<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'><id>tag:blogger.com,1999:blog-1563154426918206135</id><updated>2011-12-01T13:18:32.649-08:00</updated><category term='maria rita kehl'/><category term='votos'/><category term='uso da chupeta'/><category term='o estado de são paulo'/><category term='mãe e bebê'/><category term='masculino feminino'/><category term='educação'/><category term='olhar'/><category term='demissão'/><category term='eleição'/><title type='text'>coxi-Xan-do</title><subtitle type='html'></subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://xan-mello.blogspot.com/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1563154426918206135/posts/default?max-results=100'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://xan-mello.blogspot.com/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><author><name>Alexandra</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16123584986390791219</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='33' height='26' src='http://1.bp.blogspot.com/_Fj4m8aWdQyw/TG2B4KxVXUI/AAAAAAAAAJA/UO8mHQCOto4/S220/220736a.jpg'/></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>64</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>100</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1563154426918206135.post-5383540469924029087</id><published>2011-11-22T03:38:00.000-08:00</published><updated>2011-11-22T04:48:53.758-08:00</updated><title type='text'>"SIGOTA MÃ DIUMACATA"</title><content type='html'>&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-yvQYEIMvNEA/TsuKCvSdjLI/AAAAAAAAAPE/U0uow1-U1-0/s1600/digitalizar0001.jpg"&gt;&lt;img style="cursor:pointer; cursor:hand;width: 301px; height: 400px;" src="http://1.bp.blogspot.com/-yvQYEIMvNEA/TsuKCvSdjLI/AAAAAAAAAPE/U0uow1-U1-0/s400/digitalizar0001.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5677783534888914098" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"SIGOTA MÃ DIUMA CATA" &lt;br /&gt;"Se gostar mande uma carta"&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Lembra disso Pedro? Você estava começando a escrever. Eu gostei muito meu filho. E aqui está ela. A minha carta. Uma carta simples pra dizer que eu adorei esse mundo que você desenhou na contracapa do meu caderno. Que eu adorei o adesivo de flor que você fez pra mim, e que eu coloquei na outra contracapa (você fazia adesivos pra vender lembra?). Uma carta simples pra dizer que eu adorei a casa cheia de alegria durante todos estes anos. Pra dizer o quanto eu gostei das suas notas. E muito mais do que das suas notas, o quanto eu gosto da sua sensibilidade. Da maneira ética e discreta como você se relaciona com as pessoas. Da sua capacidade de fazer amigos e cuidar bem deles. Uma carta simples pra dizer que eu não mudaria nada em você. Que é você assim, desse jeitinho, que nós amamos tanto. Pra dizer o quanto eu fico feliz por você gostar tanto de música. Por ser tocado pelas desigualdades do mundo. E por querer tanto um mundo melhor pra todos. Pra agradecer pela paciência que você teve com a chegada de um irmão, depois de tanto tempo sendo o único. Pra dizer que só o tempo disponível é que foi dividido entre vocês. Mas não o amor. Pra dizer que eu vou torcer sempre pelo seu sucesso, mas muito mais pela sua felicidade. Pra pedir desculpas pelos momentos de impaciência e de cansaço. Pelas broncas que eu não deveria ter dado. Pela ausência em momentos que você precisava de maior presença. E pra dizer que eu vou torcer muito pra que você conheça o mundo inteiro que você desenhou naquele dia. &lt;br /&gt;Uma carta pra dizer que eu te amo muito.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Parabéns pelos 15 anos e pela formatura!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;iframe width="459" height="344" src="http://www.youtube.com/embed/INPFl4u3Lrw?fs=1" frameborder="0" allowFullScreen=""&gt;&lt;/iframe&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A música que te leva de volta pro "Nosso Cantinho".&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1563154426918206135-5383540469924029087?l=xan-mello.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://xan-mello.blogspot.com/feeds/5383540469924029087/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://xan-mello.blogspot.com/2011/11/sigota-ma-diumacata.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1563154426918206135/posts/default/5383540469924029087'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1563154426918206135/posts/default/5383540469924029087'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://xan-mello.blogspot.com/2011/11/sigota-ma-diumacata.html' title='&quot;SIGOTA MÃ DIUMACATA&quot;'/><author><name>Alexandra</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16123584986390791219</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='33' height='26' src='http://1.bp.blogspot.com/_Fj4m8aWdQyw/TG2B4KxVXUI/AAAAAAAAAJA/UO8mHQCOto4/S220/220736a.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/-yvQYEIMvNEA/TsuKCvSdjLI/AAAAAAAAAPE/U0uow1-U1-0/s72-c/digitalizar0001.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1563154426918206135.post-3370365054830484793</id><published>2011-10-12T13:06:00.000-07:00</published><updated>2011-10-12T13:17:26.659-07:00</updated><title type='text'>Dia das Crianças</title><content type='html'>&lt;em&gt;A melhor maneira de tornar as crianças boas, é torná-las felizes.&lt;br /&gt;Oscar Wilde&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-TGH6cJE7vKk/TpXzs8y5txI/AAAAAAAAAO0/n19ygtO7FEg/s1600/eles.JPG"&gt;&lt;img style="cursor:pointer; cursor:hand;width: 400px; height: 392px;" src="http://4.bp.blogspot.com/-TGH6cJE7vKk/TpXzs8y5txI/AAAAAAAAAO0/n19ygtO7FEg/s400/eles.JPG" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5662700060047685394" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Conta certa lenda, que estavam duas crianças patinando num lago congelado.&lt;br /&gt;Era uma tarde nublada e fria, e as crianças brincavam despreocupadas.&lt;br /&gt;De repente, o gelo quebrou e uma delas caiu, ficando presa na fenda que se formou.&lt;br /&gt;A outra, vendo seu amiguinho preso, e se congelando, tirou um dos patins e começou a golpear o gelo com todas as suas forças, conseguindo por fim, quebrá-lo e libertar o amigo.&lt;br /&gt;Quando os bombeiros chegaram e viram o que havia acontecido, perguntaram ao menino:&lt;br /&gt;- Como você conseguiu fazer isso? É impossível que tenha conseguido quebrar o gelo, sendo tão pequeno e com mãos tão frágeis!&lt;br /&gt;Nesse instante, um ancião que passava pelo local, comentou:&lt;br /&gt;- Eu sei como ele conseguiu.&lt;br /&gt;Todos perguntaram:&lt;br /&gt;- Pode nos dizer como?&lt;br /&gt;- É simples: - respondeu o velho.&lt;br /&gt;- Não havia ninguém ao seu redor para lhe dizer que não seria capaz."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Albert Einstein&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1563154426918206135-3370365054830484793?l=xan-mello.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://xan-mello.blogspot.com/feeds/3370365054830484793/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://xan-mello.blogspot.com/2011/10/dia-das-criancas.html#comment-form' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1563154426918206135/posts/default/3370365054830484793'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1563154426918206135/posts/default/3370365054830484793'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://xan-mello.blogspot.com/2011/10/dia-das-criancas.html' title='Dia das Crianças'/><author><name>Alexandra</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16123584986390791219</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='33' height='26' src='http://1.bp.blogspot.com/_Fj4m8aWdQyw/TG2B4KxVXUI/AAAAAAAAAJA/UO8mHQCOto4/S220/220736a.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/-TGH6cJE7vKk/TpXzs8y5txI/AAAAAAAAAO0/n19ygtO7FEg/s72-c/eles.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1563154426918206135.post-2598182883356207302</id><published>2011-09-28T06:44:00.000-07:00</published><updated>2011-09-30T06:16:25.777-07:00</updated><title type='text'>Afinal, o que é que está precisando de conserto?</title><content type='html'>Imaginem a seguinte situação: uma criança de 12 anos vai a uma sessão de psicoterapia da irmã mais velha, a pedido da psicóloga. Ao final da sessão, ela (a psicóloga) chama a mãe para dizer que seu filho é hiperativo e pergunta se ninguém havia lhe dito isto antes. Encaminha a criança a um psiquiatra. Ou melhor, AO psiquiatra. O que ela conhece e em quem diz confiar muito. Os pais marcam a consulta e levam o filho alguns dias depois, quando o médico já tem em mãos um relatório daquela psicóloga, onde é provável que tenha o diagnóstico de hiperatividade. Digo provável porque os pais não tiveram acesso a este documento e, portanto, não conhecem o seu conteúdo. O psiquiatra conversa com os dois e observa a criança enquanto dura a consulta. Isto parece ser o suficiente para que confirme o diagnóstico. Entrega a eles uma receita de “concerta” (pelo menos não é com “s”), estimulante do sistema nervoso central que é utilizado para o tratamento do transtorno de déficit de atenção e hiperatividade (TDAH), embora o mecanismo de ação terapêutica neste transtorno não seja conhecido. Pede que retornem 15 dias depois para que possam definir um possível aumento da dosagem. &lt;br /&gt;Pois bem. Isto aconteceu. Esta mãe chegou ao meu consultório encaminhada pela escola do garoto que considerou precipitado o diagnóstico feito pela psicóloga e confirmado pelo psiquiatra. Veio antes do retorno a ele, por ter ficado confusa com as divergências de opiniões. Geralmente, a família procura estes profissionais quando a escola faz o encaminhamento, por não saber mais como lidar com um aluno, em função de comportamento agitado, desatento, indisciplinado. Não foi o caso. O que, na minha avaliação, dá pontos a esta escola. Isto demonstra que ela dá conta da diversidade de alunos que possui, sem ter a expectativa de que todos sejam bem comportados e obedientes.  &lt;br /&gt;A psicóloga deu o diagnóstico de hiperatividade, em função do comportamento do garoto, naquele curto espaço de tempo, dentro das quatro paredes do seu consultório.  O psiquiatra confirmou o diagnóstico pela mesma razão e após ler o relatório que recebeu dela e de alguns professores da escola. Entre estes, é consenso que o aluno é bastante agitado em sala de aula. No entanto, em nenhum momento algum deles pediu à Coordenação que ele fosse encaminhado a um especialista.&lt;br /&gt;Acho muito provável que esta criança preencha os critérios do DSM IV (Manual Diagnóstico e Estatístico de transtornos Mentais) para TDAH. Ou seja, é possível que apresente os seis ou mais (dos nove) sintomas de desatenção e/ou hiperatividade necessários para a confirmação do diagnóstico, segundo este manual (por sinal, na minha opinião alguns deles deveriam ser considerados o mesmo, mas isso vale uma outra postagem). Ainda segundo o DSM, é necessário que estes sintomas persistam “por pelo menos seis meses, em grau mal-adaptativo e inconsistente com o nível de desenvolvimento”. É preciso ainda que algum prejuízo causado por eles esteja presente em dois ou mais contextos e “deve haver claras evidências de prejuízo clinicamente significativo no funcionamento social, acadêmico ou ocupacional.” Ou seja, será que estes dois profissionais tiveram tempo pra garantir todas essas condições? &lt;br /&gt;O que eles sabem dessa criança, da escola dessa criança, dessa criança na escola, dessa criança com os pais, dos pais dessa criança? De como ela se  desenvolveu, do que sente, do que faz e o que sonha? Das qualidades que ela tem, das reações que provocam nela, de como ela brinca com os amigos, de como é quando não está agitada num consultório com pessoas desconhecidas? Acho que quase nada. Mas querem consertá-la. Ou melhor, con&lt;strong&gt;C&lt;/strong&gt;ertá-la. O que me indigna é que quem está fazendo isto com as crianças é justamente quem deveria protegê-las dos estigmas. Elas não têm autonomia e vão pra onde são levadas. E correm o risco de se tornarem aquilo que outros vêem nelas. Sem conhecê-las.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1563154426918206135-2598182883356207302?l=xan-mello.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://xan-mello.blogspot.com/feeds/2598182883356207302/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://xan-mello.blogspot.com/2011/09/afinal-o-que-e-que-esta-precisando-de.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1563154426918206135/posts/default/2598182883356207302'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1563154426918206135/posts/default/2598182883356207302'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://xan-mello.blogspot.com/2011/09/afinal-o-que-e-que-esta-precisando-de.html' title='Afinal, o que é que está precisando de conserto?'/><author><name>Alexandra</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16123584986390791219</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='33' height='26' src='http://1.bp.blogspot.com/_Fj4m8aWdQyw/TG2B4KxVXUI/AAAAAAAAAJA/UO8mHQCOto4/S220/220736a.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1563154426918206135.post-1071081672432510716</id><published>2011-09-07T10:33:00.000-07:00</published><updated>2011-09-07T13:18:17.340-07:00</updated><title type='text'>Como explicar?</title><content type='html'>Se &lt;br /&gt;2 elevado a 1 é igual a 2 (2)&lt;br /&gt;2 elevado a 2 é igual a 4 (2x2)&lt;br /&gt;2 elevado a 3 é igual a 8 (2x2x2)&lt;br /&gt;2 elevado a 4 é igual a 16 (2x2x2x2)&lt;br /&gt;2 elevado a 5 é igual a 32 (2x2x2x2x2)&lt;br /&gt;e assim sucessivamente...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por que então o 2 elevado a 0 é igual a 1? (e não a 0 ou a nada ou a nenhum dois ou, simplesmente, uma potência inexistente)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tudo bem, se fizermos o caminho contrário, dá pra entender:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;32 é o dobro de 16, que é o dobro de 8, que é o dobro de 4, que é o dobro de 2, que é o dobro de 1 (que é o 2 elevado a 0). Faz todo sentido.&lt;br /&gt;Mas se o número do expoente é o número de vezes em que se deve multiplicar  a base por ela mesma, quando o expoente é 0, a base não deveria ser inexistente? Não deveria ter 2 nenhum ali!! Por outro lado, o 2 ESTÁ ali. Isso é fato.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como explicar isso a um aluno? Ou antes, como entender isso?&lt;br /&gt;Algumas coisas a gente tem mesmo é que aceitar e pronto né?&lt;br /&gt;Aceitar que 2 elevado a 0 é igual a 1 e ponto final.&lt;br /&gt;Aceitar isso, até que é fácil. &lt;br /&gt;O duro é não entender na vida porque algumas coisas são como são. &lt;br /&gt;E porque algumas coisas que deveriam simplesmente inexistir, teimam em existir.&lt;br /&gt;E sem as explicações convincentes.&lt;br /&gt;O jeito é aceitar do mesmo jeito que temos que aceitar o 2 elevado a zero. &lt;br /&gt;E desistir de entender.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1563154426918206135-1071081672432510716?l=xan-mello.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://xan-mello.blogspot.com/feeds/1071081672432510716/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://xan-mello.blogspot.com/2011/09/como-explicar.html#comment-form' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1563154426918206135/posts/default/1071081672432510716'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1563154426918206135/posts/default/1071081672432510716'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://xan-mello.blogspot.com/2011/09/como-explicar.html' title='Como explicar?'/><author><name>Alexandra</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16123584986390791219</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='33' height='26' src='http://1.bp.blogspot.com/_Fj4m8aWdQyw/TG2B4KxVXUI/AAAAAAAAAJA/UO8mHQCOto4/S220/220736a.jpg'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1563154426918206135.post-3762796951473495828</id><published>2011-07-03T16:58:00.000-07:00</published><updated>2011-10-10T17:39:12.185-07:00</updated><title type='text'>Pra Julia</title><content type='html'>&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-cuHRcPCXH8I/ThEDzUaoDoI/AAAAAAAAAN8/y_AZIaamO-4/s1600/digitalizar0011.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 400px; height: 263px;" src="http://1.bp.blogspot.com/-cuHRcPCXH8I/ThEDzUaoDoI/AAAAAAAAAN8/y_AZIaamO-4/s400/digitalizar0011.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5625281589751058050" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;É sempre a si mesmo e a seu sentimento que deve dar razão &lt;br /&gt;contra toda explanação, comentário ou introdução dessa espécie.&lt;br /&gt;Mesmo que se engane, o desenvolvimento natural da sua vida interior &lt;br /&gt;há de conduzi-lo devagar, e com o tempo, &lt;br /&gt;a outra compreensão.&lt;br /&gt;Deixe a seus julgamentos sua própria e silenciosa evolução &lt;br /&gt;sem a perturbar:&lt;br /&gt;Como qualquer progresso, &lt;br /&gt;ela deve vir do âmago do seu ser &lt;br /&gt;e não pode ser reprimida ou acelerada por coisa alguma.&lt;br /&gt;Tudo está em levar a termo e depois, dar à luz.&lt;br /&gt;Deixar amadurecer inteiramente, &lt;br /&gt;no âmago de si, &lt;br /&gt;nas trevas do indizível e do inconsciente, &lt;br /&gt;do inacessível a seu próprio intelecto, &lt;br /&gt;cada impressão e cada germe de sentimento &lt;br /&gt;e aguardar com profunda humildade e paciência &lt;br /&gt;a hora do parto de uma nova claridade.&lt;br /&gt;Aí o tempo não serve de medida: &lt;br /&gt;um ano nada vale, dez anos não são nada.&lt;br /&gt;Amadurecer como a árvore &lt;br /&gt;que não apressa sua seiva &lt;br /&gt;e enfrenta tranqüila as tempestades da primavera, &lt;br /&gt;sem medo de que depois dela não venha nenhum verão.&lt;br /&gt;O verão há de vir. &lt;br /&gt;Mas virá só para os pacientes, &lt;br /&gt;que aguardam num grande silêncio intrépido, &lt;br /&gt;como se diante deles estivesse a eternidade.&lt;br /&gt;Aprendo-o diariamente no meio de dores a que sou agradecido: &lt;br /&gt;a paciência é tudo.&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(Rainer Maria Rilke)&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1563154426918206135-3762796951473495828?l=xan-mello.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://xan-mello.blogspot.com/feeds/3762796951473495828/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://xan-mello.blogspot.com/2011/07/pra-julia.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1563154426918206135/posts/default/3762796951473495828'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1563154426918206135/posts/default/3762796951473495828'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://xan-mello.blogspot.com/2011/07/pra-julia.html' title='Pra Julia'/><author><name>Alexandra</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16123584986390791219</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='33' height='26' src='http://1.bp.blogspot.com/_Fj4m8aWdQyw/TG2B4KxVXUI/AAAAAAAAAJA/UO8mHQCOto4/S220/220736a.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/-cuHRcPCXH8I/ThEDzUaoDoI/AAAAAAAAAN8/y_AZIaamO-4/s72-c/digitalizar0011.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1563154426918206135.post-2665482530463359013</id><published>2011-06-02T12:30:00.000-07:00</published><updated>2011-06-02T16:42:24.094-07:00</updated><title type='text'>Será que não pode mesmo?</title><content type='html'>Muita gente acha que as crianças, desde muito cedo, precisam ter claro sobre o que podem e o que não podem mexer. Há os pais que se recusam a mudar qualquer detalhe da decoração da casa, porque acreditam que os filhos é que precisam se adaptar ao ambiente. As brincadeiras deles devem se limitar ao quarto cheio de brinquedos. Mas será que os brinquedos que costumamos dar a eles atendem as suas necessidades (cognitivas, afetivas, motoras, sensoriais)? E será mesmo que eles é que devem se adaptar ao ambiente? Não podemos mudá-lo, ao menos por um período, em função da chegada deles? Eles viram de ponta cabeça as nossas vidas e por que a sala de estar tem que continuar a mesma como se nada tivesse ocorrido? &lt;br /&gt;Uma criança que entra na cozinha e pega vários potes de plástico (o que raramente é permitido), para brincar com eles da maneira que bem entender, e com muita seriedade, pode fazer isso para atender alguma necessidade cognitiva, por exemplo.  Quando tenta colocar um dentro do outro, está seriando. Quando separa tampas de um lado e potes do outro, está classificando. Quando, depois disso, procura a tampa de cada um dos potes, está fazendo correspondências. Está quantificando, comparando e, principalmente, escolhendo de que forma quer ou pode desenvolver essas noções. Noções que, lá adiante, serão pré-requisitos para aprender a matemática. No entanto, nós adultos temos receio de que, ao permitirmos isto, estaremos cedendo aos seus caprichos e vontades. Ela pode crescer sem limites, achando que pode fazer tudo que quiser. Em primeiro lugar, eu diria que estaremos sim cedendo. Mas mais às suas necessidades e interesses do que às suas vontades. Mas se ela tem, no quarto dela, aquele conjuntinho de cinco potes iguais, mas de tamanhos diferentes, que vem um dentro do outro, por que é que precisa dos potes “de verdade”? Será que o conjuntinho dela desafia tanto assim, como os da cozinha que não estão já arrumadinhos um dentro do outro e nem são assim tão iguais, diferentes apenas nos tamanhos? Será que os da cozinha não oferecem mais possibilidades de arranjos? &lt;br /&gt;E aqueles livros gigantes de arte do papai e da mamãe então? Aqueles que ficam no rack e que raramente alguém usa? Uma delícia fazer com eles quase a mesma coisa que se faz com os potes da cozinha. De jeito nenhum. Os livros de arte? Nunca. Será que os mais especiais não podem ir pra um outro lugar, por um período, até que eles não sejam mais tão sedutores e, por que não, tão necessários? Por que não ficarem ali os que podem ser empilhados, organizados, arrumados, comparados, percebidos, olhados, “lidos”. Os pesados, os leves, os enormes, os finos, os grossos, os retangulares, os quadrados, os que só têm ilustrações, os que têm ilustrações em PB apenas, etc...