ofensivo em minhas postagens que pudesse causar reações tão desproporcionais, como algumas que vi aqui. Depois de algumas delas, achei por bem, optar pela moderação dos comentários. Mesmo depois disso, apenas um não foi publicado e não pelo seu conteúdo, mas pela sua extensão. É o seu último, Carla Renata. Mas deixo aqui, para quem quiser, o site da autora do texto que você transcreveu no seu comentário (que na verdade, precisou de 10 espaços).

    http://www.renatajardini.com.br/base.asp?pag=dislexias.asp

    Carla, você diz que quem deve fazer perguntas a profissionais são as mães. Eu só fiz perguntas a vocês porque levei em consideração suas palavras. “A vivência sim é uma faculdade com doutorado e mestrado”. São palavras suas Carla, deixadas aqui mesmo, nesse blog.
    Edna, como vê nem todo jornalista é “meio louco” (ou “caduco, frio, egoísta, calculista”). São palavras suas Edna, deixadas aqui mesmo, nesse blog. Concordo com você quanto à elegância da jornalista Thelma Torrecilha. Serei assídua no blog dela. Aqui vai o link que estava no seu comentário.

    http://www.educarecuidar.com/

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  30. Paulo Cunha e Marco Aurélio,
    que bom que tenham entendido a importância da troca de idéias e qual é o questionamento que está sendo feito. É claro que tomo uma posição no meu texto, mas esse é um direito de todos nós, não é? Obrigada. Continuem aparecendo e contribuindo.

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  31. EU estou cansada, desta guerra, sincera mente não vejo, que acrescentará nada a minha causa.
    não falo só de vcs. Mais de um todo, ao longo da minha peleja, e acho que estas outras mães, também se sente assim. Gostaria de encontrar pessoas no meu caminho que, abrasasse a nossa causa e, tivesse um coração disposto a ajudar.
    Mais no fundo da minha alma, sinto o desprezo das pessoas, isso dói muito, corroei, como um câncer incurável....Sei também que só nos entenderá, pessoas "especiais", que são capazes de se esvaziar, para ajudar alguém.
    Estou desabafando e, não posso exigir que olhem dessa forma pois, essa não é a realidade de vocês.
    só nos entenderão se um dia Deus que, estar no controle de tudo lhe conceder um tal experiência.
    Já não tenho, mais palavras.... E a linha do pensamento, estar esgotada....
    Obrigada p/ oportunidade... até mais....

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  32. Veja outro blog TDAH
    http://alessandramagnaqueiroz.blogspot.com/
    não agredimos, e nem vamos, pela forma que foi colocado o assunto, apesar de meu filho ser disléxico gaças a Deus, é TDAH.
    O que nós precisamos Alexandra são de pessoas de boa vontade dispostas a estudar, e pesquisar seriamente as dificuldades de aprendeizagem e fazer o que é necessário para ajudá-las, eu acompanho pesquisas, e não vejo ninguem falando o que Dra. Moyse disse. Mas eu moro no Brasil, e fazer o que não é mesmo? Procure se inteirar de uma lei nos Estados Unidos, NENHUMA CRIANÇA DEIXADA PARA TRAS, eu sofri muito, a escola não cumpriu com a obrigação dela,que é dar conhecimento acadêmico, e depois vem confundir pessima qualidade de ensino com dislexia?
    Que culpa tem o disléxico se nossas escolas alfabetizam tão mal que leva muitos à fronteira a dislexia?
    Então diga a verdade, como disse Dr. Fernando Capovilla. Viu alguém o atacando? Ou até mesmo discordando?

    Doladoladelá. A entrevista foi editada, uma pena. rsrsrsrsrs

    Outra queixa nossa,só entrevista os que tem atendimento adequado nas escolas, e são poucos acredite. Procure mães que frequentam as escolas todos os dias para responder os bilhetinhos que são enviados para nós.
    Lembra-se de uma matéria, da Band, onde um disléxico foi gentilmente expulso da escola? Sem a mãe poder falar que era expulsão.
    A realidade é essa, expulsam nossos filhos da escola, ou os deixam lá no cantinho, azar se aprendeu, não é filho deles.
    Desculpem estou tentando mostrar a realidade das nossas vidas que estão sendo distorçicas por palestras inadequadas.
    As mães dos portadores da Sindrome de Down passaram por situações semelhantes e venceram, nosso movimento está apenas começando, e contaremos com sua emissora, e foi uma mãe das nossas comunidades que teve esta brilhante idéia, é mesmo lamentável, que a entrevista mostsrou a realidade de muitos poucos, a maioria não é da forma que foi mostrada.
    Mas parabéns, ajuda a conscientizar as famílias que não existe criança burra, e que não quer aprender. Parabéns a vc. e sua emissora. Nos ajudou sim, não nego.
    Obrigada.