&lt;br /&gt;É claro que tudo isso depende das peculiaridades de cada família. Difícil esperar de uma família extremamente organizada, que permita uma festa de potes na cozinha. É claro também, que nem sempre estamos disponíveis e com paciência para encorajar as aventuras dos pequenos. Mas com isto eles também vão ter que aprender a conviver. E tem ainda os objetos que são indiscutivelmente proibidos. Os vidros, o fogão (nem perto dele), as facas, os objetos com pontas. Alguns, podemos e devemos deixar fora do alcance. Não deixar que mexam nesses, com o argumento claro e objetivo de que são perigosos, também é prova de amor. Até por isso é que gostam (e precisam) tanto de brincar perto dos pais. Algumas referências nós é que precisamos dar a eles. &lt;br /&gt;Ter as mais diversas oportunidades de exploração é garantia de maior sucesso na aprendizagem da matemática. Não há dúvida disso. Matemática é estabelecer relações. E quanto mais coisas em relação a criança puder colocar, mais fácil pra ela vai ser colocar propriedades abstratas em relação lá na frente. Além disso, se olharmos pra estas incansáveis buscas das crianças como resultado de necessidade e não de capricho ou mimo, estaremos também favorecendo um desenvolvimento emocional mais saudável, porque estaremos compreendendo-as e não apenas ocupados em “colocar limites”. Até porque, limites também devem ser superados. Desenvolver-se é superar limites e não apenas respeitá-los.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1563154426918206135-2665482530463359013?l=xan-mello.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://xan-mello.blogspot.com/feeds/2665482530463359013/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://xan-mello.blogspot.com/2011/06/sera-que-nao-pode-mesmo.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1563154426918206135/posts/default/2665482530463359013'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1563154426918206135/posts/default/2665482530463359013'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://xan-mello.blogspot.com/2011/06/sera-que-nao-pode-mesmo.html' title='Será que não pode mesmo?'/><author><name>Alexandra</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16123584986390791219</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='33' height='26' src='http://1.bp.blogspot.com/_Fj4m8aWdQyw/TG2B4KxVXUI/AAAAAAAAAJA/UO8mHQCOto4/S220/220736a.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1563154426918206135.post-3102562990654923563</id><published>2011-05-06T16:55:00.000-07:00</published><updated>2011-05-07T08:01:12.599-07:00</updated><title type='text'>A elas</title><content type='html'>&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-9PKwfzzNcRw/TcSMhnwqN5I/AAAAAAAAANo/9Tuvp_rlM8I/s1600/digitalizar0007.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 400px; height: 259px;" src="http://3.bp.blogspot.com/-9PKwfzzNcRw/TcSMhnwqN5I/AAAAAAAAANo/9Tuvp_rlM8I/s400/digitalizar0007.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5603758345592387474" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Por Bibi da Pieve&lt;br /&gt;Do blog &lt;br /&gt;Leve um casaquinho!&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Recém-nascidas&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É como se o mundo ficasse numa bandeja à parte, e a gente fosse se servindo de uma beliscada aqui, outra ali – mas o prato que está na nossa frente, aquele do sustento do dia-a-dia, é mesmo o bebê. Ou a maternidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dizem sempre: “dá um trabalho danado, mas é maravilhoso”. Não é um trabalho “danado”. É um aluguel desmedido, coisa que exige total entrega. Digo isso sem a menor culpa porque é a mais pura verdade. Trabalho danado é escrever um livro. Amamentar e cuidar de um bebê é entrega. Tudo que há em você é derramado num copo, e o conteúdo é bebido (sugado) por aquela criaturazinha. Então você quer ser esperta, ou supermulher, ou seja lá o diabo da sua fantasia, e resolve se espremer um pouco para fazer sair mais algumas gotinhas – na esperança de “sobrar” um pouco. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nada, não sobra nada. É 100% aproveitado pelo bebê, 24 horas por dia. Quanto maior você se achar, mais entrega haverá. Não sei mais o que é desperdício (de tempo ou de amor) e também não guardo nada: tudo é utilizado. E é freqüente a sensação de que preciso abastecer a despensa, senão me esvaio.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De outro lado, “maravilhoso” é um adjetivo que cabe, mas não preenche. Maravilhoso a gente usa até para um pato assado!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando olho para a minha filha, perco os caminhos lineares. Não existe olhar/sentir/pensar/formular/dizer. Não existe ordem, nem mesmo o processo de ordenar. É uma experiência tão direta – a mais direta que já conheci – que até me pergunto se posso chamar de experiência. Talvez seja outro tipo de oxigênio ou uma canção. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um bocejo dela me boceja inteira, um choro me chora, um sorriso involuntário me transforma em alegria da cabeça aos pés. Como é que o budismo classificaria?&lt;br /&gt;Não sei se vem dela ou de mim. Vai ver que vai de cada uma, somos recém-nascidas – a pequena, experimentando as primeiras sensações; a grande, desarticulando idéias. Não me sinto andando com as pernas, é como se alguma coisa lá pela garganta me guiasse.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em vez de tropeçar, engasgo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;PS: A minha, até hoje, me fala pra não esquecer o casaquinho.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1563154426918206135-3102562990654923563?l=xan-mello.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://xan-mello.blogspot.com/feeds/3102562990654923563/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://xan-mello.blogspot.com/2011/05/as-maes.html#comment-form' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1563154426918206135/posts/default/3102562990654923563'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1563154426918206135/posts/default/3102562990654923563'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://xan-mello.blogspot.com/2011/05/as-maes.html' title='A elas'/><author><name>Alexandra</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16123584986390791219</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='33' height='26' src='http://1.bp.blogspot.com/_Fj4m8aWdQyw/TG2B4KxVXUI/AAAAAAAAAJA/UO8mHQCOto4/S220/220736a.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/-9PKwfzzNcRw/TcSMhnwqN5I/AAAAAAAAANo/9Tuvp_rlM8I/s72-c/digitalizar0007.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1563154426918206135.post-7036646808195887402</id><published>2011-02-12T13:58:00.000-08:00</published><updated>2011-02-14T12:59:00.597-08:00</updated><title type='text'>A separação dos pais vivida pelos filhos</title><content type='html'>O texto abaixo foi escrito por uma adolescente, há mais ou menos um ano, quando seus pais decidiram se separar. Ao ler, fiquei muito comovida e impressionada com a qualidade literária. Pedi a ela que me autorizasse publicá-lo aqui, por acreditar que suas palavras tão carregadas de sentimentos pudesse nos ajudar a conhecer a vivência dolorosa e amendrontada dos filhos, quando há uma possibilidade de separação. E o mais bonito: não há no texto, nenhum tipo de julgamento aos pais. O que nos faz acreditar que o outro ponto de vista (o deles) tenha sido respeitado por ela, ou, ao menos, considerado, na hora de expressar sua experiência.&lt;br /&gt;Obrigada por tornar um pouco nossa, a sua aprendizagem.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;"‎18 anos de história, de felicidade, de vida, de casamento. E tudo acaba aqui, nessa noite abafada e desorientada .Estávamos atrás da porta, tentando ouvir o menor ruído que saísse daquela pequena fresta . Minha ansiedade finalmente falou mais alto, e resolvi fazer uma atuação barata alegando que estava cansada e com fome. Conseguia... sentir a frieza no ar, sentia o fim. Estava cansada, nervosa e com uma pequena pontada de medo. O medo só era pequeno porque eu tinha a ilusão de um final feliz. O ópio da ingenuidade, da ignorância, da futilidade. O medo.... O medo de ver a realidade. Atirei a primeira pedra.&lt;br /&gt;“Fala logo se vocês vão se separar ou não, porque eu quero dormir”&lt;br /&gt;As palavras saiam de minha boca sem ter noção das conseqüências. Como um suicídio precipitado. Palavras em vão, sem pensamento, sem sentimento. Já sabia o que ouviria a seguir,só tinha medo que eles repetissem para mim. Tinha medo de ouvir esse triste fim em voz alta. &lt;br /&gt;“sim!sim!sim! Se você quer saber se a gente vai se separar, sim!” minha mãe disse aos berros deixando cair pequenas gotas de sua cerveja no chão.&lt;br /&gt;Perdi todos os meus sentidos, quase que por um extinto animal estava no chão chorando toda a água existente no mesmo. Eu gritava, me arranhava, mas parecia que nada disso absorvia aquela dor. Essa dor completamente diferente de todas as dores que já senti. Algo novo, algo forte, algo que destrói. Todas as dores que naquele corpo já havia sentido, eram como cortes de papeis. Minha dor era um tiro no peito, só que não existia médico que a tratasse. Um tiro que não iria se cicatrizar. &lt;br /&gt;Acordei com esses olhos inchados que não eram meus, um olhar apagado que não era o meu. Eu era alguém, que não era eu. A podridão interior conseguiu dominar a exterior. A alegria que antes reinava, agora não reina mais. Os risos que se abrochavam, agora murcham. E os rios de lágrimas, que antes eram secos, agora inundam. Quem é você? Quem é esse ser que sou eu, e não sou? O que serás que serás? &lt;br /&gt;E aquela viola, que antes me entendiava, agora me salvava. E ao ouvir os primeiros acordes, o meu corpo foi simultaneamente se entregando a essa força. Tocava com uma precisão que nunca houve antes. E no meio de toda aquela escuridão, uma chama calorosa foi acesa. Nesse momento eu me senti como se o médico sempre ali parado, fizesse algo. Por mas que não saturado, meu corpo lentamente se restabelecia. E o remédio ali aplicado, tinha nome e sobrenome. Não pronunciava, mas aqueles olhos azuis que me olhavam de forma penetrante lentamente me curavam. Logo, os olhos foram se tornando um rosto, que se tornou um busto, que se tornou um corpo. Um corpo que de forma assustada me encarava indevidamente preocupada. Reconheci-o de imediato, aquela era ela, era aquela que me cura. Marina freire, esse é o seu nome. Esse é o meu remédio."&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1563154426918206135-7036646808195887402?l=xan-mello.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://xan-mello.blogspot.com/feeds/7036646808195887402/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://xan-mello.blogspot.com/2011/02/separacao-dos-pais-vivida-pelos-filhos.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1563154426918206135/posts/default/7036646808195887402'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1563154426918206135/posts/default/7036646808195887402'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://xan-mello.blogspot.com/2011/02/separacao-dos-pais-vivida-pelos-filhos.html' title='A separação dos pais vivida pelos filhos'/><author><name>Alexandra</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16123584986390791219</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='33' height='26' src='http://1.bp.blogspot.com/_Fj4m8aWdQyw/TG2B4KxVXUI/AAAAAAAAAJA/UO8mHQCOto4/S220/220736a.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1563154426918206135.post-1811068055727820973</id><published>2011-01-29T15:58:00.000-08:00</published><updated>2011-01-30T10:49:47.525-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='educação'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='mãe e bebê'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='uso da chupeta'/><title type='text'>Não há manual para educar filhos</title><content type='html'>Quando morávamos em São Paulo, nosso primeiro filho, que hoje está com 14 anos, dormia todos os dias no carrinho, passeando por Higienópolis. Eu adorava aqueles nossos passeios noturnos. Quando viemos para o interior, o balanço do carrinho foi substituído pelo da rede na varanda. Se estávamos na casa da avó, sem rede e sem Higienópolis, saíamos de carro pra dar uma volta pela cidade. O segundo filho, hoje com três anos, resiste menos para dormir. Mas teve também sua fase de pegar no sono rodando de carro. Escutei muita música e pensei muito na vida nessas voltinhas. Era gostoso pra mim também. Não acho que estes hábitos tenham causado algum mal. Nunca gostei da literatura que dá receitas de como educar o seu bebê. Faça assim e assado para que seu filho: durma a noite inteira; largue chupeta e mamadeira; não chore de madrugada; mame no peito nas horas certas; coma tudo; etc, etc, etc. Muitas vezes, as fórmulas “mágicas” são extremamente burocráticas e trabalhosas. Você desiste antes mesmo de tentar. Além disso, elas desconsideram as peculiaridades de cada família. Não dá pra exigir, por exemplo, soluções que exijam disciplina e organização, de um casal boêmio. Sugerir que o casal mude de vida? É uma possibilidade. Mas essa mudança levaria tempo e talvez não desse para aplicar os resultados na educação do bebê, que cresce tão rapidamente. O que é ideal pra uma família pode não ser para outra. Há bebês que não querem chupeta. O meu primeiro não quis. Já o irmão, aceitou de cara e ainda precisa dela pra dormir. Tá na hora de largar? Tá. Mas isso vai acontecer já já. Talvez por isso, dormir tenha sido mais fácil pra ele. Lembro que o mais velho acordava às vezes de madrugada pronto pra brincar. O mais novo, se acorda, pega sua “pepê” e logo em seguida, pega no sono novamente.  Filhos dos mesmos pais, mas em momentos diferentes. Tivemos o segundo com quase quarenta, e a chupeta, tão pouco recomendada, foi uma bênção. Uma grande aliada. Não há regras rígidas. Não deveria haver receitas. É claro, que o bom senso é sempre bem vindo. Subir e descer o elevador milhões de vezes para o bebê dormir, é extrapolar. Quantas mães são orientadas, burocraticamente, a dar tantas mamadas por dia, de tanto em tanto tempo, sentadas na postura tal, durante tantos meses, olhando e sorrindo carinhosamente para o bebê. "O leite materno é insubstituível e deve ser dado até os seis meses, impreterivelmente". Quantas noites a mãe está sem dormir, se está exausta, se os bicos do seio estão rachados, nada disso importa. Nestes casos, será que não seria preferível uma boa troca entre ela e o bebê, com mamadeira e não seios? Será que não seria mais benéfico do que o leite materno a qualquer custo? Há mães que conseguem, resignadamente, passar por tudo isso e garantir as mamadas até os seis meses. Mas há outras que não conseguem e precisam (e podem) encontrar um outro caminho. Muitas vezes, a orientação de um profissional é necessária. Mas ela só deveria ser dada depois de muito escutar a família. Não se pode pedir aos pais, mudanças que dificilmente conseguiriam cumprir. Isso só traria culpa e mais ansiedade, podendo até acentuar as queixas que os levaram a buscar ajuda. Um casal deve ser estimulado a acreditar que os recursos pra educar um filho estão dentro dele e não nos milhares de manuais que há por aí. Certamente, irão errar em muitas situações. Mas um tanto de condições adversas também pode contribuir para um desenvolvimento saudável.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1563154426918206135-1811068055727820973?l=xan-mello.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://xan-mello.blogspot.com/feeds/1811068055727820973/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://xan-mello.blogspot.com/2011/01/nao-ha-manual-para-educar-filhos.html#comment-form' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1563154426918206135/posts/default/1811068055727820973'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1563154426918206135/posts/default/1811068055727820973'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://xan-mello.blogspot.com/2011/01/nao-ha-manual-para-educar-filhos.html' title='Não há manual para educar filhos'/><author><name>Alexandra</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16123584986390791219</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='33' height='26' src='http://1.bp.blogspot.com/_Fj4m8aWdQyw/TG2B4KxVXUI/AAAAAAAAAJA/UO8mHQCOto4/S220/220736a.jpg'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1563154426918206135.post-62531617309664333</id><published>2010-12-16T14:14:00.000-08:00</published><updated>2010-12-16T17:40:58.175-08:00</updated><title type='text'>Rock'n'Roll Lullaby</title><content type='html'>Uma canção tão singela e que traduz tão bem o amor entre as mães e seus filhos. &lt;br /&gt;Não há como não ser, profundamente, tocada por ela.&lt;br /&gt;E na voz doce da Fernanda Takai fica ainda mais especial.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(tentei encontrar um vídeo de melhor qualidade, mas não achei. Por enquanto, vai este mesmo)&lt;br /&gt;&lt;iframe width="425" height="344" src="http://www.youtube.com/embed/QvRd9dDxJCQ?fs=1" frameborder="0"&gt;&lt;/iframe&gt;&lt;br /&gt;(tradução abaixo)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Rock And Roll Lullaby&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;She was just sixteen and all alone&lt;br /&gt;When I came to be&lt;br /&gt;So we grew up together&lt;br /&gt;My mama child and me&lt;br /&gt;Now things were bad and she was scared&lt;br /&gt;But whenever I would cry&lt;br /&gt;She'd calm my fears and dry my tears&lt;br /&gt;With a rock and roll lullaby&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;And she would sing sha na na na na na na na ...&lt;br /&gt;It will be all right sha na na na na na....&lt;br /&gt;Sha na na na na na na na ...&lt;br /&gt;Now just hold on tight&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sing it to me mama (mama mama ma)&lt;br /&gt;Sing it sweet and clear, oh!&lt;br /&gt;Mama let me hear that old rock and roll lullaby&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Now we made it through the lonely days&lt;br /&gt;But Lord the nights were long&lt;br /&gt;And we’d dream of better moments&lt;br /&gt;When mama sang her song&lt;br /&gt;Now I can't recall the words at all&lt;br /&gt;It don't make sense to try&lt;br /&gt;'Cause I just knew lots of love came thru&lt;br /&gt;In that rock and roll lullaby&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;And she'd sing sha na na na na na na na&lt;br /&gt;It will be all right&lt;br /&gt;Sha na na na na na na na&lt;br /&gt;Now just hold on tigh&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;I can hear you mama, mama, mama, mama&lt;br /&gt;nothing loose my soul&lt;br /&gt;like the sound of the good old rock and roll lullaby&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Rock And Roll de Ninar&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ela tinha apenas 16 anos e completamente sozinha&lt;br /&gt;Quando eu nasci.&lt;br /&gt;Então nós crescemos juntos,&lt;br /&gt;Minha mãezinha-criança e eu&lt;br /&gt;Agora as coisas estavam ruins e ela estava assustada&lt;br /&gt;Mas sempre que eu chorava,&lt;br /&gt;Ela acalmava meus medos e enxugava minhas lágrimas&lt;br /&gt;com um rock de ninar&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E ela cantava sha na na na na na na na ...&lt;br /&gt;Vai ficar tudo bem sha na na na na na....&lt;br /&gt;Sha na na na na na na na ...&lt;br /&gt;Agora aguente firme&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Cante para mim mamãe, [ mamãe]&lt;br /&gt;Cante isto de forma doce e pura, oh!&lt;br /&gt;Mamãe deixe-me ouvir aquele velho rock de ninar&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nós fazemos isto durantes os dias solitários&lt;br /&gt;Mas, Senhor, as noites eram longas.&lt;br /&gt;E nós sonhávamos com manhãs melhores&lt;br /&gt;Quando mamãe cantava a canção.&lt;br /&gt;Agora eu não consigo lembrar as palavras de jeito nenhum,&lt;br /&gt;Não faz sentido tentar&lt;br /&gt;Pois eu simplesmente sabia que muito amor vinha através&lt;br /&gt;Daquele rock de ninar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E ela cantava sha na na na na na na na&lt;br /&gt;Vai ficar tudo bem&lt;br /&gt;Sha na na na na na na na&lt;br /&gt;Agora me segure firme&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu posso te ouvir mamãe&lt;br /&gt;Nada cura minha alma&lt;br /&gt;como o som do bom velho Rock de Ninar&lt;/em&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1563154426918206135-62531617309664333?l=xan-mello.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://xan-mello.blogspot.com/feeds/62531617309664333/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://xan-mello.blogspot.com/2010/12/rocknroll-lullaby.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1563154426918206135/posts/default/62531617309664333'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1563154426918206135/posts/default/62531617309664333'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://xan-mello.blogspot.com/2010/12/rocknroll-lullaby.html' title='Rock&apos;n&apos;Roll Lullaby'/><author><name>Alexandra</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16123584986390791219</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='33' height='26' src='http://1.bp.blogspot.com/_Fj4m8aWdQyw/TG2B4KxVXUI/AAAAAAAAAJA/UO8mHQCOto4/S220/220736a.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://img.youtube.com/vi/QvRd9dDxJCQ/default.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1563154426918206135.post-867589133853648757</id><published>2010-11-16T06:54:00.000-08:00</published><updated>2010-11-16T11:14:05.641-08:00</updated><title type='text'>Por que sempre procuramos um vilão?