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  33. Alexandra vc. tb. confessa que tomou posição, pq. se aborreceu com as mães que entraram em defesa dos seus filhos?
    Nós aceitamos o desafio que vc. colocou, seu texto não é científico,é ofensivo aos disléxicos TDAH e suas familias.
    Passar bem.
    Obrigada.
    Agradeça seu marido por nós, mas infelizente a reportagem foi editada e não mostra a realidade da maioria que lutam com a dislexia, justamente porque os graus de comprometimento e comorbidades são variáveis.
    Mas a verdadeira ciência caminha nas pesquisas.

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  34. Edmar, eu não estou em guerra e nem vou entrar. Também não coloquei nenhum desafio a vocês, Edna. E nem vou colocar. Um abraço.

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  35. Parabéns Alexandra seu blog recebeu muitos comentários.
    Certamente porque nós, pais de filhos portadores de trasnstornos dislexia/TDAH, estamos atentos e não ficaremnos mudos recebendo ataques, sim ataques, depois de tanta luta, que compreende toda a vida de nossos filhos, alguém cai de paraquedas anuciando a 'Boa Nova': Aleleuia, aleluia, Dislexia e TDAH não existem, - questionam de forma irresponsável todos os exelentes profissionais com larga experiência e das mais diversas áreas que corroboraram no diagnóstico, equivale a um tapa na cara de pais e profissionais competentes. Para mim é compreensível a forte reação de alguns pais que vi postadas aqui.
    É triste ver que gente mal intencionada e incompetente, quer atenção, e conseguem convencer os incautos que se deixam levar sem questionar ou ter a curiosidade de antes de tomar por verdadeira alguma informação, no caso desinformação, abraçar qualquer causa que se lhe apresente, de forma intencional e maldosa,como foi o seminário, com sorrisos e jocosidade próprias de enganadores.
    Pesquisem de forma isenta, acompanhem algum caso diagnosticado com seriedade, e respaldado por neurologista, leiam artigos de mestres e doutores que dedicaram suas vidas a este tipo de estudo, depois concluam de forma isenta, com espirito desarmado,sem se deixarem levar por influencias questionáveis. A dislexia não é brincadeira de criança, mesmo porque suas consequências perduram por toda a vida do seu portador,alguns sintomas podem ser atenuados mas as suas evidencias estarão sempre lá, negá-la é ignorância e ou má fé, e ou ainda a já citada, incompetência.

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  36. Com toda a isenção possível,gostaria de manifestar,minha posição de leiga,porém,estudiosa,e que sobretudo ama as crianças e os jovens.Acho que Alexandra, conheço-a bem,jamais agrediria a quem quer que seja,e muito em especial,famílias que têm filhos portadores de dificuldades de qualquer natureza.Ela recebeu toda a carga de agressividade,que não merecia. É competente,estudiosa e busca o debate, onde as partes tenham o direito de defender as suas teses. Recebeu,dos pais, tudo o queriam dizer à Dra. Moyses,que também não merece,pelo fato, de contrariar àquilo que as famílias acreditam.Todos,
    lutando por uma nobre causa. Algo que poderia gerar uma bela troca,acabou em ressentimentos.
    Reflexão para todos nós!

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  37. ADA, NÓS NÃO PRECISAMOS DE TROCAS E, SIM QUE NÃO NEGUEM A EXISTÊNCIA DA DISLEXIA, OU QUE SE FAÇA DEBATES PARA SE QUESTIONAR SE ESTE DÉFICIT, EXISTE OU NÃO.
    NÓS PRECISAMOS DE AJUDA, EM TODO O SEGMENTO, EDUCAÇÃO, SAÚDE ETC.
    NEGAR A EXISTÊNCIA DE DISLEXIA É EXCLUIR ESTAS CRIANÇAS DE UMA OPORTUNIDADE, A UMA EDUCAÇÃO DIFERENCIADA, ONDE ELA POSSAS SER MELHOR ATENDIDA,
    MELHOR ASSISTIDA PELA SAÚDE, MERCADO DE TRABALHO,ETC, ETC.
    TODA ESTA POLÊMICA ESTAR NOS TRAZENDO MUITAS CONSEQÜÊNCIAS, NOSSOS FILHOS ESTÃO NO MEIO DO FOGO CRUZADO....E O PIOR DE TUDO SÃO RECONHECIDAS COMO PORTADOR DE DEFICIÊNCIA INTELECTUAL E, AS PESSOAS ESTÃO LHES NEGANDO ESSE DIREITO.
    MAIS NÓS NÃO NOS CANSAREMOS NUNCA! ESTAMOS TOMANDO PROVIDENCIAS E MUITO EM BREVE, VCS VÃO SABER, QUEM ESTAR DE FATO COM A RAZÃO E DE QUEM É O DIREITO. A JUSTIÇA ESTAR AI, PARA TODOS, ELA PODE ATÉ TARDAR MAIS NÃO FALHA.
    ESTA MEDICA TEM DESAFIADO AS LEIS E ÉTICA DO PRÓPRIO CAMPO DE TRABALHO DELA, NA UNICAMPE, EXISTE UM SETOR DE TRABALHO QUE ATENDE, APÓIA FAZ DIAGNOSTICO DE DISLEXIA E OUTROS....
    O CONSELHO DE MEDICINA RECONHECE O CID F-90 E OUTROS RELACIONADOS A ÁREA NEUROLÓGICA.
    ENTÃO NÓS SOMOS PALHAÇOS QUE OS MÉDICOS ESTUDARAM, DERAM AOS NOSSOS FILHOS UM DIAGNOSTICO É DEPOIS DE MUITOS ANOS APARECE ALGUÉM E DIZ PARA NÓS PAIS QUE É UMA MENTIRA, DISLEXIA NÃO EXISTE, FOMOS ENGANADOS ESTE TEMPO TODO E PONTO FINAL.
    FECHOU, E O MEU FILHO? O QUE TEM? O RESPEITO A MIM COMO MÃE DESTE SER. NÃO CONTA?
    CS JÁ PARARAM PARA PENSAR ONDE DE FATO TUDO ISSO VAI CHEGAR? EU LHES DIGO! PROCESSO E SUAS IMPLICAÇÕES....
    ATÉ MAIS....

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  38. Eu não entendi uma coisa. Pais de disléxicos estão criticando profissionais dizendo que nenhum canudo é capaz de fazer com que eles saibam o que é ser disléxico como se ter a experiência de ser pai/mãe de um.
    Alguma de vocês vai a médico ginecologista que é homem? Alguma de vocês não vai a médico ginecologista homem por achar que ele não é capaz de entender os problemas pelos quais as mulheres passam por eles não terem esses problemas por não serem mulheres? Por que denegrir a imagem de um profissional simplesmente porque ele não segue a linha que vai ao encontro do que acreditamos? Se todos os psicologos, médicos, advogados, professores e pais tivessem o mesmo tipo de idéias e opiniões e formações e experiências, o mundo seria muito monótono. Não denigra o profissional por ele não ter a sua visão sobre determinado tópico. Não façamos ao outro o que não queremos para nós mesmos. Afinal, dizer a um profissional que todos os anos de estudos que eles tiveram não valem de nada, o que vale é ter a experiência viva de se lidar diretamente com uma situação,com envolvimento afetivo 24 horas por dia, é mal julgar e ofender como fazem aqueles que julgam seus filhos como preguiçosos e incapazes ou doentes. Respeitar a diversidade de opinião, de formação, de capacidades e limitações é o primeiro passo para viver bem em sociedade, pois não sabemos até que ponto nos identificamos com o outro ou não, até que tenhamos a possibilidade e a liberdade de nos expressar. E não tem como se negar que essa liberdade e possibilidade existe aqui neste blog.
    Agora, eu tenho a dizer à autora do blog que um post que cause tal discussão não é nem de longe de baixa relevância. É pra perceber que seu trabalho está frutificando, abrindo portas para as pessoas se expressarem. Opiniões, desabafos e posições foram aqui publicados sem censura. E isso tem que ser reconhecido e agradecido.
    E convenhamos, de médico, advogado e louco todo mundo tem um pouco, ainda mais agora com a internet. Antes dependiamos de profissionais para dar diagnosticos. Agora, achamos que tambem entendemos de tudo, bastando googlar um tópico, mas esquecemos que tendemos a incorporar somente aquilo que não nos choca ou não se choca com a nossa opinião formada.
    Vive la difference!!!