</title><content type='html'>&lt;object width="425" height="344"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/--cHZYwg_ZM?fs=1&amp;amp;hl=pt_BR"&gt;&lt;param name="allowFullScreen" value="true"&gt;&lt;param name="allowscriptaccess" value="always"&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/v/--cHZYwg_ZM?fs=1&amp;amp;hl=pt_BR" width="425" height="344" allowScriptAccess="never" allowFullScreen="true" wmode="transparent" type="application/x-shockwave-flash"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Este vídeo, feito para uma Campanha da Cruz Vermelha da Catalunha, foi premiado em 2006, no Primeiro Festival Internacional de Comunicação Infantil. O festival tem como objetivo premiar a publicidade infantil criativa e responsável, além de criar fóruns de reflexão sobre esta fatia do mercado publicitário. Publicidade infantil é toda aquela que tem a criança como público alvo para determinado produto ou serviço. Iniciativas como esta propõem discutir maneiras para regulamentar a publicidade infantil, sem ter que simplesmente proibí-la, como se isto fosse possível num mundo tão globalizado e capitalista. Será que não é mais realista investirmos no fortalecimento das crianças para que consigam reagir da melhor forma possível às tentações da mídia, ao invés de remar contra a maré, querendo exterminá-las?&lt;br /&gt;O trailler a seguir é do documentário "Criança, a alma do negócio" que foi feito com o objetivo de mostrar a perversidade da publicidade infantil. Será que é mesmo a mídia a principal vilã da história como pretende mostrar o documentário? Eu, sinceramente, não reconheci meus filhos ali. Por isso, penso que deve haver muitas outras razões para que uma criança se torne tão consumista e consequentemente, tão permeável à publicidade direcionada a ela. Mas, com certeza, é mais cômodo tirarmos de nós a responsabilidade. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;object width="425" height="344"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/rW-ii0Qh9JQ?fs=1&amp;amp;hl=pt_BR"&gt;&lt;param name="allowFullScreen" value="true"&gt;&lt;param name="allowscriptaccess" value="always"&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/v/rW-ii0Qh9JQ?fs=1&amp;amp;hl=pt_BR" width="425" height="344" allowScriptAccess="never" allowFullScreen="true" wmode="transparent" type="application/x-shockwave-flash"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O vídeo está inteiro no youtube e dividido em 6 partes:&lt;br /&gt;http://www.youtube.com/watch?v=dX-ND0G8PRU&amp;feature=related&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1563154426918206135-867589133853648757?l=xan-mello.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://xan-mello.blogspot.com/feeds/867589133853648757/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://xan-mello.blogspot.com/2010/11/por-que-sempre-procuramos-um-vilao.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1563154426918206135/posts/default/867589133853648757'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1563154426918206135/posts/default/867589133853648757'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://xan-mello.blogspot.com/2010/11/por-que-sempre-procuramos-um-vilao.html' title='Por que sempre procuramos um vilão?'/><author><name>Alexandra</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16123584986390791219</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='33' height='26' src='http://1.bp.blogspot.com/_Fj4m8aWdQyw/TG2B4KxVXUI/AAAAAAAAAJA/UO8mHQCOto4/S220/220736a.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1563154426918206135.post-7624952358832023338</id><published>2010-11-08T10:02:00.001-08:00</published><updated>2010-11-08T11:00:30.866-08:00</updated><title type='text'>Rir é sempre o melhor remédio</title><content type='html'>Dizem que a mulher sempre tem a última palavra em uma discussão e que, se o homem disser qualquer coisa depois disso, pronto, está dada a largada para uma nova. Esta é apenas uma, das muitas diferenças entre os gêneros. Que elas existem, ninguém duvida. O que há, é a incerteza com relação à origem delas. A maior parte costuma ser atribuída às influências culturais e sociais. No entanto, sabe-se hoje, que há também a interferência de fatores biológicos, determinados ao longo da evolução das espécies. Os estudos que buscam esta comprovação tentam mensurar algumas diferenças, antes que fatores externos exerçam alguma influência. Por exemplo, a maneira diferente como bebês do sexo feminino e do sexo masculino reagem a brinquedos como carrinhos e bonecas, antes de receberem os estímulos do meio. &lt;br /&gt;Algumas habilidades foram sendo determinadas ao longo da evolução das espécies, por meio da seleção natural. Sobreviviam os homens que saíam para caçar e, por terem inteligência espacial, conseguiam voltar. Da mesma forma, as mulheres que conseguiam, ao mesmo tempo, cuidar dos filhos, proteger a caverna pra que nenhum animal entrasse e manter o fogo aceso, saíam-se melhor. Talvez, venha daí a maior habilidade que as mulheres têm para fazer tantas coisas simultaneamente, e que os homens criticam, ao mesmo tempo em que se beneficiam disso.&lt;br /&gt;As diferenças de gênero começam a se manifestar muito cedo. Meninas começam a falar antes e melhor do que os meninos (e nunca mais param!). Há estudos que demonstram que as mulheres utilizam os dois lados do cérebro para falar (coitados!!!). As vantagens comparativas na área da linguagem, por exemplo, talvez expliquem o melhor desempenho das meninas nas séries iniciais. Seria o caso então de considerar essas diferenças biológicas na hora de avaliar meninos e meninas? Isto está longe de acontecer.&lt;br /&gt;As mulheres têm também mais facilidade em atividades que exigem coordenação motora fina. Já os homens sobressaem-se naquelas que exigem inteligência espacial e por isso, decifram mapas com mais facilidade. Eles se empenham muito mais para entender o mecanismo e o funcionamento de um aparelho eletrônico, por exemplo. Elas, ao contrário, podem perder (do ponto de vista delas, estão ganhando) horas discutindo problemas de relacionamento e possíveis soluções, mesmo quando sabem que não chegarão a uma conclusão. Para eles, bem mais objetivos, isto não faz o menor sentido, se não tiverem a garantia de um resultado absolutamente concreto. São pragmáticos, econômicos, contemplativos. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em compensação, a gente......&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;object style="background-image:url(http://i4.ytimg.com/vi/GXegBAiJ6eY/hqdefault.jpg)"  width="425" height="344"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/GXegBAiJ6eY?fs=1&amp;amp;hl=pt_BR"&gt;&lt;param name="allowFullScreen" value="true"&gt;&lt;param name="allowscriptaccess" value="always"&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/v/GXegBAiJ6eY?fs=1&amp;amp;hl=pt_BR" width="425" height="344" allowScriptAccess="never" allowFullScreen="true" wmode="transparent" type="application/x-shockwave-flash"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;object width="425" height="344"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/KCl-X2-6xyA?fs=1&amp;amp;hl=pt_BR"&gt;&lt;param name="allowFullScreen" value="true"&gt;&lt;param name="allowscriptaccess" value="always"&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/v/KCl-X2-6xyA?fs=1&amp;amp;hl=pt_BR" width="425" height="344" allowScriptAccess="never" allowFullScreen="true" wmode="transparent" type="application/x-shockwave-flash"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;object width="425" height="344"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/Rd7N1EV-OTY?fs=1&amp;amp;hl=pt_BR"&gt;&lt;param name="allowFullScreen" value="true"&gt;&lt;param name="allowscriptaccess" value="always"&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/v/Rd7N1EV-OTY?fs=1&amp;amp;hl=pt_BR" width="425" height="344" allowScriptAccess="never" allowFullScreen="true" wmode="transparent" type="application/x-shockwave-flash"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;object style="background-image:url(http://i1.ytimg.com/vi/H6UbqyQ4PVw/hqdefault.jpg)"  width="425" height="344"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/H6UbqyQ4PVw?fs=1&amp;amp;hl=pt_BR"&gt;&lt;param name="allowFullScreen" value="true"&gt;&lt;param name="allowscriptaccess" value="always"&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/v/H6UbqyQ4PVw?fs=1&amp;amp;hl=pt_BR" width="425" height="344" allowScriptAccess="never" allowFullScreen="true" wmode="transparent" type="application/x-shockwave-flash"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;object style="background-image:url(http://i4.ytimg.com/vi/7snx4bPwFyY/hqdefault.jpg)"  width="425" height="344"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/7snx4bPwFyY?fs=1&amp;amp;hl=pt_BR"&gt;&lt;param name="allowFullScreen" value="true"&gt;&lt;param name="allowscriptaccess" value="always"&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/v/7snx4bPwFyY?fs=1&amp;amp;hl=pt_BR" width="425" height="344" allowScriptAccess="never" allowFullScreen="true" wmode="transparent" type="application/x-shockwave-flash"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;object width="480" height="295"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/ICBYfn-89zA?fs=1&amp;amp;hl=pt_BR"&gt;&lt;param name="allowFullScreen" value="true"&gt;&lt;param name="allowscriptaccess" value="always"&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/v/ICBYfn-89zA?fs=1&amp;amp;hl=pt_BR" width="480" height="295" allowScriptAccess="never" allowFullScreen="true" wmode="transparent" type="application/x-shockwave-flash"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;object style="background-image:url(http://i4.ytimg.com/vi/GEKoMRsy8uQ/hqdefault.jpg)"  width="425" height="344"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/GEKoMRsy8uQ?fs=1&amp;amp;hl=pt_BR"&gt;&lt;param name="allowFullScreen" value="true"&gt;&lt;param name="allowscriptaccess" value="always"&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/v/GEKoMRsy8uQ?fs=1&amp;amp;hl=pt_BR" width="425" height="344" allowScriptAccess="never" allowFullScreen="true" wmode="transparent" type="application/x-shockwave-flash"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;object style="background-image:url(http://i1.ytimg.com/vi/dFrz73XugKo/hqdefault.jpg)"  width="425" height="344"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/dFrz73XugKo?fs=1&amp;amp;hl=pt_BR"&gt;&lt;param name="allowFullScreen" value="true"&gt;&lt;param name="allowscriptaccess" value="always"&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/v/dFrz73XugKo?fs=1&amp;amp;hl=pt_BR" width="425" height="344" allowScriptAccess="never" allowFullScreen="true" wmode="transparent" type="application/x-shockwave-flash"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;object style="background-image:url(http://i4.ytimg.com/vi/3HrpfKi6PzY/hqdefault.jpg)"  width="425" height="344"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/3HrpfKi6PzY?fs=1&amp;amp;hl=pt_BR"&gt;&lt;param name="allowFullScreen" value="true"&gt;&lt;param name="allowscriptaccess" value="always"&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/v/3HrpfKi6PzY?fs=1&amp;amp;hl=pt_BR" width="425" 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href='http://xan-mello.blogspot.com/2010/11/rir-e-sempre-o-melhor-remedio.html' title='Rir é sempre o melhor remédio'/><author><name>Alexandra</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16123584986390791219</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='33' height='26' src='http://1.bp.blogspot.com/_Fj4m8aWdQyw/TG2B4KxVXUI/AAAAAAAAAJA/UO8mHQCOto4/S220/220736a.jpg'/></author><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1563154426918206135.post-6754929610018151424</id><published>2010-11-03T08:58:00.000-07:00</published><updated>2010-11-03T09:25:48.943-07:00</updated><title type='text'>Show de lançamento do livro-cd "História pra boi casar"</title><content type='html'>Adorei!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;História pra boi casar&lt;br /&gt;Alessandra Roscoe&lt;br /&gt;ilustração de Mariana Zanetti&lt;br /&gt;Editora Peirópolis &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Neste livro-CD, o segundo da coleção Livro &amp; Música, a escritora Alessandra Roscoe conta a história do boi de cara amarela que foge para casar-se com a vaca, aquela mesma que pulou a janela. A história foi inspirada em cantigas de ninar que embalaram muitas infâncias e no bumba-meu-boi do folclorista maranhense Teodoro Freire, que há cinco décadas mantém viva a tradição do bumba-meu-boi na região de Brasília, onde mora a autora. Depois de conhecê-lo, Alessandra vestiu seu personagem com a roupagem do folguedo popular e "casou o boi" ao som de pandeiros, maracás e do tambor de onça dos cantantes de Teodoro, dando origem também ao CD, em um feliz encontro com a cultura popular brasileira."&lt;br /&gt;http://www.editorapeiropolis.com.br/detalhe.php?cod=228&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Parte 1&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;object style="BACKGROUND-IMAGE: url(http://i2.ytimg.com/vi/mLDU_B40soU/hqdefault.jpg)" width="480" height="295"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/mLDU_B40soU?fs=1&amp;amp;hl=pt_BR"&gt;&lt;param name="allowFullScreen" value="true"&gt;&lt;param name="allowscriptaccess" value="always"&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/v/mLDU_B40soU?fs=1&amp;amp;hl=pt_BR" width="480" height="295" allowscriptaccess="never" allowfullscreen="true" wmode="transparent" type="application/x-shockwave-flash"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Parte 2&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;object style="BACKGROUND-IMAGE: url(http://i4.ytimg.com/vi/o6xNHeT5K1c/hqdefault.jpg)" width="480" height="295"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/o6xNHeT5K1c?fs=1&amp;amp;hl=pt_BR"&gt;&lt;param name="allowFullScreen" value="true"&gt;&lt;param name="allowscriptaccess" value="always"&gt;&lt;br /&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/v/o6xNHeT5K1c?fs=1&amp;amp;hl=pt_BR" width="480" height="295" allowscriptaccess="never" allowfullscreen="true" wmode="transparent" type="application/x-shockwave-flash"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1563154426918206135-6754929610018151424?l=xan-mello.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://xan-mello.blogspot.com/feeds/6754929610018151424/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://xan-mello.blogspot.com/2010/11/show-de-lancamento-do-livro-cd-historia.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1563154426918206135/posts/default/6754929610018151424'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1563154426918206135/posts/default/6754929610018151424'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://xan-mello.blogspot.com/2010/11/show-de-lancamento-do-livro-cd-historia.html' title='Show de lançamento do livro-cd &quot;História pra boi casar&quot;'/><author><name>Alexandra</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16123584986390791219</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='33' height='26' src='http://1.bp.blogspot.com/_Fj4m8aWdQyw/TG2B4KxVXUI/AAAAAAAAAJA/UO8mHQCOto4/S220/220736a.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1563154426918206135.post-1324261704513886717</id><published>2010-10-27T16:49:00.000-07:00</published><updated>2010-10-27T18:19:07.569-07:00</updated><title type='text'>Quando não tem ninguém olhando</title><content type='html'>Tenho escutado de muitas pessoas que votar em um dos candidatos, é ser conivente com o vale- tudo das campanhas e com os casos de corrupção, antigos e recentes (estes, bem mais lembrados). Não tenho dúvidas em relação à trajetória absolutamente íntegra da ex-candidata Marina Silva. Mas tenho dúvidas, e muitas (acho até, que tenho a certeza absoluta do contrário) de que ela, na presidência, conseguiria livrar nossa nação destas práticas tão indesejáveis. Não acredito que isto vá acontecer num movimento de fora para dentro. Mas sim, em consequência de uma transformação profunda em nossa sociedade. Lenta, gradual e pela qual cada um de nós é responsável. O problema do desvio moral, na minha opinião, é de toda a sociedade. Está presente em muitas práticas aparentemente irrelevantes de todos nós. Os exemplos são infinitos: um comercinate erra no troco, te dá dinheiro a mais e você não fala nada; você sabe que não pode jogar lixo no chão, não tem ninguém olhando e você joga; você sai com seu cachorro para passear, ele faz cocô na calçada do outro e você finge que não viu; você precisa transferir seu carro, mas sua documentação não está em ordem e você paga para um despachante dar um jeitinho; você sabe que vai ter um evento concorrido na sua cidade e usa seus contatos para conseguir acesso privilegiado. Acredito que serão necessárias ainda muitas gerações para que a nossa sociedade seja predominantemente (nunca totalmente) constituída por sujeitos que tenham uma formação moral sólida e, portanto, refratária a situações que privilegiem a sua vida pessoal em detrimento da coletividade. Eu não espero ver nos próximos quatro anos o fim da corrupção na política. Não tenho mesmo essa ilusão. Mas quero, neste momento, tomar partido. E tomar partido é escolher o lado que mais se aproxima das minhas convicções. Mesmo sabendo que tomar partido é correr o risco de, daqui a quatro anos, ter que assumir o erro da minha escolha, se este for o caso. Dilma. 13. Este é o lado que escolhi.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1563154426918206135-1324261704513886717?l=xan-mello.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://xan-mello.blogspot.com/feeds/1324261704513886717/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://xan-mello.blogspot.com/2010/10/quando-nao-tem-ninguem-olhando.html#comment-form' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1563154426918206135/posts/default/1324261704513886717'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1563154426918206135/posts/default/1324261704513886717'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://xan-mello.blogspot.com/2010/10/quando-nao-tem-ninguem-olhando.html' title='Quando não tem ninguém olhando'/><author><name>Alexandra</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16123584986390791219</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='33' height='26' src='http://1.bp.blogspot.com/_Fj4m8aWdQyw/TG2B4KxVXUI/AAAAAAAAAJA/UO8mHQCOto4/S220/220736a.jpg'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1563154426918206135.post-3591132408809530062</id><published>2010-10-25T04:10:00.000-07:00</published><updated>2010-10-25T05:28:07.459-07:00</updated><title type='text'>Eu voto Dilma</title><content type='html'>Por acreditar que os problemas sociais não são, para ela, apenas indicadores para a elaboração de propostas de governo, mas também, realidades capazes de tocá-la profundamente. E um governante tocado afetivamente pelos dramas humanos pode (e quer) mais do que qualquer outro. Mesmo se comparado àqueles que tenham seguido toda a trajetória política “desejável”. &lt;br /&gt;        Sou Dilma, por acreditar que os 80% de cidadãos que aprovam o governo Lula vivem melhor hoje e por isso, querem a continuidade. Porque foram atendidos. Porque estão sendo escutados e considerados. E não, seduzidos e manipulados, como muitos querem provar. Por acreditar que o Presidente Lula, apesar de todos os erros e todos os obstáculos, nunca perdeu o desejo autêntico e profundo de contribuir para um país mais justo e menos desigual.      &lt;br /&gt;        Há muito tempo, não espero pelo momento de ir às urnas cumprir o mais precioso de todos os direitos de um cidadão, com tanto entusiasmo e convicção. E torço para ver no dia 31, a nossa Nação comemorando a vitória da sua maioria.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;object style="background-image:url(http://i3.ytimg.com/vi/6Vl3ZaF5m_U/hqdefault.jpg)"  width="425" height="344"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/6Vl3ZaF5m_U?fs=1&amp;amp;hl=pt_BR"&gt;&lt;param name="allowFullScreen" value="true"&gt;&lt;param name="allowscriptaccess" value="always"&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/v/6Vl3ZaF5m_U?fs=1&amp;amp;hl=pt_BR" width="425" height="344" allowScriptAccess="never" allowFullScreen="true" wmode="transparent" type="application/x-shockwave-flash"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;object style="background-image:url(http://i4.ytimg.com/vi/oDGSqfkhKWU/hqdefault.jpg)"  width="425" height="344"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/oDGSqfkhKWU?fs=1&amp;amp;hl=pt_BR"&gt;&lt;param name="allowFullScreen" value="true"&gt;&lt;param name="allowscriptaccess" value="always"&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/v/oDGSqfkhKWU?fs=1&amp;amp;hl=pt_BR" width="425" height="344" allowScriptAccess="never" allowFullScreen="true" wmode="transparent" type="application/x-shockwave-flash"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;object style="background-image:url(http://i3.ytimg.com/vi/reuczA7VMc0/hqdefault.jpg)"  width="480" height="295"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/reuczA7VMc0?fs=1&amp;amp;hl=pt_BR"&gt;&lt;param name="allowFullScreen" value="true"&gt;&lt;param name="allowscriptaccess" value="always"&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/v/reuczA7VMc0?fs=1&amp;amp;hl=pt_BR" width="480" height="295" allowScriptAccess="never" allowFullScreen="true" wmode="transparent" type="application/x-shockwave-flash"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;object style="background-image:url(http://i2.ytimg.com/vi/uN6JUPfenfE/hqdefault.jpg)"  width="425" height="344"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/uN6JUPfenfE?fs=1&amp;amp;hl=pt_BR"&gt;&lt;param name="allowFullScreen" value="true"&gt;&lt;param name="allowscriptaccess" value="always"&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/v/uN6JUPfenfE?fs=1&amp;amp;hl=pt_BR" width="425" height="344" allowScriptAccess="never" allowFullScreen="true" wmode="transparent" type="application/x-shockwave-flash"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1563154426918206135-3591132408809530062?l=xan-mello.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://xan-mello.blogspot.com/feeds/3591132408809530062/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://xan-mello.blogspot.com/2010/10/eu-voto-dilma.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1563154426918206135/posts/default/3591132408809530062'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1563154426918206135/posts/default/3591132408809530062'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://xan-mello.blogspot.com/2010/10/eu-voto-dilma.html' title='Eu voto Dilma'/><author><name>Alexandra</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16123584986390791219</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='33' height='26' src='http://1.bp.blogspot.com/_Fj4m8aWdQyw/TG2B4KxVXUI/AAAAAAAAAJA/UO8mHQCOto4/S220/220736a.