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  39. arlete,
    eu encho a boca para dizer que não vou ao ginecologista homem pois um quase me matou!!!!!! Então prefiro as mulheres pois realmente elas sabem o que sentimos!!!!
    Existem pessoas que só impressionam o seu próprio público!!! É uma pena!!!

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  40. Olá Alessandra.

    Concordo planamente com a posição das mães, de ficarem indignadas com tais posicionamentos.

    Como disse uma mãe aqui, tb convido-a a passar uma semana na minha casa. Tenho dois filhos com TDAH, um de 8 e outo de 10 anos.

    Vejo as dificuldades todas dos meus filhos, as minhas com eles, as da minha família com eles e comigo, e por aí vamos.

    E, entrando no orkut e conversando com outras mães, pude ver que nossos filhos têm comportamentos IDÊNTICOS, sim, crianças que não se conhecem, filhos de mães que tb não se conhecem, morando em todos os cantos do mundo, convivendo com educação e culturas diferentes, têm comportamentos IDÊNTICOS, muitas vezes usando até mesmo as MESMAS PALAVRAS.

    E, além disso, vemos, por exemplo a grande diferença entre crianaças com TDAH e crianças levadas ou mal educadas. Os padrões são ocmpletamente diferentes, bastando um olhar mais atento para perceber isso.

    Por outro lado, vejo o que a compreensão, a boa vontade e a competência profissional podem fazer. Meus filhos estão um uma escola pequena, de cidade de interior, gerida por psicólogas. Já estavam nessa escola quando decobri o TDAH (nem mesmo sabia o que era isso antes da palavra do médico). E meus filhos não têm e nunca tiveram os problemas que vejo outras mães contarem, como repetir de ano, por exemplo. Claro que eles têm todas as dificuldades de falta de concentração, de escrita quase ilegível, de agitação, etc... Mas se dão bem com todos, são entrosados, tiram as notas que precisam e aprendem como as outras crianças. Mas isso tudo pq é uma escola inclusiva, com os profissionais sendo treinados e orientados para isso, com apoio às mães e às crianças, etc...

    Temos nessa escola alunos TDAH (não apenas os meus), DDA, com dislexia, com Down e vejo como é ótimo quando valorizam e atendem a tudo isso da forma correta.

    Um abraço!

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  41. Arlete
    penso que você não entendeu o que nós mães e professoras questionamos, em nenhum momento estamos desmerecendo diplomas ou títulos, pois prezo todos os diplomas e títulos que consegui enquanto educadora há 20 anos.
    O que nos aborrece é que ao invés de se procurar, discutir formas eficazes de tratar a dislexia e aliviar o sofrimento de crianças, ficam se amparando em teses fracas e de fácil contestação.
    A dislexia existe sim, e se vocês estudassem mais sobre o assunto poderão ver que assim como o TDAH existem exames que comprovam o disturbio neurologico, mas são exames invasivos, e de risco para as crianças, já que precisa injetar contrastes para tal exames, e portanto através de questionarios, entrevistas, e exclusão de outras causas também se chega ao diagnóstico e sem causar possiveis danos a saude de nossos filhos, estude um pouco os livros do DR Paulo Matos, e de outros que tratam de TDAH e Dislexia, se vc quiser posso te fornecer uma extensa bibliografia que te ajudará a entender o que se passa.
    O que nós queremos é um amplo debate sobre a dislexia, mas não se ela existe ou não.
    O que precisamos é de entidades que nos propicie diagnóstico de forma gratuita, de capacitação para os professores, de mudanças no curriculo das faculdades de Pedagogia, para preparar melhor os educadores, precisamos de um grande forum com médicos, psicologos, oftalmos, otorrinos e MEC para que possam nos ajudar a enfrentar essa dificuldade que posso jurar a você que existe, enfrento esse problema todos os dias com minha filha, choro muitas vezes sozinha desesperada porque ela vai ha escola passa 4 horas na sala de aula e volta com o caderno que é um borrão só, sem copiar direito uma só linha, e pulo de alegria, quando saio com ela pela cidade e ela consegue ler um pequeno letreiro escrito "casa de carnes", como aconteceu esses dias.
    Ela é uma criança normal, com QI acima da média, está na escola desde os 3 anos, tem todas as oportunidades que a maioria das crianças não tem, e sua mãe é professora alfabetizadora ha pelo menos 10 anos, então como se explica?
    Se você tiver alguma explicação ou ajuda, aceito. Um grande abraço, eeeee estude, leia,pesquise, que é o que nós mães fazemos.