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1563154426918206135.post-4837707451920118495</id><published>2010-10-16T11:38:00.000-07:00</published><updated>2010-10-16T11:39:18.022-07:00</updated><title type='text'>Gente humilde</title><content type='html'>Ele, que traduz com tanta sensibilidade a alma dos brasileiros, é Dilma.&lt;br /&gt;Bom sinal, não?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;object style="background-image:url(http://i2.ytimg.com/vi/mt3HK2PlmwQ/hqdefault.jpg)"  width="425" height="344"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/mt3HK2PlmwQ?fs=1&amp;amp;hl=pt_BR"&gt;&lt;param name="allowFullScreen" value="true"&gt;&lt;param name="allowscriptaccess" value="always"&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/v/mt3HK2PlmwQ?fs=1&amp;amp;hl=pt_BR" width="425" height="344" allowScriptAccess="never" allowFullScreen="true" wmode="transparent" type="application/x-shockwave-flash"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1563154426918206135-4837707451920118495?l=xan-mello.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://xan-mello.blogspot.com/feeds/4837707451920118495/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://xan-mello.blogspot.com/2010/10/gente-humilde.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1563154426918206135/posts/default/4837707451920118495'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1563154426918206135/posts/default/4837707451920118495'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://xan-mello.blogspot.com/2010/10/gente-humilde.html' title='Gente humilde'/><author><name>Alexandra</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16123584986390791219</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='33' height='26' src='http://1.bp.blogspot.com/_Fj4m8aWdQyw/TG2B4KxVXUI/AAAAAAAAAJA/UO8mHQCOto4/S220/220736a.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1563154426918206135.post-8587558949855208325</id><published>2010-10-07T09:05:00.000-07:00</published><updated>2010-10-07T14:32:52.467-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='olhar'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='o estado de são paulo'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='maria rita kehl'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='votos'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='masculino feminino'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='eleição'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='demissão'/><title type='text'>Maria Rita Kehl</title><content type='html'>A psicanalista Maria Rita Kehl foi mesmo demitida do jornal &lt;em&gt;O Estado de São Paulo&lt;/em&gt;, onde era colunista desde fevereiro deste ano. O motivo teria sido a coluna publicada um dia antes do primeiro turno, em que comenta a decisão editorial do jornal de apoiar a candidatura de José Serra à Presidência e faz uma análise sobre a "desqualificação" dos votos dos mais pobres. (http://www.estadao.com.br/estadaodehoje/20101002/not_imp618576,0.php)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O trecho abaixo é de um dos belíssimos ensaios desta, que é uma das nossas mais brilhantes intelectuais e que o Estadão acaba de perder. A sua liberdade de se expressar pode ter sido confrontada, mas não a nossa de acompanhá-la. Eu tive o privilégio de participar de um grupo de estudos em psicanálise, supervisionado por ela, quando estava no quarto ano de faculdade. Desde então, nunca mais a perdi de vista. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Masculino/Feminino: O Olhar da Sedução &lt;br /&gt;Maria Rita Kehl&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O que se diz de imediato sobre a sedução é que é um jogo. Caçada silenciosa entre dois olhares; captura numa rede perigosa de palavras. Jogo arriscado e fascinante ─ angústia e gozo ─ onde o vencedor não sabe o que fazer de seu troféu e o perdedor só abe que perdeu seu rumo; um jogo cuja única possibilidade de empate se chama amor.&lt;br /&gt;Essa abordagem parte do ponto de vista do aparente perdedor ─ o seduzido─ já que é ele quem nos deixa registro sobre sua experiência. É o seduzido que se expressa ─ na poesia, na literatura, nos consultórios de psicanálise. É o seduzido que tenta compreender a transformação que se deu nele ao mesmo tempo em que tenta entender o poder do olhar sedutor. O que significa Odete para Swann? De que encanto o seduzido é presa, ele não sabe dizer. O sedutor é o que não revela. Mas revela alguma coisa ─o quê? ─ sobre o seduzido.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Ai ioiô... eu nasci pra sofrer/fui olhar pra você, meus olhinhos fechou./ E quando os olhos eu abri/quis gritar, quis fugir/mas você, eu não sei por quê/você me chamou”... Que o seduzido está fascinado por alguma espécie de perigo, é certo. O risco mais óbvio seria o do abandono ─ “seduzido (a) e abandonado (a): não é assim que se diz? Mas ainda falta saber por que o abandono parece se inscrever sempre na experiência da sedução ─ e em que lugar tão ermo o seduzido é deixado, que lugar tão inóspito e este em que ele se sente como se estivesse sendo deixado para morrer.&lt;br /&gt;A experiência da sedução é diferente da do apaixonamento ─ embora uma contenha a outra, e vice-versa! E bem mais diferente da experiência do amor que conta com a reciprocidade, com a entrega mútua onde dois caminham juntos por terrenos mais ou menos (mais no menos!) conhecidos O seduzido não sabe onde pisa─ e pensa que o sedutor sabe. Antecipa prazer e dor, pois, ao mesmo tempo em que espera o gozo prometido pelo sedutor, já sabe que se aproxima uma catástrofe. O seduzido é alguém que perde o rumo e tem que se guiar, nas brumas de uma infância revisitada, pela bússola do olhar sedutor.&lt;br /&gt;Não se pode dizer que o seduzido ame o sedutor ─ ele é seu prisioneiro. Talvez odeie mais do que ame ─ “mas não deixo de querer conquistar/uma coisa qualquer em você/que será?” A conquista do sedutor é a esperança de libertação do seduzido, já que o sedutor parece possuir a chave dos enigmas que o aprisionam: o que você vê em mim que eu não vejo? O que você sabe de mim que eu não sei? O que você deseja em mim que eu não domino, ao mesmo tempo em que o seu olhar me diz que eu não possuo? Que dom seu olhar tem o poder de criar em mim para o seu desejo?&lt;br /&gt;Escravidão da sedução: eu só possuo o dom para o seu desejo enquanto você o vê em mim. Sou eu escravo ─ou não sou nada. E o poeta seduzido suplica: ‘Oh minha amada que olhos os teus/quem dera um dia, quisesse Deus/eu visse um ida o olhar mendigo/ da poesia nos olhos teus” ─ sabendo que o olhar mendigo da poesia é o seu próprio; implorando a algum deus a graça de ver este olhar pedinte no rosto da amada, pois quem pede se revela: revela carência. Se o olhar da amada mendigasse, deixaria de ser inacessível, indecifrável, “ cais noturno cheios de adeus’. O poeta conhece o naufrágio da sedução."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(Do livro “O Olhar” Adauto Novaes)&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1563154426918206135-8587558949855208325?l=xan-mello.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://xan-mello.blogspot.com/feeds/8587558949855208325/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://xan-mello.blogspot.com/2010/10/maria-rita-kehl.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1563154426918206135/posts/default/8587558949855208325'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1563154426918206135/posts/default/8587558949855208325'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://xan-mello.blogspot.com/2010/10/maria-rita-kehl.html' title='Maria Rita Kehl'/><author><name>Alexandra</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16123584986390791219</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='33' height='26' src='http://1.bp.blogspot.com/_Fj4m8aWdQyw/TG2B4KxVXUI/AAAAAAAAAJA/UO8mHQCOto4/S220/220736a.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1563154426918206135.post-4391903833008373255</id><published>2010-08-27T11:23:00.000-07:00</published><updated>2010-08-27T13:20:01.217-07:00</updated><title type='text'>Por favor, seu RG, CPF e CID</title><content type='html'>Muitos psicólogos infantis (espero que a maioria) têm questionado a quantidade de diagnósticos precipitados que se tem feito atualmente, especialmente os de déficit de atenção, com ou sem hiperatividade, e os de dislexia. Para agravar ainda mais esta tendência, os planos de saúde, que agora são obrigados a cobrir sessões de psicoterapia, exigem o código da doença do beneficiário, encontrado numa Classificação Estatística Internacional de Doenças e Problemas Relacionados com a Saúde (CID–10). Para cada doença, há um código correspondente. As operadoras têm procedimentos diferentes, mas em geral, para conseguir delas a autorização para o acompanhamento psicológico, o usuário precisa de uma guia com o diagnóstico (CID) e o número de sessões recomendadas. Prescrição esta, feita por médicos e não pelos próprios psicólogos (favorecimento da classe médica?). A cobertura ou não das sessões vai depender da doença diagnosticada, ou melhor, do código. A quantas o usuário terá direito (variam de 12 a 40 sessões por ano), também vai depender deste número, que vai ainda determinar se o atendimento precisa ser feito por um psicólogo ou se pode ser feito por médicos habilitados e já credenciados no plano. Nestes casos, as operadoras não precisariam contratar psicólogos para cumprir a exigência. Há operadoras, por exemplo, que não têm nenhum psicólogo em sua rede credenciada, com o argumento de que a resolução normativa 167 da ANS, que amplia o Rol de Ações de Saúde, não impõe a contratação de psicólogos, desde que haja médicos habilitados para garantir o cumprimento da lei. Curioso é que a mesma resolução determina que alguns códigos (CID) prevêem que o tratamento seja necessariamente feito por psicólogos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Entre tantas informações e interpretações, fico com as seguintes questões:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;1. Será que um psiquiatra, por mais experiente que seja, consegue, em uma consulta, dar um bom diagnóstico?&lt;br /&gt;2. Devemos necessariamente fazer parte de uma classificação nosológica para precisarmos de um acompanhamento psicológico?&lt;br /&gt;3. Será que não é prejudicial a uma criança e a sua família sair de uma consulta com um código que atribui unicamente a ela uma doença ou um transtorno?&lt;br /&gt;4. Caso o médico explique que o CID colocado na guia tem o objetivo apenas de justificar a cobertura das sessões, não estará contribuindo para desvirtuar um dos  objetivos do CID-10 (10, porque a publicação está na sua décima edição), que é promover estatísticas relacionadas à morbidade e mortalidade?&lt;br /&gt;5. E os casos em que há sofrimento psíquico sem, no entanto, haver uma classificação para ele? Ou seja, os tratamentos preventivos na área da saúde psíquica continuam excluídos do Rol?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sem dúvida, um grande avanço. Mas há muito ainda pra se discutir.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1563154426918206135-4391903833008373255?l=xan-mello.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://xan-mello.blogspot.com/feeds/4391903833008373255/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://xan-mello.blogspot.com/2010/08/por-favor-seu-rg-cpf-e-cid.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1563154426918206135/posts/default/4391903833008373255'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1563154426918206135/posts/default/4391903833008373255'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://xan-mello.blogspot.com/2010/08/por-favor-seu-rg-cpf-e-cid.html' title='Por favor, seu RG, CPF e CID'/><author><name>Alexandra</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16123584986390791219</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='33' height='26' src='http://1.bp.blogspot.com/_Fj4m8aWdQyw/TG2B4KxVXUI/AAAAAAAAAJA/UO8mHQCOto4/S220/220736a.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1563154426918206135.post-2478383758253968557</id><published>2010-07-15T09:35:00.000-07:00</published><updated>2010-07-16T15:38:47.564-07:00</updated><title type='text'>Mais um projeto de lei</title><content type='html'>Foi encaminhado esta semana para o Legislativo, um projeto de lei que proíbe os pais de darem castigos corporais, como palmadas e beliscões. As penas para os infratores serão as mesmas já previstas no ECA: advertência, encaminhamento a programas de proteção à família, orientação psicológica, e até mesmo perda de guarda. Será necessário o testemunho de terceiros que façam a denúncia ao Conselho Tutelar. Segundo uma das articuladoras do movimento que levou a proposta ao governo, o projeto tem como objetivo acabar com a cultura da palmada.&lt;br /&gt;No texto, castigo corporal é definido como "ação de natureza disciplinar ou punitiva com o uso da força física que resulte em dor ou lesão à criança ou adolescente". No dicionário, palmada é "pancada com a palma". Pancada, por sua vez, é "agressão física por meio de socos, tapas, etc". Mas e a "palmada" na palma da mão da criança? O famoso tapinha na mão. E a palmada no bumbum, ou melhor, na fralda? Aquelas, que nem exigiram tanta "força física" assim e nem resultaram em "dor ou lesão". Os antigos costumavam falar que serviam pra tirar pó. Serão também enquadradas nos castigos corporais sujeitos a penas? São o quê afinal? Pancadas? Palmadas? Tapas? Agressões físicas? Castigos? "Tratamento cruel e degradante"?&lt;br /&gt;Não estou de forma alguma defendendo estas ações. Sempre achei que devem ser evitadas de todas as maneiras. Nunca fui uma defensora das palmadas. Ao contrário. Estou apenas tentando entender o alcance da lei e a sua aplicabilidade. Eu acharia mais interessante um projeto de lei que, por exemplo, obrigasse as escolas a tratarem, com profundidade, temas como estes, ao invés de usarem tanto tempo das reuniões com organização de festinhas ou questões puramente burocráticas. A informação pode levar os pais a mudanças de atitude com muito mais eficácia do que a imposição por meio de leis como esta. &lt;br /&gt;Além disso, se o objetivo do projeto é evitar que as crianças sofram violência física e psicológica, muitas outras leis teriam que ser criadas para proteger as crianças dos adultos. Conheço pais que não autorizam o filho a fazer aula de teatro na escola porque teatro é coisa de "bicha". Conheço outros que proíbem o filho de brincar com o vizinho, com o argumento de que não é boa companhia. O Motivo? Pertencer à família de uma religião que "atrai o demônio". Sim. Sou contra a palmada, mas também, contra este tipo de constrangimento e discriminação. Neste caso, a violência atinge não só o filho, mas também outras pessoas. &lt;br /&gt;Precisamos antes discutir o que é privado e o que é público. Quando é que o privado deve passar a ser público e quando é que deve manter-se privado. Caso contrário, já já um projeto de lei vai exigir a instalação de câmeras também dentro das nossas casas. Vamos sim discutir a violência doméstica. Acho até que trazer este tema para o debate é o lado bom de um projeto assim.  Mas não vamos tratar o problema como algo que se resolve com a imposição de uma lei. E nem nos esquecer que os pais continuam sendo os maiores protetores de seus filhos. Violência é colocar uma lei como esta no meio deles. Galinha não mata pinto. Com raríssimas exceções.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1563154426918206135-2478383758253968557?l=xan-mello.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://xan-mello.blogspot.com/feeds/2478383758253968557/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://xan-mello.blogspot.com/2010/07/mais-um-projeto-de-lei.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1563154426918206135/posts/default/2478383758253968557'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1563154426918206135/posts/default/2478383758253968557'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://xan-mello.blogspot.com/2010/07/mais-um-projeto-de-lei.html' title='Mais um projeto de lei'/><author><name>Alexandra</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16123584986390791219</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='33' height='26' src='http://1.bp.blogspot.com/_Fj4m8aWdQyw/TG2B4KxVXUI/AAAAAAAAAJA/UO8mHQCOto4/S220/220736a.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1563154426918206135.post-155491105968145617</id><published>2010-07-07T17:38:00.000-07:00</published><updated>2010-07-07T18:07:31.827-07:00</updated><title type='text'>Do filme "Paris, te amo"</title><content type='html'>Sensível, sutil, triste...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;ZAKOCHANY PARYŻ - LOIN DU 16e - Walter Salles &amp; Daniela Thomas&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;object width="480" height="295"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/aK9A-YgX_VI&amp;amp;hl=pt_BR&amp;amp;fs=1"&gt;&lt;param name="allowFullScreen" value="true"&gt;&lt;param name="allowscriptaccess" value="always"&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/v/aK9A-YgX_VI&amp;amp;hl=pt_BR&amp;amp;fs=1" width="480" height="295" allowScriptAccess="never" allowFullScreen="true" wmode="transparent" type="application/x-shockwave-flash"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1563154426918206135-155491105968145617?l=xan-mello.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://xan-mello.blogspot.com/feeds/155491105968145617/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://xan-mello.blogspot.com/2010/07/do-filme-paris-te-amo.html#comment-form' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1563154426918206135/posts/default/155491105968145617'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1563154426918206135/posts/default/155491105968145617'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://xan-mello.blogspot.com/2010/07/do-filme-paris-te-amo.html' title='Do filme &quot;Paris, te amo&quot;'/><author><name>Alexandra</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16123584986390791219</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='33' height='26' src='http://1.bp.blogspot.com/_Fj4m8aWdQyw/TG2B4KxVXUI/AAAAAAAAAJA/UO8mHQCOto4/S220/220736a.jpg'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1563154426918206135.post-4228795862466764599</id><published>2010-06-23T19:03:00.000-07:00</published><updated>2010-06-23T19:10:15.294-07:00</updated><title type='text'>Boas recordações...</title><content type='html'>História de uma gata - Miúcha, Chico Buarque e crianças&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;object style="background-image:url(http://i4.ytimg.com/vi/K9KQzxAuKlg/hqdefault.jpg)"  width="425" height="344"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/K9KQzxAuKlg&amp;amp;hl=pt_BR&amp;amp;fs=1"&gt;&lt;param name="allowFullScreen" value="true"&gt;&lt;param name="allowscriptaccess" value="always"&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/v/K9KQzxAuKlg&amp;amp;hl=pt_BR&amp;amp;fs=1" width="425" height="344" allowScriptAccess="never" allowFullScreen="true" wmode="transparent" type="application/x-shockwave-flash"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1563154426918206135-4228795862466764599?l=xan-mello.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://xan-mello.blogspot.com/feeds/4228795862466764599/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://xan-mello.blogspot.com/2010/06/boas-recordacoes.html#comment-form' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1563154426918206135/posts/default/4228795862466764599'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1563154426918206135/posts/default/4228795862466764599'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://xan-mello.blogspot.com/2010/06/boas-recordacoes.html' title='Boas recordações...'/><author><name>Alexandra</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16123584986390791219</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='33' height='26' src='http://1.bp.blogspot.com/_Fj4m8aWdQyw/TG2B4KxVXUI/AAAAAAAAAJA/UO8mHQCOto4/S220/220736a.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1563154426918206135.post-4334437709285788760</id><published>2010-06-21T18:52:00.000-07:00</published><updated>2010-06-22T09:46:13.611-07:00</updated><title type='text'>Deliciosas brincadeiras do Pato Fu</title><content type='html'>Música de Brinquedo é nome do novo disco do Pato Fu, que será lançado logo depois da copa. A banda escolheu canções antigas e bem conhecidas do público adulto, por acreditar que teriam mais impacto do que se fossem inéditas.  Todas foram gravadas com instrumentos de brinquedo. Uma prova do resultado está nos dois vídeos que os mineiros disponibilizaram em seu site. &lt;br /&gt;Adorei...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;object style="background-image:url(http://i2.ytimg.com/vi/mVHoaTmvBFM/hqdefault.jpg)"  width="480" height="295"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/mVHoaTmvBFM&amp;amp;hl=pt_BR&amp;amp;fs=1"&gt;&lt;param name="allowFullScreen" value="true"&gt;&lt;param name="allowscriptaccess" value="always"&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/v/mVHoaTmvBFM&amp;amp;hl=pt_BR&amp;amp;fs=1" width="480" height="295" allowScriptAccess="never" allowFullScreen="true" wmode="transparent" type="application/x-shockwave-flash"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;object style="background-image:url(http://i1.ytimg.com/vi/0jwRn6kQwFk/hqdefault.jpg)"  width="480" height="295"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/0jwRn6kQwFk&amp;amp;hl=pt_BR&amp;amp;fs=1"&gt;&lt;param name="allowFullScreen" value="true"&gt;&lt;param name="allowscriptaccess" value="always"&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/v/0jwRn6kQwFk&amp;amp;hl=pt_BR&amp;amp;fs=1" width="480" height="295" allowScriptAccess="never" allowFullScreen="true" wmode="transparent" type="application/x-shockwave-flash"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1563154426918206135-4334437709285788760?l=xan-mello.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://xan-mello.blogspot.com/feeds/4334437709285788760/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://xan-mello.blogspot.com/2010/06/deliciosas-brincadeiras-do-pato-fu.html#comment-form' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1563154426918206135/posts/default/4334437709285788760'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1563154426918206135/posts/default/4334437709285788760'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://xan-mello.blogspot.com/2010/06/deliciosas-brincadeiras-do-pato-fu.html' title='Deliciosas brincadeiras do Pato Fu'/><author><name>Alexandra</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16123584986390791219</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='33' height='26' src='http://1.bp.blogspot.com/_Fj4m8aWdQyw/TG2B4KxVXUI/AAAAAAAAAJA/UO8mHQCOto4/S220/220736a.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1563154426918206135.post-2737540160887644825</id><published>2010-06-16T17:16:00.001-07:00</published><updated>2010-06-16T18:00:21.539-07:00</updated><title type='text'>Delícias do irmão do Pedro</title><content type='html'>&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_Fj4m8aWdQyw/TBlyM4qqRxI/AAAAAAAAAI4/epSH4W2nntA/s1600/IMGP1683a.JPG"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;width: 200px; height: 150px;" src="http://1.bp.blogspot.com/_Fj4m8aWdQyw/TBlyM4qqRxI/AAAAAAAAAI4/epSH4W2nntA/s200/IMGP1683a.JPG" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5483539586995603218" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Falando no seu celular de brinquedo:&lt;br /&gt;"Oi tio Carlão. Eu esqueci minha bola aí. Você manda por e-mail?"&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para o amiguinho da mesma idade que me chamou de tia:&lt;br /&gt;"Ela não é tia ô, ela é mãe."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;       &lt;br /&gt;Passamos em uma casa cheia de bexigas na varanda e ele diz:&lt;br /&gt;Acho que vai ter festa aí mamãe. Vai todo mundo. Todos os vovôs, todas as vovós, todas as mamães, todos os papais, todos os Pedros...."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Descobrindo o plural:&lt;br /&gt;"Olha mãe, todos os meninos estão descendos."&lt;br /&gt;(vários meninos estavam descendo a rua, em direção ao parquinho)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O amigo de 4 anos pergunta a ele:&lt;br /&gt;"Gabriel, qual a sua cor preferida?"&lt;br /&gt;Ele responde:&lt;br /&gt;"Colorido."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para os amigos que estão brincando de massinha com ele:&lt;br /&gt;"Que cor você quer levanta a mão!"&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Chego perto dele depois de passar perfume e ele diz:&lt;br /&gt;"Tô escutando um cheiro!"&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1563154426918206135-2737540160887644825?l=xan-mello.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://xan-mello.blogspot.com/feeds/2737540160887644825/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://xan-mello.blogspot.com/2010/06/delicias-do-irmao-do-pedro.html#comment-form' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1563154426918206135/posts/default/2737540160887644825'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1563154426918206135/posts/default/2737540160887644825'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://xan-mello.blogspot.com/2010/06/delicias-do-irmao-do-pedro.html' title='Delícias do irmão do Pedro'/><author><name>Alexandra</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16123584986390791219</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='33' height='26' src='http://1.bp.blogspot.com/_Fj4m8aWdQyw/TG2B4KxVXUI/AAAAAAAAAJA/UO8mHQCOto4/S220/220736a.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_Fj4m8aWdQyw/TBlyM4qqRxI/AAAAAAAAAI4/epSH4W2nntA/s72-c/IMGP1683a.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1563154426918206135.post-6357900231987368726</id><published>2010-06-01T17:59:00.001-07:00</published><updated>2010-06-02T15:52:55.672-07:00</updated><title type='text'>Vigilância X Autonomia</title><content type='html'>Um projeto de lei, em discussão no Congresso, obriga todas as escolas de Educação Infantil (particulares e públicas) a instalar câmeras de monitoramento, com o objetivo (manisfesto) de reprimir os casos de violência na primeira infância. Segundo Foucault, em "Vigiar e Punir", para a economia do poder, é muito mais rentável vigiar do que punir. Por meio da vigilância, evita-se que as pessoas cometam atos ilícitos e sejam punidas depois. Função que as câmeras colocadas nas escolas cumpririam muito bem. No entanto, nada seria mais incoerente com o objetivo maior da educação, que é a conquista de autonomia moral e intelectual. Estamos sempre dizendo às crianças que devem fazer ou deixar de fazer certas coisas, única e exclusivamente, por considerá-las corretas ou não, e não para fugir de punições ou em busca de recompensas. Estas mesmas crianças assistem à instalação de um sistema de monitoramento que pretende, justamente, vigiar adultos para puní-los depois, se for o caso. E bem no espaço onde começam a ser confrontadas com valores morais importantes para a convivência humana (respeito, justiça, cooperação, responsabilidade, etc.) e onde, portanto, deveriam exercitá-los. Qual será o significado que essas crianças darão ao termo confiança, crescendo em ambientes tão vigiados? Como pode? Tanta contradição. Faça o que eu digo, não faça o que eu faço.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1563154426918206135-6357900231987368726?l=xan-mello.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://xan-mello.blogspot.com/feeds/6357900231987368726/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://xan-mello.blogspot.com/2010/06/vigilancia-x-autonomia.html#comment-form' title='6 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1563154426918206135/posts/default/6357900231987368726'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1563154426918206135/posts/default/6357900231987368726'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://xan-mello.blogspot.com/2010/06/vigilancia-x-autonomia.html' title='Vigilância X Autonomia'/><author><name>Alexandra</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16123584986390791219</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='33' height='26' src='http://1.bp.blogspot.com/_Fj4m8aWdQyw/TG2B4KxVXUI/AAAAAAAAAJA/UO8mHQCOto4/S220/220736a.jpg'/></author><thr:total>6</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1563154426918206135.post-3019514742905493451</id><published>2010-05-26T17:40:00.000-07:00</published><updated>2011-07-06T18:18:45.382-07:00</updated><title type='text'>"Amores serão sempre amáveis"</title><content type='html'>Chico Buarque.&lt;br /&gt;Só ele é capaz de construir uma imagem assim. De um amor pairando até ser, um dia, apanhado por amantes que, sem saber, se amarão com ele. E ainda, transformá-la em música.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;object width="425" height="344"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/59P64-TtOKY&amp;amp;hl=pt_BR&amp;amp;fs=1"&gt;&lt;param name="allowFullScreen" value="true"&gt;&lt;param name="allowscriptaccess" value="always"&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/v/59P64-TtOKY&amp;amp;hl=pt_BR&amp;amp;fs=1" width="425" height="344" allowScriptAccess="never" allowFullScreen="true" wmode="transparent" type="application/x-shockwave-flash"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;"Eu tava mexendo no violão, começando a fazer a melodia, e a primeira imagem que apareceu foi exatamente esta: uma cidade submersa, isolada de tudo. Porque, cantarolando, parecia que a música queria dizer isso. Eu tinha que ir atrás da explicação dessa cidade submersa. Aí eu coloquei os escafandristas, e surgiu a história de um amor adiado, um amor que fica para sempre. Essa idéia do amor como algo que pode ser aproveitado mais tarde, que não se desperdiça. Passa-se o tempo, passam-se milênios, e aquele amor ficará até debaixo d'água. Um amor que vai ser usado por outras pessoas, um amor que não foi utilizado porque não foi correspondido, e então ele fica ímpar, pairando... Esperando que alguém o apanhe e complete a sua função de amor".&lt;/em&gt; (Chico Buarque)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Futuros Amantes&lt;br /&gt;Chico Buarque&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não se afobe, não&lt;br /&gt;Que nada é pra já&lt;br /&gt;O amor não tem pressa&lt;br /&gt;Ele pode esperar em silêncio&lt;br /&gt;Num fundo de armário&lt;br /&gt;Na posta-restante&lt;br /&gt;Milênios, milênios&lt;br /&gt;No ar&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E quem sabe, então&lt;br /&gt;O Rio será&lt;br /&gt;Alguma cidade submersa&lt;br /&gt;Os escafandristas virão&lt;br /&gt;Explorar sua casa&lt;br /&gt;Seu quarto, suas coisas&lt;br /&gt;Sua alma, desvãos&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sábios em vão&lt;br /&gt;Tentarão decifrar&lt;br /&gt;O eco de antigas palavras&lt;br /&gt;Fragmentos de cartas, poemas&lt;br /&gt;Mentiras, retratos&lt;br /&gt;Vestígios de estranha civilização&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não se afobe, não&lt;br /&gt;Que nada é pra já&lt;br /&gt;Amores serão sempre amáveis&lt;br /&gt;Futuros amantes, quiçá&lt;br /&gt;Se amarão sem saber&lt;br /&gt;Com o amor que eu um dia&lt;br /&gt;Deixei pra você&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1563154426918206135-3019514742905493451?l=xan-mello.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://xan-mello.blogspot.com/feeds/3019514742905493451/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://xan-mello.blogspot.com/2010/05/amores-serao-sempre-amaveis_26.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1563154426918206135/posts/default/3019514742905493451'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1563154426918206135/posts/default/3019514742905493451'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://xan-mello.blogspot.com/2010/05/amores-serao-sempre-amaveis_26.html' title='&quot;Amores serão sempre amáveis&quot;'/><author><name>Alexandra</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16123584986390791219</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='33' height='26' src='http://1.bp.blogspot.com/_Fj4m8aWdQyw/TG2B4KxVXUI/AAAAAAAAAJA/UO8mHQCOto4/S220/220736a.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1563154426918206135.post-1069557274071051474</id><published>2010-05-26T16:38:00.000-07:00</published><updated>2010-06-11T19:59:10.480-07:00</updated><title type='text'>Carta do tio Ricardo</title><content type='html'>Gabriel,&lt;br /&gt;Há 3 anos, seu tio Ricardo escreveu esta carta pra você.&lt;br /&gt;Sem dúvida alguma, fomos novamente abençoados.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Veio pra aquecer o nosso inverno,&lt;br /&gt;alegrar a vida dos avós,&lt;br /&gt;recompensar toda a espera do Pedro,&lt;br /&gt;permitir a vocês, outra vez, o milagre da perpetuação...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Que ele mereça de Deus as mesmas bençãos que o irmão,&lt;br /&gt;que ele propicie a vocês as mesmas alegrias que o irmão,&lt;br /&gt;que ele seja pra nós tão querido quanto o irmão,&lt;br /&gt;que ele seja pro irmão o cúmplice fiel,&lt;br /&gt;que o irmão seja pra ele o caminho seguro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ele é a vida que se renova e bate com força em nossas portas,&lt;br /&gt;pois que entre e seja bem-vinda,&lt;br /&gt;muito bem-vindo,&lt;br /&gt;para sempre bem-vindos!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O amor é o de sempre,&lt;br /&gt;o carinho é eterno.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Beijos nos corações,&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tio Ricardo"&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1563154426918206135-1069557274071051474?l=xan-mello.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://xan-mello.blogspot.com/feeds/1069557274071051474/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://xan-mello.blogspot.com/2010/05/carta-do-tio-ricardo.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1563154426918206135/posts/default/1069557274071051474'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1563154426918206135/posts/default/1069557274071051474'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://xan-mello.blogspot.com/2010/05/carta-do-tio-ricardo.html' title='Carta do tio Ricardo'/><author><name>Alexandra</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16123584986390791219</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='33' height='26' 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type="application/x-shockwave-flash"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Gabriel&lt;br /&gt;Beto Guedes&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É só de ninar e desejar que a luz do nosso amor&lt;br /&gt;Matéria prima dessa canção fique a brilhar&lt;br /&gt;E é pra você e pra todo mundo que quer trazer assim a paz no coração&lt;br /&gt;Meu pequeno amor&lt;br /&gt;E de você me lembrar&lt;br /&gt;Toda vez que a vida mandar olhar pro céu&lt;br /&gt;Estrela da manhã&lt;br /&gt;Meu pequeno grande amor que é você Gabriel&lt;br /&gt;Pra poder ser livre como a gente quis&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1563154426918206135-2583868912441877698?l=xan-mello.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://xan-mello.blogspot.com/feeds/2583868912441877698/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://xan-mello.blogspot.com/2010/05/ao-nosso-lindo-gabriel.html#comment-form' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1563154426918206135/posts/default/2583868912441877698'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1563154426918206135/posts/default/2583868912441877698'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://xan-mello.blogspot.com/2010/05/ao-nosso-lindo-gabriel.html' title='Ao nosso lindo Gabriel'/><author><name>Alexandra</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16123584986390791219</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='33' height='26' 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desaba,&lt;br /&gt;veludo escondido&lt;br /&gt;na pele enrugada,&lt;br /&gt;água pura, ar puro,&lt;br /&gt;puro pensamento.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Morrer acontece&lt;br /&gt;com o que é breve e passa&lt;br /&gt;sem deixar vestígio.&lt;br /&gt;Mãe, na sua graça,&lt;br /&gt;é eternidade.&lt;br /&gt;Por que Deus se lembra&lt;br /&gt;- mistério profundo -&lt;br /&gt;de tirá-la um dia?&lt;br /&gt;Fosse eu Rei do Mundo,&lt;br /&gt;baixava uma lei:&lt;br /&gt;Mãe não morre nunca,&lt;br /&gt;mãe ficará sempre&lt;br /&gt;junto de seu filho&lt;br /&gt;e ele, velho embora,&lt;br /&gt;será pequenino&lt;br /&gt;feito grão de milho.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1563154426918206135-5481691911306013363?l=xan-mello.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://xan-mello.blogspot.com/feeds/5481691911306013363/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://xan-mello.blogspot.com/2010/05/as-maes.html#comment-form' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1563154426918206135/posts/default/5481691911306013363'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1563154426918206135/posts/default/5481691911306013363'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://xan-mello.blogspot.com/2010/05/as-maes.html' title='Às mães'/><author><name>Alexandra</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16123584986390791219</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='33' height='26' src='http://1.bp.blogspot.com/_Fj4m8aWdQyw/TG2B4KxVXUI/AAAAAAAAAJA/UO8mHQCOto4/S220/220736a.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1563154426918206135.post-4555901920946705278</id><published>2010-04-10T13:39:00.000-07:00</published><updated>2010-04-10T18:27:51.004-07:00</updated><title type='text'>Inclusão escolar</title><content type='html'>Vamos imaginar duas situações:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Primeira: Os pais de uma criança com necessidades especiais chegam a uma escola com a expectativa de matriculá-la e a diretora, cuidadosamente e um tanto constrangida, diz a eles que não está preparada para a inclusão e indica uma outra escola capaz de fazê-la, e muito bem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Segunda: Os pais de uma criança com necessidades especiais chegam a uma escola com a expectativa de matriculá-la e, sem nenhuma dificuldade, são atendidos. Afinal, toda escola tem por obrigação matricular todas as crianças, incluindo as portadoras de deficiências. Passado algum tempo, tanto escola, quanto pais, constatam a falta de condições adequadas para atendê-la.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu pergunto:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Qual das duas escolas atende melhor as reais necessidades da criança?&lt;br /&gt;Eu responderia que a primeira.&lt;br /&gt;Mas certamente, a primeira seria alvo de muitos ataques.&lt;br /&gt;O ideal, sem dúvida, é que já estivéssemos em uma sociedade capaz de oferecer a todos as mesmas oportunidades. Isso sim, na minha opinião, é a verdadeira inclusão.  &lt;br /&gt;A realidade, no entanto, é que estamos ainda bem longe disso. E muitas escolas acabam fazendo a inclusão sem condições materiais e humanas para issso. Nesta, eu não acredito. &lt;br /&gt;Imaginem agora que aquela criança que foi, facilmente, matriculada na escola que não poderia jamais negar vaga a ela, com receio de ser vista como discriminatória, seja um menino de 7 anos, com Síndrome de Down. Foi para uma sala com outras crianças da mesma idade. Primeira série (hoje segundo ano). Todos, alguns com mais dificuldades, aprendendo a ler e escrever. Ele, ainda na fase da garatuja (quando a criança pega um lápis e risca desordenadamente). Na obra do psicólogo russo Lev Vygotsky, há um conceito bastante interessante e um dos mais importantes de sua teoria, que ele chamou de Zona de Desenvolvimento Proximal. Seria o campo intermediário entre o desenvolvimento real (já consolidado pelo indivíduo) e o desenvolvimento potencial (ainda em processo). Por exemplo, uma criança de 4 anos já consegue colocar um cubo sobre outro para fazer uma torre (real). Uma de 3, está perto de conseguir, mas ainda precisa de alguma assistência (potencial). E um bebê de 8 meses não consegue nem mesmo com ajuda. Esperar de uma criança de 8 meses que faça uma torre de cubos é trabalhar fora da Zona de Desenvolvimento Proximal, já que ele ainda não tem as habilidades necessárias para uma tarefa como essa. E é justamente neste espaço que um professor deve trabalhar. Colocar uma criança que ainda não passou da garatuja, em uma sala de aula com outras crianças que estão começando a ler e escrever, é deixá-la totalmente fora desta Zona. Ela foi incluída na escola, mas não foi na sala de aula. &lt;br /&gt;As escolas estarão preparadas para fazer a verdadeira inclusão quando fizerem por convicção, em respeito às suas próprias concepções e não, com receio de serem punidas ou julgadas. Por outro lado, é fazendo inclusão que estarão construindo novas concepções, mas não de forma tão impositiva. Uma mudança assim acontece gradualmente e não por meio da imposição de uma lei. Não são cursos rápidos com professores que vão prepará-los para receber crianças com necessidades especiais. Num mundo cada vez mais especializado, não se pode esperar dos professores que tenham, de uma hora para outra, conhecimento para trabalhar com crianças portadoras de deficiências. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por ter muitas dúvidas a respeito da inclusão e por acreditar que elas são essenciais para a formação de qualquer convicção, eu deixo algumas questões para reflexão:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- O que será que a criança portadora de deficiência nos diria ou escolheria?&lt;br /&gt;- Será que não existe um ponto de equilíbrio entre estas posições? A que exclui o deficiente e o coloca em espaços apenas reservados a ele e a que, ao contrário, o coloca ao lado das crianças normais (normais no sentido de maioria é claro), durante todo o tempo?&lt;br /&gt;- Se fisioterapeutas, psicólogos e fonoaudiólogos precisam de especialização para atuar adequadamente, por que dos professores espera-se um conhecimento tão abrangente, de uma hora para a outra?&lt;br /&gt;- A atitude da escola que indica uma outra com experiência em inclusão não está sendo humilde e realista, ao invés de insensível e preconceituosa?&lt;br /&gt;- Por outro lado, será que ela está ao menos pensando nas diferenças e em como aprender a trabalhar com elas?&lt;br /&gt;- Qual é o público-alvo da Educação Especial que passaria a ser, obrigatoriamente, matriculado nas escolas comuns de ensino regular?&lt;br /&gt;- O que aconteceria com as escolas que se especializaram na Educação Especial?&lt;br /&gt;- As crianças normais também precisam desta convivência para construir valores sólidos como solidariedade, tolerância, compaixão, cooperação e acima de tudo, respeito. Por que então, não se defende a inclusão como necessária também para elas?&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1563154426918206135-4555901920946705278?l=xan-mello.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://xan-mello.blogspot.com/feeds/4555901920946705278/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://xan-mello.blogspot.com/2010/04/inclusao-escolar.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1563154426918206135/posts/default/4555901920946705278'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1563154426918206135/posts/default/4555901920946705278'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://xan-mello.blogspot.com/2010/04/inclusao-escolar.html' title='Inclusão escolar'/><author><name>Alexandra</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16123584986390791219</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='33' height='26' src='http://1.bp.blogspot.com/_Fj4m8aWdQyw/TG2B4KxVXUI/AAAAAAAAAJA/UO8mHQCOto4/S220/220736a.