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  42. Passeando pelos blogs da internet, acabei caindo neste e vi esta discussão sobre a dislexia.
    Li atentamente o texto escrito pela Alexandra e todos os comentários das mães.
    Não serei extenso em meu comentário, pois percebi que houve um certo "desgaste", que poderia ser evitado com os comentários adequados.
    A ciência está a serviço da humanidade. Esta frase, que pode estar caindo em um lugar comum, ajuda a entender algumas coisas expostas aqui.
    A professora da UNICAMP comenteu um erro (na minha opinião de Médico-Pediatra-Médico de Família e Comunidade) aparentemente simples: colocou os frios dados cientificos à frente da grande protagonista desta discussão que é a pessoa com dislexia.
    "A clínica é soberana". Coloquei esta frase entre aspas pois a mesma já foi repetida inúmeras vezes por profissionais de saúde renomados, sejam eles médicos, psicólogos, etc. Ela é (ou deveria) ser a base da nossa prática profissional, tendo em vista que lidamos com pessoas e não com pedaços de papel (exames laboratoriais) ou filmes de raio-x, TC, ressonância.
    Infelzimente, nossas escolas (e aqui me refiro às escolas médicas), vêm perdendo este direcionamento, principalmente com a inclusão às cegas de disciplinas como "Medicina baseada em evidências". Ora, todo bom profissional tem que se basear em evidências para trabalhar, mas jamais pode deixar seu senso crítico e sua HUMANIDADE de lado.
    Na minha prática profissional já li muito sobre TDAH e dislexia e é altamente frequente a afirmação de que questionários e testes são apenas instrumentos de rastreio, que não são úteis para diagnóstico. Este deve se basear fundamentalmente na CLÍNICA.
    Portanto, na minha humilde opinião, nós profissionais temos que estar CONSTANTEMENTE atentos para o fato de que, na quase totalidade das vezes, a mãe que leva um filho com suspeita de dislexia ao profissional, não está interessada em neurônios ectópicos ou o diabo que o valha; ela quer, sobretudo, um parceiro que caminhe ao seu lado nesta estrada que leva ao desenvolvimento adequado de seu filho.

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  43. Dr. Rui,
    Obrigada por sua valiosa contribuição. Concordo que a clínica deve ser a base para a prática de profissionais que desejam ver pessoas e não dados frios trazidos por exames em papéis. Concordo também que uma mãe que leva um filho com suspeita de dislexia a um profissional, não está preocupada com os neurônios ectópicos. Concordo ainda, que nós, profissionais da saúde, que recebemos estes pais em nossos consultórios, devemos, antes de qualquer coisa, respeitá-los e dar o acolhimento necessário. E para isso, não há mesmo necessidade de que se pense em neurônios ectópicos. No entanto, pesquisadores precisam se preocupar com neurônios ectópicos, ao contrário dos pais. Aquele encontro tinha, como objetivo principal, discutir a conveniência ou não da aprovação daquele projeto. E para uma discussão como essa, talvez seja necessário, que dados frios da ciência sejam levados em conta. Eu continuo achando que uma coisa não exclui a outra. Os cientistas podem e devem continuar buscando respostas, sem que isto interfira na conduta humana que profissionais da saúde devem ter dentro de suas clínicas. Precisamos apenas valorizar a parcela de contribuição que cabe a cada um (profissionais da saúde, pais, professores, pesquisadores), sem que entrem em conflito. Não podemos esperar de um pesquisador, a mesma atitude que um psicólogo ou um pediatra tem em seu consultório. Acho que o exercício é nos colocarmos, até onde isso é possível, no ponto de vista de cada um dos envolvidos, sem a expectativa de que todos estejam olhando de um mesmo ângulo. Isso, na minha (também) humilde opinião, é o que vai enriquecer e humanizar as relações.