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1563154426918206135.post-179884150101315138</id><published>2010-04-04T19:25:00.001-07:00</published><updated>2010-04-05T16:50:14.977-07:00</updated><title type='text'>O jogo na escola</title><content type='html'>Há muitas comprovações de que jogando, as crianças raciocinam muito mais do que sentadas numa carteira escutando um professor que tenta, incansavelmente, transmitir a elas a maneira certa de resolver um problema matemático. Um jogo de regras consiste basicamente em uma situação-problema que deve ser solucionada pela criança para que atinja o objetivo principal que é ganhar o jogo. Para isso, precisa criar procedimentos, organizá-los em forma de estratégias e avaliá-los depois, em função dos resultados. Segundo a concepção piagetiana, uma pessoa só constrói conhecimento a partir da interação com o meio e o jogo de regras, com todas as suas características, é capaz de possibilitar essa troca, desafiando o raciocínio de quem joga. Na realidade, não o jogo em si, mas a forma como é trabalhado. Além disso, oferece a quem observa, pistas significativas de como a criança pensa, favorecendo uma intervenção mais adequada e, portanto, mais eficaz.&lt;br /&gt;Quando os meios empregados para vencer o jogo não são eficazes, a criança tem a oportunidade de, avaliando seus erros, construir novas estratégias. Para fazer isso, ela precisa estabelecer relações lógicas fundamentais para a construção das noções matemáticas. As mesmas que muitas escolas insistem em transmitir prontas aos alunos, tirando deles qualquer possibilidade de construí-las. Precisa ainda, coordenar diferentes pontos de vista (que só a interação social permite), o que é fundamental para as descentrações tão necessárias à construção do pensamento operatório. A atividade com jogos contribui também para a concentração, a atenção, a cooperação, a disciplina, a organizaçõa. Aspectos que são importantes também para o bom desempenho nas tarefas escolares.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Com tantas qualidades, por que os jogos ainda são tão pouco utilizados como recurso pedagógico em sala de aula, mesmo naquelas das escolas ditas construtivistas? &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Talvez, por várias razões:&lt;br /&gt;1.  Espera-se que uma grande transformação venha do alto e revolucione o ensino. Quando na verdade, a atitude de um professor, resultado da concepção que ele tem de infância, é o que pode haver de mais revolucionário na educação. &lt;br /&gt;2. A maior parte dos professores não têm uma atitude autenticamente construtivista que lhes faça acreditar que há vários caminhos para se chegar a um mesmo resultado. E que cabe a cada um dos alunos buscar o seu. Isso é construção de conhecimento. A maioria ainda trata a matemática como conhecimento social a ser transmitido. &lt;br /&gt;3. Ao entrar no ensino fundamental, é como se a criança perdesse a permissão que tinha até então para brincar. Precisa agora, levar a sério os estudos. Como se jogar não fosse coisa séria pra uma criança. &lt;br /&gt;4. Muitos pais não aceitariam que seus filhos fossem à escola para jogar com os colegas. E com tanta concorrência, as escolas não querem perdê-los e tentam, sem sucesso, agradar a todos. O resultado é a enorme movimentação de alunos de uma escola para outra, a cada ano. Ou melhor, de pais em busca de alguma coisa, que na verdade, nem sabem ao certo o que é. &lt;br /&gt;5.  E a avaliação? Aquela para a qual praticamente toda a vida escolar está voltada. Como avaliar uma criança que passou grande parte do tempo jogando? Será que ela aprendeu alguma coisa? Como medir sem o auxílio dos exercícios burocráticos? &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Conhecer desenvolvimento infantil e, mais especificamente, como o ser humano adquire conhecimento é tão importante como conhecer a matéria que se pretende ensinar. Porque não é suficiente que uma pessoa tenha condições para conhecer e aprender, é preciso que ela queira, que seja mobilizada para atingir um objetivo. E só será, se for respeitada e compreendida na sua natureza.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1563154426918206135-179884150101315138?l=xan-mello.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://xan-mello.blogspot.com/feeds/179884150101315138/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://xan-mello.blogspot.com/2010/04/o-jogo-na-escola.html#comment-form' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1563154426918206135/posts/default/179884150101315138'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1563154426918206135/posts/default/179884150101315138'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://xan-mello.blogspot.com/2010/04/o-jogo-na-escola.html' title='O jogo na escola'/><author><name>Alexandra</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16123584986390791219</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='33' height='26' src='http://1.bp.blogspot.com/_Fj4m8aWdQyw/TG2B4KxVXUI/AAAAAAAAAJA/UO8mHQCOto4/S220/220736a.jpg'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1563154426918206135.post-2538002217597192801</id><published>2010-03-17T10:45:00.000-07:00</published><updated>2010-04-01T19:20:59.514-07:00</updated><title type='text'>Bullying: uma pequena reflexão</title><content type='html'>"O termo bullying compreende todas as formas de atitudes agressivas, intencionais e repetidas, que ocorrem sem motivação evidente, adotadas por um ou mais estudantes contra outro(s), causando dor e angústia, e executadas dentro de uma relação desigual de poder. Portanto, os atos repetidos entre iguais (estudantes) e o desequilíbrio de poder são as características essenciais, que tornam possível a intimidação da vítima. Por não existir uma palavra na língua portuguesa capaz de expressar todas as situações de bullying possíveis, o quadro, a seguir, relaciona algumas ações que podem estar presentes: colocar apelidos, ofender, zoar, gozar, encarnar, sacanear, humilhar, fazer sofrer, discriminar, excluir, isolar, ignorar, intimidar, perseguir, assediar, aterrorizar, amedrontar, tiranizar, dominar, agredir, bater, chutar, empurrar, ferir, roubar, quebrar pertences."  &lt;br /&gt;Esta é a definição para bullying encontrada no bullying.com.br. &lt;br /&gt;Não sou nenhuma especialista, mas vou arriscar algumas considerações, a partir do que tenho visto na mídia, no consultório e nas escolas. Em primeiro lugar, chamou a minha atenção a variedade de situações elencadas na conceituação acima, como possíveis ações ligadas ao bullying. Na minha opinião, essa falta de precisão favorece o tratamento inadequado que se tem dado a muitas atitudes absolutamente naturais da infância. E quando digo "absolutamente naturais", não quero dizer que não necessitem da intervenção dos educadores, sejam pais ou professores.  Mais uma vez, valorizo a importância do nosso olhar. Uma coisa, é olhar para estas situações como fazendo parte de bullying (expressão americana que correu o mundo), em que, de um lado, estão os agressores, e de outro, as vítimas. Outra, é olhar para elas (situações) e ver ali, duas crianças, ou, dois lados, que precisam igualmente de orientação. Pode parecer a mesma coisa, mas não é. &lt;br /&gt;É comum escutarmos que o bullying sempre existiu (sem o nome, o que na minha opinião era uma vantagem), mas que com as proporções trágicas, como mortes e suicídios, e a falta de impunidade, passou a existir a necessidade de uma discussão mais profunda. Ao pensarmos assim, estamos misturando tudo num mesmo pacote. Talvez, o que sempre existiu, continue existindo. Claro, que com as mudanças consequentes das mudanças dos tempos. E a maior incidência atual de mortes e suicídios sejam consequência de outros problemas, e não um agravamento do que já existia. "Zoar" não pode fazer parte de um fenômeno que também inclui agressão física que pode até, levar à morte. Por que tanta necessidade de dar nome a tudo? O resultado é que atitudes humanas, que claro, precisam e merecem atenção e cuidado, passam a ser vistas como gestos criminosos que exigem intervenção rápida, rigorosa e punitiva. O trabalho preventivo dá lugar a uma urgência que só agrava e confunde tudo.  &lt;br /&gt;Mudar o olhar significa voltar-se para as crianças e adolescentes, para as suas necessidades, as suas peculiaridades, as suas vontades e (por que não?) também para a agressividade que está presente dentro deles (e de todos nós) e que faz parte da natureza humana. Aceitar essa agressividade é o primeiro passo para torná-la menos ameaçadora. Mudar o olhar significa preocupar-se mais em conhecer o desenvolvimento infantil e menos em acompanhar, pela mídia, notícias tratadas tão superficialmente.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1563154426918206135-2538002217597192801?l=xan-mello.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://xan-mello.blogspot.com/feeds/2538002217597192801/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://xan-mello.blogspot.com/2010/03/bullying-uma-pequena-reflexao.html#comment-form' title='6 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1563154426918206135/posts/default/2538002217597192801'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1563154426918206135/posts/default/2538002217597192801'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://xan-mello.blogspot.com/2010/03/bullying-uma-pequena-reflexao.html' title='Bullying: uma pequena reflexão'/><author><name>Alexandra</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16123584986390791219</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='33' height='26' src='http://1.bp.blogspot.com/_Fj4m8aWdQyw/TG2B4KxVXUI/AAAAAAAAAJA/UO8mHQCOto4/S220/220736a.jpg'/></author><thr:total>6</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1563154426918206135.post-7283897973581622689</id><published>2010-03-07T15:39:00.000-08:00</published><updated>2010-03-07T17:20:12.637-08:00</updated><title type='text'>Novo ensino fundamental</title><content type='html'>Este seria o ano para que escolas da rede pública terminassem de implementar o novo ensino fundamental de 9 anos. A lei federal, de 2005, tinha como objetivo principal garantir um ano a mais de escolarização, já que o ensino fundamental é obrigatório a todas as crianças. Estava previsto que, durante este período, as escolas se preparassem para receber a nova faixa etária, evitando que o conteúdo da antiga primeira série fosse apenas transferido para as crianças de seis anos do novo primeiro ano, sem as adaptações necessárias. Espaço físico (área de recreação, bebedouros, banheiros, carteiras, etc.) e propostas curriculares teriam que se adequar à nova faixa etária (eu pergunto de novo: não seria mais fácil investir no que já existe?). No entanto, as aulas começaram e parece que não foi isso o que aconteceu. Em muitas escolas, o primeiro ano continua exatamente como era a primeira série, com uma única diferença: estão sentadas nas carteiras, por longas cinco horas, crianças com apenas 6 anos de idade. A Secretaria de Educação de São Paulo, em reportagem da Folha de São Paulo, afirma que "à medida das necessidades e das diferentes demandas das diretorias de ensino serão encaminhados equipamentos para as escolas." Será que as crianças podem esperar por isso, considerando a burocracia que esse tipo de coisa exige, e justamente, num dos momentos mais delicados da vida escolar? Agora é torcer para não aumentar ainda mais o número de alunos que não aprendem e o que é pior, o número de encaminhamentos para os profissionais da saúde, como se o problema fosse deles (alunos). A boa notícia é que desta vez, será mais fácil para eles (profissionais) identificar onde é que está o problema.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1563154426918206135-7283897973581622689?l=xan-mello.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://xan-mello.blogspot.com/feeds/7283897973581622689/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://xan-mello.blogspot.com/2010/03/novo-ensino-fundamental.html#comment-form' title='5 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1563154426918206135/posts/default/7283897973581622689'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1563154426918206135/posts/default/7283897973581622689'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://xan-mello.blogspot.com/2010/03/novo-ensino-fundamental.html' title='Novo ensino fundamental'/><author><name>Alexandra</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16123584986390791219</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='33' height='26' src='http://1.bp.blogspot.com/_Fj4m8aWdQyw/TG2B4KxVXUI/AAAAAAAAAJA/UO8mHQCOto4/S220/220736a.jpg'/></author><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1563154426918206135.post-600702024702226305</id><published>2010-03-02T17:02:00.000-08:00</published><updated>2010-03-04T11:19:41.578-08:00</updated><title type='text'>As pulseirinhas de silicone deram o que falar</title><content type='html'>Vereadores de Navegantes (SC) aprovaram lei que proíbe o uso das pulseirinhas coloridas de silicone nas escolas municipais. Elas estariam sendo usadas pelos adolescentes para brincadeiras ligadas à sexualidade. A regra é a seguinte: o adolescente que consegue romper a pulseirinha de uma garota, tem direito a um prêmio que pode ir de um abraço a uma relação sexual, de acordo com a cor. A lei não prevê punição e nem define a quem cabe a fiscalização. Com apenas dois artigos, além da proibição do uso, ela obriga professores e diretores a se reunirem com os pais para esclarecimentos sobre a medida e orientações com relação a questões ligadas à sexualidade. O projeto, segundo o autor, vereador Marcos Paulo da Silva (PT), pretende &lt;em&gt;"conscientizar sobre a conotação sexual que eles (os adereços) têm, e evitar a proliferação desse jogo. Para isso, precisamos ensinar aos pais, que conversarão com os filhos. Não queremos culpar alguém." &lt;/em&gt; Para o prefeito Roberto de Souza (PSDB), &lt;em&gt;"com a brincadeira, crianças e adolescentes tem contato precoce com algumas experiências sexuais. Isso não é saudável. Sendo assim, sancionei a lei. Aprendi que devemos evitar&lt;/em&gt; (não é cortar?) &lt;em&gt;o mal pela raiz."&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu daria apenas 3 argumentos para não concordar com a aprovação da lei.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;1. É desnecessária e inútil. As brincadeiras não são a causa do "contato precoce com experiências sexuais", mas manifestações. Sem pulseirinhas coloridas, os adolescentes rapidamente encontrarão outros adereços ou objetos que lhes permitam criar novos jogos.&lt;br /&gt;2. Pulseirinhas tão coloridas e chamativas podem até ser um sinal (um bom sinal) de que querem conversar e não, um &lt;em&gt;"mal"&lt;/em&gt; que precise ser cortado &lt;em&gt;"pela raíz". &lt;/em&gt;&lt;br /&gt;3. É provável que as regras do jogo não sejam levadas tão a sério pelos adolescentes e que muitos estejam usando os adereços apenas para seguir uma moda passageira. Uma lei como esta pode criar (ao invés de resolver, como pretende) um problema bem maior do que de fato existe. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Outros municípios estão pensando em aprovar leis como esta. Esse sim é um mal que precisa ser cortado pela raíz.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1563154426918206135-600702024702226305?l=xan-mello.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://xan-mello.blogspot.com/feeds/600702024702226305/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://xan-mello.blogspot.com/2010/03/as-pulseirinhas-de-silicone-deram-o-que.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1563154426918206135/posts/default/600702024702226305'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1563154426918206135/posts/default/600702024702226305'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://xan-mello.blogspot.com/2010/03/as-pulseirinhas-de-silicone-deram-o-que.html' title='As pulseirinhas de silicone deram o que falar'/><author><name>Alexandra</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16123584986390791219</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='33' height='26' src='http://1.bp.blogspot.com/_Fj4m8aWdQyw/TG2B4KxVXUI/AAAAAAAAAJA/UO8mHQCOto4/S220/220736a.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1563154426918206135.post-5667032233478710250</id><published>2010-02-24T03:37:00.000-08:00</published><updated>2010-02-26T18:18:50.421-08:00</updated><title type='text'>A maternidade e a democracia</title><content type='html'>Sempre que escuto discussões a respeito dos problemas do nosso país, e em especial, das relações políticas perversas e corruptas, eu tenho a mesma convicção: somente as crianças seriam capazes de construir, lá na frente, uma sociedade mais justa, se recebessem, hoje, uma educação que tivesse como prioridades uma formação moral sólida e um desenvolvimento emocional saudável. Essa convicção é, por um lado, consequência da minha formação profissional. Por outro, resultado da educação que recebi e da convivência com algumas pessoas que fui encontrando pelo caminho. &lt;br /&gt;       No ano passado, fui aluna de um curso que tinha como proposta, a leitura dirigida de alguns dos muitos capítulos da obra de Winnicott. Tive a sorte de usar todos os livros de um tio muito querido, que passou boa parte da vida estudando com profundidade toda a sua obra. Todos, repletos de anotações. É claro que o curso ficou bem mais gostoso do que teria sido se os tivesse comprado. Lia Winnicott e tio Adolfo ao mesmo tempo. Das pessoas que conheci, era uma das que mais valorizava e respeitava a relação de uma mãe com o seu bebê. Talvez, esteja aí a essência do pensamento de Winnicott. &lt;br /&gt;       Tudo isso, pra dizer um pouco do que aprendi com os dois (e com a maternidade, é claro) sobre "a contribuição da mãe para a sociedade" (nome de um dos capítulos da sua obra). &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Winnicott, psicanalista inglês que estudou com profundidade a vida do bebê, ao tentar atribuir um significado psicológico ao termo democracia, sugere que uma sociedade verdadeiramente democrática é constituída por uma maioria de pessoas consideradas maduras do ponto de vista emocional. Para pensar numa sociedade democrática, portanto, seria preciso pensar nos seus membros individualmente. Maturidade da sociedade sugere maturidade de uma proporção ideal de membros saudáveis. &lt;br /&gt;Para o autor, um indivíduo maduro é aquele que apresenta um grau satisfatório de desenvolvimento emocional compatível com sua idade cronológica e o meio em que vive. Esse desenvolvimento dependeria de um ambiente satisfatório, capaz de se adaptar às necessidades do bebê, fase em que o ser humano está num estado de dependência absoluta.&lt;br /&gt;A mãe, segundo o psicanalista, seria a pessoa mais apta a assumir essa adaptação, em função de um estado de sensibilidade aumentada que ela desenvolve no final da gravidez e nas primeiras semanas de vida do bebê, e que Winnicott chamou de preocupação materna primária. Essa “doença normal” permite a ela identificar-se com seu filho e assim, reconhecer e atender suas verdadeiras necessidades. Ele considera possível que outras pessoas desenvolvam essa capacidade de identificação com o bebê. A diferença é que com a mãe isso pode se dar mais naturalmente. Se essa adaptação acontece de forma "suficientemente boa", o bebê consegue se desenvolver harmonicamente sem a necessidade de reagir a invasões do ambiente para as quais não está preparado. O desenvolvimento em direção à maturidade pode então prosseguir da maneira mais harmônica possível e a dependência absoluta vai dando lugar a uma dependência relativa, em que o bebê começa a perceber a realidade externa. Nesta transição, é importante que tenha início uma desadaptação gradual da mãe ao bebê, em que pequenas falhas suportáveis favoreçam este percurso.   &lt;br /&gt;Segundo Winnicott, o ser humano tem uma tendência natural a um padrão de vida democrático que para ser atendido, dependeria de uma provisão ambiental adequada. A sociedade, por sua vez, dependeria de uma proporção significativa de membros saudáveis, para se tornar um sistema verdadeiramente democrático. &lt;br /&gt;Em qualquer sociedade ou comunidade, essa possibilidade pode ser comprometida em função da presença de indivíduos anti-sociais ou que têm uma tendência imatura a se identificar com a autoridade, para suprir uma insegurança interna. Winnicott considera que, em ambos os casos, embora neste último, de uma maneira oculta, a tendência anti-social está presente. E em nenhum deles, pode-se falar em pessoas inteiras capazes de construir uma sociedade democrática.  Há ainda, os indivíduos que não se definiram. Para o autor, somente uma proporção suficientemente grande de seres saudáveis seria capaz de influenciar o maior número dos ”indeterminados”, incorporando-os a eles. &lt;br /&gt;Para Winnicott, a tendência democrática não deve ser imposta a uma sociedade, mas deve nascer em ambientes que ele chamou de “bons lares comuns”. Os verdadeiros criadores da tendência democrática seriam então o homem e a mulher comuns, capazes de construir um lar saudável comum. A mãe, por meio da sua devoção no início da vida de seus filhos e o pai, oferecendo proteção para que ela consiga ser suficientemente boa em sua tarefa. A maneira como todas as outras pessoas podem contribuir é não interferindo, ou interferindo da forma menos invasiva possível na dinâmica natural deste arranjo.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1563154426918206135-5667032233478710250?l=xan-mello.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://xan-mello.blogspot.com/feeds/5667032233478710250/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://xan-mello.blogspot.com/2010/02/maternidade-e-democracia.html#comment-form' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1563154426918206135/posts/default/5667032233478710250'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1563154426918206135/posts/default/5667032233478710250'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://xan-mello.blogspot.com/2010/02/maternidade-e-democracia.html' title='A maternidade e a democracia'/><author><name>Alexandra</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16123584986390791219</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='33' height='26' src='http://1.bp.blogspot.com/_Fj4m8aWdQyw/TG2B4KxVXUI/AAAAAAAAAJA/UO8mHQCOto4/S220/220736a.jpg'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1563154426918206135.post-5318953323176868130</id><published>2010-02-03T07:17:00.001-08:00</published><updated>2010-02-03T07:18:46.102-08:00</updated><title type='text'>Ensino Fundamental de 9 anos</title><content type='html'>Os antigos primário e ginásio, com duração de 8 anos, são hoje o ensino fundamental que, com a aprovação da lei 11.274 de fevereiro de 2006, é ampliado para 9 anos. Na prática, o último ano da educação infantil passa a ser o primeiro do ensino fundamental e, portanto, obrigatório. Primeira série é hoje segundo ano. Nós, adultos, precisamos de um tempo para pensar em ano e não mais em série. Para as crianças, é ainda mais complicado. Sei de um menino que passou um tempo pensando que estava na mesma série porque saiu de uma escola (particular) que já tinha adotado a nomenclatura nova e foi para uma pública, que deixou para fazê-lo em 2010 (prazo para as escolas se adequarem). Terminou o segundo ano na particular e começou a segunda série na pública (que na outra já se chamava terceiro ano). &lt;br /&gt;O objetivo da ampliação é aumentar o tempo de escolaridade das crianças que entram direto no fundamental sem passar pela educação infantil. A idéia é boa. No entanto, fico na dúvida se as mudanças curriculares que, de acordo com o MEC se fazem necessárias, não farão com que as crianças sejam expostas precocemente ao ensino formal. Uma das respostas que encontrei na seção de dúvidas frequentes da Secretaria de Educação Básica foi a seguinte:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;"21. O conteúdo do primeiro ano do Ensino Fundamental de nove anos é o conteúdo trabalhado no último ano da pré-escola de seis anos?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não. A Educação Infantil, primeira etapa da Educação Básica, não tem como objetivo preparar crianças para o Ensino Fundamental; tem objetivos próprios que devem ser alcançados na perspectiva do desenvolvimento infantil respeitando, cuidando e educando crianças no tempo singular da primeira infância. No caso do primeiro ano do Ensino Fundamental a criança de seis anos, assim como as demais de sete a dez anos de&lt;br /&gt;idade, precisam de uma proposta curricular que atenda suas características, potencialidades e necessidades específicas dessa infância."&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Depois de ler, fiquei com uma dúvida ainda maior:&lt;br /&gt;De acordo com a resposta, a Educação Infantil (o que inclui o seu último ano, hoje primeiro ano do fundamental) tinha como objetivo atender as particularidades daquela idade (6 anos). Objetivo que deve ser o mesmo para o primeiro ano do Fundamental de 9anos. O que é então que precisa ser mudado nas propostas curriculares, se as necessidades das crianças permanecem as mesmas, apesar das mudanças? Há inclusive um Referencial Nacional para a Educação Infantil, elaborado para auxiliar os educadores no trabalho com crianças até 6 anos. Há pouco tempo, perguntei à coordenadora de uma escola particular, no interior de São Paulo, se houve alguma mudança curricular com a introdução do fundamental de 9 anos. Ela respondeu que não, que era apenas uma questão de nomenclatura mesmo. Até porque, na rede privada, as crianças não dependem desta reestruturação para serem matriculadas aos 6 anos. Muito antes disso já estão frequentando as escolas. Não seria então mais conveniente investir na Educação Infantil que já existe, ampliando-a para que mais crianças da rede pública pudessem se beneficiar dela?&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1563154426918206135-5318953323176868130?l=xan-mello.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://xan-mello.blogspot.com/feeds/5318953323176868130/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://xan-mello.blogspot.com/2010/02/ensino-fundamental-de-9-anos.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1563154426918206135/posts/default/5318953323176868130'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1563154426918206135/posts/default/5318953323176868130'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://xan-mello.blogspot.com/2010/02/ensino-fundamental-de-9-anos.html' title='Ensino Fundamental de 9 anos'/><author><name>Alexandra</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16123584986390791219</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='33' height='26' src='http://1.bp.blogspot.com/_Fj4m8aWdQyw/TG2B4KxVXUI/AAAAAAAAAJA/UO8mHQCOto4/S220/220736a.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1563154426918206135.post-2679264297438943565</id><published>2010-01-16T07:32:00.000-08:00</published><updated>2010-01-17T02:05:11.641-08:00</updated><title type='text'>Zilda Arns em defesa da verdadeira cidadania</title><content type='html'>Lendo a coluna do Frei Beto desta semana na Folha de São Paulo, em que fala da Dra. Zilda Arns, fundadora da Pastoral da Criança, um "detalhe" chamou a minha atenção, mais do que qualquer outra coisa. Ele diz que, no lançamento do programa Fome Zero, em 2003, ela foi contra a exigência de comprovação de gastos em alimentos, como garantia de que os beneficiários não destinassem para outras coisas o dinheiro recebido. Para ela, a exigência traria muito mais problemas do que soluções e gastos com fiscalização seriam melhor aplicados na educação, por exemplo. Esta tomada de posição, apoiada por Frei Beto, com quem trabalhou no programa, é na minha opinião um raro gesto de respeito ao ser humano. É uma valiosa demonstração de confiança que oferece às pessoas a oportunidade de serem honestas por escolha, e não por imposição. A auto estima de muitos brasileiros seria reforçada e muito provavelmente, escolheriam a honestidade em resposta. A nossa sociedade não tem a maturidade necessária para acatar uma decisão assim. Parece que ainda precisamos da vigilância e da punição. Uma posição como esta, tomada por Zilda Arns, mostra a visão libertária que ela tinha por trás de toda a ajuda concreta que a Pastoral oferece.  Alguns dias depois de mudarmos para esta casa, ficamos sabendo que as empregadas domésticas eram revistadas quando passavam pela portaria na hora da saída. Aquilo nos incomodou muito e pedimos que a nossa empregada não fosse mais revistada, em nenhum momento. Era uma trabalhadora como qualquer um de nós e merecia o mesmo respeito. Acho que assim, com pequenas atitudes, no nosso pequeno espaço privado, podemos caminhar em direção a uma sociedade mais igualitária e, portanto, menos vigilante.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1563154426918206135-2679264297438943565?l=xan-mello.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://xan-mello.blogspot.com/feeds/2679264297438943565/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://xan-mello.blogspot.com/2010/01/zilda-arns-em-defesa-da-verdadeira.html#comment-form' title='6 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1563154426918206135/posts/default/2679264297438943565'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1563154426918206135/posts/default/2679264297438943565'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://xan-mello.blogspot.com/2010/01/zilda-arns-em-defesa-da-verdadeira.html' title='Zilda Arns em defesa da verdadeira cidadania'/><author><name>Alexandra</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16123584986390791219</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='33' height='26' src='http://1.bp.blogspot.com/_Fj4m8aWdQyw/TG2B4KxVXUI/AAAAAAAAAJA/UO8mHQCOto4/S220/220736a.jpg'/></author><thr:total>6</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1563154426918206135.post-4146071707251320449</id><published>2010-01-07T07:54:00.000-08:00</published><updated>2010-01-07T08:22:41.363-08:00</updated><title type='text'>Ainda sobre Dislexia</title><content type='html'>Há um comentário na postagem do dia 9/11 de uma pessoa que fala sobre um vídeo disponível no site da TV Câmara. Neste vídeo, o vereador Elizeu Gabriel recebe a Professora Maria Aparecida Moyses e a Presidente do Conselho Regional de Psicologia de São Paulo para discutirem a dislexia. Ela diz que, no final do vídeo, as entrevistadas apresentam um livro sobre Dislexia e que, a divulgação e a venda dele  seriam o "real interesse da campanha" (palavras dela). Pelo que eu entendi (e isto está dito com todas as palavras na própria entrevista), não se trata de um livro, mas sim de um material com dois DVDs que contém as duas partes do debate que ocorreu na Câmara Municipal de São Paulo, em setembro. Inclusive, estão, integralmente, disponíveis no site do Conselho para download. Qualquer um pode ter acesso a eles, sem nenhum custo. Talvez, eu tenha assistido ao vídeo errado. Se há outro, gostaria de saber. Abaixo, está um link para quem quer assistir às entrevistas realizadas na TV Câmara, divididas em quatro partes. Assim, cada um pode tirar suas próprias conclusões. &lt;br /&gt;http://tvcamarasp.com.br/eliseu_gabriel.htm&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1563154426918206135-4146071707251320449?l=xan-mello.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://xan-mello.blogspot.com/feeds/4146071707251320449/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://xan-mello.blogspot.com/2010/01/ainda-sobre-dislexia.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1563154426918206135/posts/default/4146071707251320449'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1563154426918206135/posts/default/4146071707251320449'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://xan-mello.blogspot.com/2010/01/ainda-sobre-dislexia.html' title='Ainda sobre Dislexia'/><author><name>Alexandra</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16123584986390791219</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='33' height='26' src='http://1.bp.blogspot.com/_Fj4m8aWdQyw/TG2B4KxVXUI/AAAAAAAAAJA/UO8mHQCOto4/S220/220736a.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1563154426918206135.post-8446397565228292172</id><published>2009-12-30T09:03:00.000-08:00</published><updated>2009-12-30T09:28:59.393-08:00</updated><title type='text'>Uma observação</title><content type='html'>A discussão decorrente da postagem sobre dislexia (9/11) ainda não se esgotou. Depois de alguns dias sem comentários, há novas contribuições lá hoje.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1563154426918206135-8446397565228292172?l=xan-mello.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://xan-mello.blogspot.com/feeds/8446397565228292172/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://xan-mello.blogspot.com/2009/12/uma-observacao.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1563154426918206135/posts/default/8446397565228292172'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1563154426918206135/posts/default/8446397565228292172'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://xan-mello.blogspot.com/2009/12/uma-observacao.html' title='Uma observação'/><author><name>Alexandra</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16123584986390791219</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='33' height='26' src='http://1.bp.blogspot.com/_Fj4m8aWdQyw/TG2B4KxVXUI/AAAAAAAAAJA/UO8mHQCOto4/S220/220736a.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1563154426918206135.post-3333758530839684789</id><published>2009-12-21T15:36:00.000-08:00</published><updated>2009-12-22T11:15:29.959-08:00</updated><title type='text'>Dias mágicos</title><content type='html'>Ontem, na sala de espera de um consultório médico, eu me sentei ao lado de uma senhora de uns 80 anos mais ou menos, que estava com seu marido e um filho que os acompanhava. Em pouco menos de meia hora, conversamos sobre chuvas, enchentes, violência, religião, filhos, doenças, etc. Ela não sabia muito bem em que estação do ano estávamos, se fazia frio ou calor. Eu disse que estávamos no verão e ela então se lembrou que era quase Natal, "não tem mais Natal como tinha antes né minha filha?". Começou a se lembrar das ceias que a mãe fazia, das roscas para o café da manhã do dia 25 e das broas de fubá com erva-doce, "nem em padaria tem mais minha filha, nunca mais comi daquelas broinhas, nunca mais". Perguntou se eu já tinha comido. Eu respondi que sim e disse a ela que, em Minas, ainda é possível encontrar coisas assim. "Ô minha filha, você bem que podia trazer umas broinhas pra mim né? Eu deixo meu telefone e daí quando você for na minha casa levar, eu te dou o dinheiro." O filho dela chegou perto pra ver o que é que estava se passando eu eu disse a ele que prometi a sua mãe, trazer de Minas, broinhas de fubá com erva-doce. Acho que essa meia hora fez bem a mim, mais do que a ela. Concordo que o Natal não é mais a mesma coisa. Antes, éramos crianças e dia de Natal era mágico. Lembro-me da montagem da árvore na casa da vovó, dos passeios com meus pais e meu irmão no centro da cidade do interior pra ver Papai Noel e as ruas enfeitadas com aquelas bolas gigantes. Não tinha shopping ainda. Todos, ricos e pobres, iam aos mesmos lugares pra fazer suas compras ou simplesmente, pra passear. Os presentes ficavam embrulhados e só podiam ser abertos na noite de Natal. Que bom se ansiedade fosse aquilo. Lembro-me do Manequinho, o primeiro boneco com pipi e tudo, que fazia xixi de verdade. Da Amélia, que vinha com tábua de passar roupa e ferro. Nem sei se ainda existe uma boneca assim. Ou com esse nome. Tinha também a Tippy com bicicleta e um cavalo de rodinhas. Lembro-me do meu avô bravo quando um de nós chegava atrasado. Das histórias de mocidade que ele contava milhões de vezes e que seria tão bom se pudéssemos escutar de novo. Na hora da ceia, ele dizia que talvez aquela fosse a última. No ano seguinte, estava ele lá, contando histórias e se despedindo mais uma vez. Antes da ceia, chorava quando escutava minha avó tocando o piano de calda que foi presente dele muitos anos antes. Lembro-me dos envelope$ gorduchos que ele preparava e esperava pra distribuir (um pra cada um) com a mesma ansiedade com que esperávamos para abrí-los. Da torta de bombas pretas e brancas que meus tios traziam da Brunella de São Paulo. Dos fios de ovos. Dos vizinhos que atravessavam pra dar Feliz Natal, dos parentes que não deixavam de dar uma passadinha. Do meu irmão de Papai Noel. Apesar da resistência de alguns (alguns poucos) que defendem um Natal menos comercial, Natal e Papai Noel são inseparáveis. Essa figura mágica está por todos os lados e, especialmente, na fantasia das crianças. Na minha casa, todos os anos, meus pais faziam um enfeite no jardim. Quase todos que passavam na porta, davam uma paradinha pra olhar. Talvez, o que chamasse tanto a atenção, era justamente a simplicidade. Não tinha Papai Noel subindo pelo telhado, meia, sino, nada disso. Apenas um Menino Jesus, pequeno, deitado numa manjedoura e bem pouco iluminado. Só isso. Singelo assim. Com essa imagem, sem nenhuma palavra, meus pais conseguiram nos transmitir algo mais essencial. Mas fizeram isso, sem tirar de nós a magia do Papai Noel, a graça dos presentes, os sabores das comidas e das bebidas. Eu desejo a todos um Natal com essa combinação. E que nossos filhos tenham, lá na frente, boas razões pra sentir saudades do Natal que passavam na infância.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1563154426918206135-3333758530839684789?l=xan-mello.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://xan-mello.blogspot.com/feeds/3333758530839684789/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://xan-mello.blogspot.com/2009/12/ontem-na-sala-de-espera-de-um.html#comment-form' title='5 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1563154426918206135/posts/default/3333758530839684789'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1563154426918206135/posts/default/3333758530839684789'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://xan-mello.blogspot.com/2009/12/ontem-na-sala-de-espera-de-um.html' title='Dias mágicos'/><author><name>Alexandra</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16123584986390791219</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='33' height='26' src='http://1.bp.blogspot.com/_Fj4m8aWdQyw/TG2B4KxVXUI/AAAAAAAAAJA/UO8mHQCOto4/S220/220736a.jpg'/></author><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1563154426918206135.post-807198412436697991</id><published>2009-11-24T08:46:00.000-08:00</published><updated>2009-11-27T09:35:23.292-08:00</updated><title type='text'>Um comentário</title><content type='html'>Eu não pensei que pudesse causar reações tão desproporcionais com uma postagem, como aconteceu com a última. Em primeiro lugar, pela falta de relevância deste blog. Recebo apenas as visitas fiéis de todos os dias: mãe, marido, filho e alguns poucos amigos. Em segundo, pela certeza de que não havia nada de ofensivo ou desrespeitoso no meu texto, que pudesse provocar tais reações. Eu apenas falava sobre parte de uma palestra proferida por uma professora da Unicamp. É claro que ao divulgá-la aqui, de certa forma, tomo uma posição. No mundo da ciência, tomar posição é direito de todos nós. Da mesma forma que é dever, respeitar aqueles que defendem uma idéia diferente da nossa. Quase todos os comentários deixados neste "post" (a grande maioria de pais e mães de crianças com diagnóstico de dislexia) foram agressivos, desrespeitosos e ofensivos. E o mais curioso é que, as duas posições, opostas no que se refere ao conteúdo das idéias, estavam exatamente de um mesmo lado, no que se refere ao objetivo maior: a busca da melhor maneira de atender às reais necessidades de crianças que apresentam problemas no desempenho escolar. No entanto, ele (o objetivo) ficou perdido no meio de tantos ataques. Uma pena.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1563154426918206135-807198412436697991?l=xan-mello.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://xan-mello.blogspot.com/feeds/807198412436697991/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://xan-mello.blogspot.com/2009/11/um-comentario.html#comment-form' title='34 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1563154426918206135/posts/default/807198412436697991'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1563154426918206135/posts/default/807198412436697991'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://xan-mello.blogspot.com/2009/11/um-comentario.html' title='Um comentário'/><author><name>Alexandra</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16123584986390791219</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='33' height='26' src='http://1.bp.blogspot.com/_Fj4m8aWdQyw/TG2B4KxVXUI/AAAAAAAAAJA/UO8mHQCOto4/S220/220736a.jpg'/></author><thr:total>34</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1563154426918206135.post-8306550505255588420</id><published>2009-11-09T11:35:00.000-08:00</published><updated>2009-11-11T07:21:45.131-08:00</updated><title type='text'>Dislexia existe?</title><content type='html'>O que já foi cegueira verbal congênita, lesão cerebral mínima, dislexia específica de evolução, dislexia de desenvolvimento, entre outros nomes, é hoje a tão falada e tão pouco conhecida dislexia. Na Câmara Municipal de São Paulo, há um projeto de lei do vereador Juscelino Gadelha (PSDB), feito em parceria com a ABD (Associação Brasileira de Dislexia) e já aprovado em primeira instância, que propõe um programa para diagnosticar alunos disléxicos em toda a rede de ensino, e encaminhá-los para tratamento. Especialistas de Instituições como o Conselho Regional de Psicologia, a USP e a Unicamp são contrários à aprovação do projeto por acreditarem que a dislexia, como doença neurológica de quem tem dificuldades para ler e escrever, nunca foi devidamente comprovada. Segundo eles, um projeto assim contribui apenas para a estigmatização de crianças, desconsiderando as questões sociais. No dia 21 de setembro deste ano, houve um seminário na Câmara, para se discutir o tema antes da segunda votação. Uma das palestrantes convidadas, a Doutora Maria Aparecida Afonso Moyses, professora titular em Pediatria Social da Unicamp, fez uma brilhante explanação sobre as razões da não aprovação do projeto pelas Instituições citadas. Ela traz inicialmente a definição da doença mais aceita pelos autores e entidades que defendem a existência da dislexia e à partir daí, vai questionando a falta de embasamento científico, tanto para o reconhecimento da dislexia como distúrbio neurológico, como para a forma como é feito o diagnóstico. Segundo esta definição oficial, a dislexia seria um distúrbio neurológico, que comprometeria apenas a escrita e a leitura. Para confirmação, utiliza-se instrumentos de escrita e leitura. Ou seja, usa-se linguagem escrita para diagnóstico da dislexia que tem como único comprometimento justamente a linguagem escrita. Do ponto de vista médico e científico, isso é totalmente contraditório. Uma avaliação assim só vai confirmar a existência da própria dificuldade e não, se há ou não distúrbio neurológico. Durante a palestra, a professora Maria Aparecida questiona a falta de rigor científico em alguns exames. Um exemplo é a existência de simetria de neurônios no plano frontal para comprovação do diagnóstico de dislexia. A falha no rigor é mostrada num estudo (curiosamente do mesmo autor que defende esse diagnóstico) que mostra que 16% da população "normal" também tem a tal simetria. Um outro exemplo é a presença de ectopia neuronal (quando um neurônio que deveria estar numa região, vai para outra), em algumas áreas do cérebro. Aqui, a falta de rigor está na ausência de estudos da ectopia neuronal na população dita normal. Para a professora, é complicado dizer que uma doença neurológica se caracteriza por questões que também estão presentes em qualquer pessoa que tenha dificuldade para ler e escrever, pelos mais diferentes motivos. Ela dá como exemplo exames de neuroimagem que precisam ativar o cérebro na  função que está sendo avaliada. No caso da dislexia, essa ativação se dá, novamente, por meio de instrumentos de escrita e leitura. Uma pessoa que não sabe ler, em consequência de uma alfabetização mal sucedida por exemplo, pode ter essa função diminuída como uma reação saudável a testes que tenham como objetivo avaliar seu desempenho em leitura. São duas as principais questões que ela nos deixa: uma, se as dificuldades em leitura e escrita não seriam reflexo da diversidade, não só de seres humanos, como também das condições a que estão expostos e não, consequência de distúrbios neurológicos. A outra, se os exames de neuroimagem não detectariam a consequência no cérebro de não saber ler, e não, a sua causa.