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  44. Acho que agora você colocou o ponto chave: valorizar a parcela de contribuição que cabe a cada um. De certa forma, não houve tanto isso por aqui, e sim, muitos desabafos.
    Acho que nesta discussão toda não há certos e errados, mas sim, como você disse, contribuições diferentes.
    Posso citar, tendo minha profissão como base (Medicina), exemplos de grandes pesquisadores que são péssimos professores e não têm habilidades de comunicação em suas clínicas; grandes médicos que não entendem (e nem querem entender) bulhufas de pesquisa, mas são mestres no ensino da arte de nossa profissão, além de serem altamente requisitados em seus consultórios. Obviamente existem os que mesclam de tudo um pouco (ou de tudo um muito!).
    Parabéns pela coragem de tocar em um assunto polêmico e por sua postura frente aos comentários!

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  45. Realmente, ao assistir pessoalmente aos comentários da Dra. Moysés, eu me pego divagando em pensamentos filosóficos....é o que me resta. É inacreditável. É tão absurdamente inacreditável e ofensivo que eu fico estarrecida. Quanto mais eu leio, quanto mais eu pesquiso, me informo, participo de debates, reuniões, congressos, conversas com médicos pesquisadores....mais eu fico sem palavras para descrever o que sinto ao ouvir as palavras da dra. Moysés. Sinto muita pena também de seus "seguidores", a grande maioria formada por psicólogos, uma vez que os médicos não perdem seu tempo com "teses" sensacionalistas que têm "embasamento científico". Valha-me Deus". Uma mulher que NUNCA pariu, nunca gerou um filho, nunca foi mãe,nunca sentiu seu bebê mexendo dentro de sua barriga, nunca amamentou, nunca soube nem vai saber o que é o VERDADEIRO e incondicional amor, querendo nos ensinar a sermos mães. É hilário. Vou ensinar futebol ao Pelé. Vou ensinar o César Ciello a nadar os 50 mts. Vou ensinar a ave-maria ao Papa. Vou mostrar ao Greenpeace a importância da natureza e sua preservação.....convenhamos. Somos mães mas não somos ignorantes. Só nós sabemos o que é melhor para nossos filhos. É claro que não somos gênios e sabemos de tudo, por isso procuramos o conhecimento e o apoio de profissionais de respeito e visão humanista. A dra. Moysés e seus seguidores parecem ODIAR a humanidade, os psiquiatras (médicos de verdade, não psicólogos, lógico!), os neurologistas. A verdade dela é a soberana, a real. Logo ela que não é mãe. Fico triste com a pobreza de espírito das pessoas que pensam que pensam tudo e pensam nada. Pior, não sentem nada do que nós, pais de TDAH e DISLÉXICOS, sentimos. TDAH EXISTE. DISLEXIA EXISTE. E não será um bando de profissionais qualificadíssimos e famosos que irão me provar que meu filho não existe e que é melhor para ele não ter "rótulos". Isso me parece mais um pânico do passado, como se já tivessem sido rotulados de alguma coisa que magoou ou feriu. Pois não me magoa nem fere saber que meu filho é hiperativo. Isso não me envergonha nem o diminue. Vcs. que negam a existência desses reais diagnósticos que tentam diminuí-lo achando que tudo não passa de dificuldades que serão facilmente contornadas....por favor. Se não sabem o que dizem, fiquem calados. Muito ajuda quem não atrapalha.

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  46. Simone querida, não nos esqueçamos que as mães adotivas nunca passaram pela beleza de gerar um filho e dão a vida por esses seres se preciso for,e muitas mães que pariram os seus jogaram em latas de lixo ou em represas, o que falta a esta senhora é o que Jesus nos ensinou "amai vos uns aos outros como vos amei", o que falta para ela é uma palavra muito usada atualmente "empatia", que é o se colocar no lugar dos outros, vemos diversos médicos e pesquisadores enfiados em pesquisas, que depois de publicados em revistas de renome são esquecidos em uma gaveta qualquer.
    Fui convidada a participar de um grupo de pesquisa de mestrado em minha cidade em uma universidade conceituada(FEDERAL), quando propus estudar sobre dislexia, me barraram pois não havia doutores interessados, e nem preparados para conduzir a pesquisa, queriam um tema encomendado, achei o tema muito bom, mas depois da pesquisa nas escolas com os professores descobri que era só isso, não havia uma devolutiva, não contariamos o resultado da pesquisa e muito menos levariamos nossas sugestões de melhoria, resumindo se a pesquisa fosse publicada os professores é que deveriam comprar livros ou revistas para saber o que aconteceu, mas em um lugar onde um professor com pós graduação(especialista) ganha 656,00 reais por mês que tipo de educação teremos????
    acima do comentario brilhante do DR RUI, eu relato só um pouquinho do que nós mães e educadores precisamos, e posso te afirmar não é do comentário sádigo da dra Moysés.

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  47. MENINAS! VOCÊS AINDA NÃO VIRAM O ULTIMO VÍDEO DELA COM O VEREADOR ELIZEU GABRIEL E MARILENE PROENÇA?
    NO FINAL ELAS APRESENTA UM LIVRO SOBRE DISLEXIA. OBRA PRIMA DELAS QUE, ESTÃO DIVULGANDO E VENDENDO.
    ESTE PARA MIM É O REAL INTERESSE DA CAMPANHA. POR TRÁS TEM MUITO.... ESSE LIXO AINDA VAI FEDER BASTANTE......

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  48. Cristiana Castro7 de maio de 2010 22:41

    Caramba, parece que os comentaristas não leram o texto. Que isso gente? O texto trata, exatamente, de uma preocupação com a tachação de crianças dislexicas. Eu hein, que falta de educação. Tudo bem que a gente sofre o pão que o diabo amassou nos colégios pq ninguém está preparado para aceitar qq coisa que se desvie do convencional ( não estou falando de saudável ) mas isso não é um privilégio das instituições de ensino. Ninguém quer lidar com nada que saia do script. Eu prefiro um milhão de vezes que dislexia não seja mesmo vista como uma doença e as escolas sejam obrigadas a perceber que existem outras formas de se " ler" o mundo e, portanto, adaptar-se. O mundo é muito maior que a meia dúzia de " normais" que estão nos bancos escolares. A maioria precisa de um psicólogo, de um fonoaudiólogo, um neurologista, uma professora particular, serviços especiais para portadores de deficiência, etc... Ou seja, de uma certa forma, a escola não se adapta a ninguém. O artigo é para AJUDAR as crianças e não para enraivecer os pais. A escola não conegue lidar com gordos, negros, feios, hiperativos, dislexicos, baixinhos, pernetas, cadeirantes, surdos, mudos, cegos, gagos... Todo mundo que não se enquadra, é especial. Os médicos não estão obrigados a embarcar nessa fraude. Se dependesse dos colégios, sobretudo, os particulares, 70% das nossas crianças estariam tomando ritalina. Portanto, senhores pais, relaxem, o artigo era para ajudar-nos. Francamente, fiquei chocada com a falta de educação dos comentaristas desse blog. Um texto que nada tem de agressivo, ofensivo e, muito menos pretendeu desenvolver qq teoria anti-dislexia. Francamente.

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  49. Obrigada Cristina.
    Que bom que você entendeu.
    Um abraço.
    Volte sempre.

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  50. Em Estado de Minas Gerais já se desenvolve pesquisa que tira sangue das crianças que não apresentam ¨aprendizagem¨, nem precisa ser notas tão baixam, como em matemática, supondo que isso é por defeito genético. Leia:
    SEM HABILIDADE COM NÚMEROS, Junia Oliveira, O Estado de Minas, 08/06/2010,
    http://www.exkola.com.br/scripts/noticia.php?id=34579041

    http://blog.opovo.com.br/educacao/sem-habilidade-com-numeros/

    Porém, as minhas pesquisam provam que são os métodos de ensino da matemática que são imprestáveis. Se quiser conhecê-las peça: joaobatistanascimento[arr]yahoo[p] com [p] br.

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