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1563154426918206135-8306550505255588420?l=xan-mello.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://xan-mello.blogspot.com/feeds/8306550505255588420/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://xan-mello.blogspot.com/2009/11/dislexia-existe.html#comment-form' title='52 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1563154426918206135/posts/default/8306550505255588420'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1563154426918206135/posts/default/8306550505255588420'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://xan-mello.blogspot.com/2009/11/dislexia-existe.html' title='Dislexia existe?'/><author><name>Alexandra</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16123584986390791219</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='33' height='26' src='http://1.bp.blogspot.com/_Fj4m8aWdQyw/TG2B4KxVXUI/AAAAAAAAAJA/UO8mHQCOto4/S220/220736a.jpg'/></author><thr:total>52</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1563154426918206135.post-4484707820001086700</id><published>2009-11-04T06:56:00.000-08:00</published><updated>2009-11-04T12:55:47.116-08:00</updated><title type='text'>De casinha pode, de espada não?</title><content type='html'>Um menino de 4 anos presenciou há pouco tempo um assalto à mão armada, na casa de seus avós. A avó conta que, alguns dias depois, ele pegou um guarda-chuva e começou a brincar de atirar, como se fosse uma metralhadora e que o pai, preocupado, tentou desviar sua atenção para outras coisas. Da mesma forma que a criança brinca de casinha ou de escolinha para experimentar diferentes papéis e assim, entender melhor como é que as coisas se dão, precisa também das brincadeiras de polícia e ladrão ou de guerra para assimilar experiências traumáticas e violentas. Não há necessidade, portanto, de que os pais, em nome da paz, proíbam este tipo de brincadeira. Uma espada de brinquedo, certamente, não fará com que a criança se torne violenta, até porque, ela consegue muito bem separar realidade e fantasia. É claro que, depois de uma situação traumática como a que viveu este menino, não precisamos dar aos filhos um revólver de brinquedo na esperança de que elaborem o trauma. Eles sabem como transformar objetos em brinquedos que atendam suas necessidades. O fazer de conta que um guarda-chuva é uma metralhadora é um sinal importante de que a criança, por meio da fantasia, está tentando dar conta da realidade. Só o que podemos fazer, é ficar por perto e atentos aos limites que eles próprios acabam nos pedindo.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1563154426918206135-4484707820001086700?l=xan-mello.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://xan-mello.blogspot.com/feeds/4484707820001086700/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://xan-mello.blogspot.com/2009/11/de-casinha-pode-de-espada-nao.html#comment-form' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1563154426918206135/posts/default/4484707820001086700'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1563154426918206135/posts/default/4484707820001086700'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://xan-mello.blogspot.com/2009/11/de-casinha-pode-de-espada-nao.html' title='De casinha pode, de espada não?'/><author><name>Alexandra</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16123584986390791219</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='33' height='26' src='http://1.bp.blogspot.com/_Fj4m8aWdQyw/TG2B4KxVXUI/AAAAAAAAAJA/UO8mHQCOto4/S220/220736a.jpg'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1563154426918206135.post-8428779235970212930</id><published>2009-10-22T08:27:00.001-07:00</published><updated>2009-10-24T18:41:27.680-07:00</updated><title type='text'>Problemas no desempenho x distúrbios de aprendizagem</title><content type='html'>Na maior parte da vida escolar de uma criança, é o seu desempenho em provas, trabalhos ou tarefas que é avaliado e não, a sua capacidade para aprender. Para ter bons resultados em atividades assim, é preciso que o aluno tenha, anteriormente, apreendido determinados conteúdos. Se o desempenho nestas avaliações não é o esperado, atribui-se a ele o baixo rendimento. Desconsidera-se uma série de fatores externos que interferem na aprendizagem como, por exemplo, aspectos da própria instituição de ensino: currículos, programas, formas de avaliação, métodos de ensino, atitudes dos professores, condutas disciplinares. Muitas crianças acabam sendo encaminhadas aos serviços especializados em distúrbios de aprendizagem com queixas como desatenção, hiperatividade, desinteresse e indisciplina. Interessante que comportamentos e atitudes como estes podem ser demonstrações de insatisfação com a maneira como, ainda hoje, muitas escolas tentam impor conteúdos a serem assimilados e o que é pior, associar disciplina à passividade. Questionadas com relação a sua capacidade de aprendizado, estas crianças acabam acreditando na existência de distúrbios que as impedem de aprender. Muitas vezes, durante atendimento feito por profissionais especializados, são surpreendidas com resultados acima da média em avaliações que não exigem nenhum conhecimento prévio. Surpreendidos também são aqueles que fizeram o encaminhamento, acreditando que o problema era mesmo do aluno. Não é que os problemas orgânicos não existam, mas em muitos casos, os comportamentos considerados inadequados precisam ser melhor contextualizados, para que as crianças não carreguem sozinhas toda a responsabilidade pelo fracasso escolar.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1563154426918206135-8428779235970212930?l=xan-mello.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://xan-mello.blogspot.com/feeds/8428779235970212930/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://xan-mello.blogspot.com/2009/10/problemas-no-desempenho-x-disturbios-de.html#comment-form' title='5 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1563154426918206135/posts/default/8428779235970212930'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1563154426918206135/posts/default/8428779235970212930'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://xan-mello.blogspot.com/2009/10/problemas-no-desempenho-x-disturbios-de.html' title='Problemas no desempenho x distúrbios de aprendizagem'/><author><name>Alexandra</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16123584986390791219</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='33' height='26' src='http://1.bp.blogspot.com/_Fj4m8aWdQyw/TG2B4KxVXUI/AAAAAAAAAJA/UO8mHQCOto4/S220/220736a.jpg'/></author><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1563154426918206135.post-375465139641948163</id><published>2009-10-18T13:44:00.000-07:00</published><updated>2009-10-18T13:49:07.554-07:00</updated><title type='text'>Pensamento mágico</title><content type='html'>Estávamos eu e o Gabriel na janela, olhando o temporal que se armava. Ventava muito e as nuvens se movimentavam rapidamente. Ele disse: &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Mamãe, olha! O céu tá indo lá no parquinho!!!!!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;lindo...lindo...lindo&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1563154426918206135-375465139641948163?l=xan-mello.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://xan-mello.blogspot.com/feeds/375465139641948163/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://xan-mello.blogspot.com/2009/10/pensamento-magico.html#comment-form' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1563154426918206135/posts/default/375465139641948163'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1563154426918206135/posts/default/375465139641948163'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://xan-mello.blogspot.com/2009/10/pensamento-magico.html' title='Pensamento mágico'/><author><name>Alexandra</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16123584986390791219</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='33' height='26' src='http://1.bp.blogspot.com/_Fj4m8aWdQyw/TG2B4KxVXUI/AAAAAAAAAJA/UO8mHQCOto4/S220/220736a.jpg'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1563154426918206135.post-2284836233829476702</id><published>2009-10-15T17:56:00.000-07:00</published><updated>2009-10-16T02:47:54.631-07:00</updated><title type='text'>Dia 15 de outubro</title><content type='html'>No final de 2000, deixamos São Paulo para viver no interior. O Pedro, nosso filho mais velho, tinha acabado de fazer 4 anos. No seu último dia de aula na capital, recebi da professora de artes, que também era uma das donas da escola Miguilim, um dos conselhos mais valiosos da minha vida: que eu escolhesse muito bem a nova escola porque, caso contrário, ele teria problemas. O Pedro era daquelas crianças que a gente pode chamar de coloridas. Era impossível ser indiferente à presença dele. Estava sempre adiante, lá na frente. Agitado, apressado, mandão com os amigos, tinha que ganhar sempre. Terminava tudo antes dos outros. De comer, de brincar, de fazer as tarefas. Era sempre o primeiro a chegar, o primeiro a falar, o primeiro a responder. Persistente, não desistia jamais. E, por sorte, era carismático. Dava um trabalho a mais aos professores que tinham sempre que encontrar estratégias pra não deixá-lo entediado. Um pouco por minha experiência, mas acho que muito mais por sorte, fizemos a escolha certa. A escola Nosso Cantinho era pequena e ficava numa chácara na mesma rua da nossa casa nova. Lá, ele teve três professoras mais do que especiais: a Gê, a Bel e a Tati. Três exemplos de delicadeza, competência e, acima de tudo, sensibilidade. Sensibilidade pra ver qualidades, onde muitos vêem problemas. Pedro continua colorido e muito feliz. E, com certeza, elas são em grande parte responsáveis. Eu não tenho a menor dúvida disso! &lt;br /&gt;Gê, Isabel e Tati, parabéns a vocês pelo dia de hoje. E obrigada. Vocês moram pra sempre nos nossos corações.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1563154426918206135-2284836233829476702?l=xan-mello.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://xan-mello.blogspot.com/feeds/2284836233829476702/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://xan-mello.blogspot.com/2009/10/no-final-de-2000-deixamos-sao-paulo.html#comment-form' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1563154426918206135/posts/default/2284836233829476702'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1563154426918206135/posts/default/2284836233829476702'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://xan-mello.blogspot.com/2009/10/no-final-de-2000-deixamos-sao-paulo.html' title='Dia 15 de outubro'/><author><name>Alexandra</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16123584986390791219</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='33' height='26' src='http://1.bp.blogspot.com/_Fj4m8aWdQyw/TG2B4KxVXUI/AAAAAAAAAJA/UO8mHQCOto4/S220/220736a.jpg'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1563154426918206135.post-3491350479123371859</id><published>2009-10-12T04:50:00.000-07:00</published><updated>2009-10-12T05:52:42.860-07:00</updated><title type='text'>12 de Outubro</title><content type='html'>Do livro "Nos labirintos da Moral", de Mario Sergio Cortella e Yves de La Taille.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“É interessante também que o filme (E.T.) trata fortemente de um grande valor, que é a amizade, quase que retomando a virtude da amizade entre os gregos do mundo clássico. Tanto é assim que a cena mais emocionante do filme (que é aquilo que cada um de nós busca sempre) é o encontro dos dedos – que se acendem...Quando o menino e o E.T. encostam seus dedos, surge uma luz, um brilho, que ilumina o coração. E, nesse instante, eles &lt;em&gt;concordam&lt;/em&gt;. Em latim, “concordar” é colocar o coração junto; &lt;em&gt;Cum cor &lt;/em&gt;é quando você concorda. E o que se vê hoje com freqüência, em uma sociedade como a nossa, é a &lt;em&gt;discordância&lt;/em&gt; – são corações que se afastam, e não corações que se aproximam.”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Que a gente aprenda sempre com as crianças como é que se faz pra "colocar o coração junto"...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1563154426918206135-3491350479123371859?l=xan-mello.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://xan-mello.blogspot.com/feeds/3491350479123371859/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://xan-mello.blogspot.com/2009/10/12-de-outubro.html#comment-form' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1563154426918206135/posts/default/3491350479123371859'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1563154426918206135/posts/default/3491350479123371859'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://xan-mello.blogspot.com/2009/10/12-de-outubro.html' title='12 de Outubro'/><author><name>Alexandra</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16123584986390791219</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='33' height='26' src='http://1.bp.blogspot.com/_Fj4m8aWdQyw/TG2B4KxVXUI/AAAAAAAAAJA/UO8mHQCOto4/S220/220736a.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1563154426918206135.post-31948863561868249</id><published>2009-10-10T13:43:00.000-07:00</published><updated>2009-10-10T14:39:54.938-07:00</updated><title type='text'>Inclusão</title><content type='html'>O superdotado é alguém que tem uma capacidade bem acima da média em uma área (ou em mais de uma) e, se tem oportunidades, permanece boa parte do tempo envolvido com atividades voltadas à área de interesse. O diagnóstico deve ser feito com cuidado, já que muitas crianças são estimuladas exageradamente e acabam tendo comportamentos que se confundem com a superdotação. As habilidades das crianças superdotadas se mantém ao longo do tempo, o que pode não acontecer com aquelas estimuladas precocemente. Há também diferenças de critério para diagnóstico: QI; aprendizagem espontânea da leitura; alta habilidade em áreas específicas: capacidade intelectual, desempenho escolar, artes, habilidades esportivas e até mesmo capacidade de liderança. Na minha opinião, muitos diagnósticos são feitos precoce e equivocadamente. O olhar do educador precisa ser treinado para considerar em cada criança, suas peculiaridades e necessidades, sem que haja necessariamente um diagnóstico. Toda criança, em algum momento da vida, precisa de um olhar mais atento.  Por isso, eu prefiro pensar mais em peculiaridades e, muitas vezes, em circunstâncias, e menos em diagnósticos. No caso da superdotação, acho que cada caso deve ser avaliado individualmente. Uma adequação e uma flexibilização do currículo podem ser suficiente para algumas crianças. Outras, podem precisar de uma intervenção mais especializada, mais pontual. Acho que no Brasil, não se faz inclusão de superdotados, da mesma forma que se faz, ou se pretende fazer, com as deficiências. Talvez porque estas tenham mais apelo emocional. É como se o superdotado fosse um privilegiado, sem a necessidade de uma maior atenção. Mas de qualquer maneira, acho que, na nossa sociedade, uma reflexão sobre a maneira de se fazer diagnóstico é mais urgente do que discutir a inclusão.Vejo casos em que, ao menor sinal de que uma criança apresenta desvios da norma, já se pensa em enquadrá-la em uma patologia qualquer. O que precisamos é aceitar melhor as diferenças, para que a inclusão fique reservada apenas aos casos muito particulares. O nosso olhar é que precisa ser mais inclusivo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;PS. Essa reflexão foi provocada pela Alynie, uma estudante do último ano de Pedagogia, que me pediu pra responder algumas questões para seu trabalho de conclusão de curso, sobre a inclusão de superdotados.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1563154426918206135-31948863561868249?l=xan-mello.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://xan-mello.blogspot.com/feeds/31948863561868249/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://xan-mello.blogspot.com/2009/10/inclusao.html#comment-form' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1563154426918206135/posts/default/31948863561868249'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1563154426918206135/posts/default/31948863561868249'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://xan-mello.blogspot.com/2009/10/inclusao.html' title='Inclusão'/><author><name>Alexandra</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16123584986390791219</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='33' height='26' src='http://1.bp.blogspot.com/_Fj4m8aWdQyw/TG2B4KxVXUI/AAAAAAAAAJA/UO8mHQCOto4/S220/220736a.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1563154426918206135.post-891591661783180481</id><published>2009-10-05T10:58:00.000-07:00</published><updated>2009-10-06T08:32:34.390-07:00</updated><title type='text'>Ensinar menos pra educar mais</title><content type='html'>Em uma das sessões de avaliação, uma criança de primeira série (a escola pública desta cidade ainda não adotou a nova nomenclatura), chega ao consultório e pede para fazermos tabuada porque está "com muita vontade de fazer tabuada". Eu digo que sim e pergunto:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- O que é tabuada?&lt;br /&gt;- É assim, você faz um risco assim (vertical), e vai fazendo riscos assim (horizontais), coloca uns números aqui, aqui você coloca outros números e vai fazendo umas continhas de vezes. Posso fazer na lousa pra você?&lt;br /&gt;- Pode. Mas me diz uma coisa, você sabe o que é "vezes"?&lt;br /&gt;- Sei, é um xizinho.&lt;br /&gt;- Então olha só. Você está vendo esta caixinha (mostrei a ela uma caixa com 4 divisões)? Eu vou colocar 3 fichas em cada uma dessas divisões. Você sabe me dizer quantas fichas vão ficar aí dentro da caixa?&lt;br /&gt;- Sei.&lt;br /&gt;Pensou um pouco e disse:&lt;br /&gt;- Sete.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esse diálogo ilustra bem a forma como as crianças estão aprendendo matemática nas escolas. Eu pergunto: pra que saber que 4x3=12 (tabuada), se não entendem que 4x3 significa quatro vezes o número 3 ou; quatro vezes a quantidade 3 ou; que o número 3 aparece quatro vezes ou; que é diferente falar 4x3 e 3x4, embora tenham resultados iguais. Pra que saber que 4x3=12, se não conseguem ainda saber quando é que precisam de uma conta de multiplicação para resolver um problema? Se essa criança joga varetas, por exemplo, e tem que, ao final de cada partida, contar seus pontos, pode aprender adição e multiplicação de forma muito mais significativa e natural. Ou melhor, pode pensar nessas operações antes mesmo de saber que se chamam adição e multiplicação. Se ela consegue pegar 5 varetas verdes e cada uma vale 2, precisa pensar em quantas vezes elas aparecem para saber a quantos pontos correspondem. Pode perceber com mais facilidade que pensar em 5x2 (cinco vezes o ponto 2) faz mais sentido do que em 2x5. Isso sim significa operar sobre quantidades e pensar numericamente.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1563154426918206135-891591661783180481?l=xan-mello.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://xan-mello.blogspot.com/feeds/891591661783180481/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://xan-mello.blogspot.com/2009/10/ensinar-menos-pra-educar-mais.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1563154426918206135/posts/default/891591661783180481'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1563154426918206135/posts/default/891591661783180481'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://xan-mello.blogspot.com/2009/10/ensinar-menos-pra-educar-mais.html' title='Ensinar menos pra educar mais'/><author><name>Alexandra</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16123584986390791219</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='33' height='26' src='http://1.bp.blogspot.com/_Fj4m8aWdQyw/TG2B4KxVXUI/AAAAAAAAAJA/UO8mHQCOto4/S220/220736a.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1563154426918206135.post-2535770026760564891</id><published>2009-10-02T17:01:00.000-07:00</published><updated>2009-10-03T03:19:44.655-07:00</updated><title type='text'>Filhos</title><content type='html'>Estávamos eu e o Gabriel (2 anos e 5 meses) no carro, esperando a vovó que tinha entrado no mercadinho do bairro. Ele, solto no banco de trás com os vidros abertos, puxava assunto com todas as pessoas que passavam. Eu, toda orgulhosa no banco da frente, admirava suas gracinhas. De repente, para um carro ao nosso lado, o motorista desce e, enquanto tranca a porta, olha sorrindo para o Gabriel na janelinha que retribui assim: "Oi, cara de bunda!". Bom, eu respirei fundo e tentei não dar valor nenhum ao que ele disse, como se fosse a coisa mais natural do mundo (e pra ele era mesmo). Por alguns instantes, eu até consegui, mas a vontade de rir era tanta, que claro, ele percebeu. Voltou pra janela e continuou: "Oi, cara de bunda!" "Oi, cara de bunda!". Pra todos que iam passando. Eu tentava atraí-lo de todas as maneiras possíveis. "Olha Gabriel que legal isso!"; "Gabriel, vamos colocar a música da barata?"; "Cadê a vovó? Será que ela já tá vindo?". Mas nada era mais interessante do que falar, "Oi, cara de bunda!". A vovó chegou e foi a salvação. Fomos embora e no caminho, a brincadeira continuava. Não só no caminho, como no resto do dia. Aquilo estava realmente muito divertido pra ele. Pra nós também, mas não era muito conveniente que ele soubesse disso. Mesmo sabendo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;À noite eu fui contar pro papai:&lt;br /&gt;"Você não sabe o que o Gabriel aprontou comigo hoje."&lt;br /&gt;"Já sei. Cara de bunda."&lt;br /&gt;"Como você sabe?"&lt;br /&gt;"Você não sabe o que ele fez foi comigo"&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E contou: &lt;br /&gt;Estavam ele e o Gabriel na represa comendo amora, quando passou uma moça caminhando. Claro, ele fez uma pausa na história pra dizer que a moça na verdade era mais velha, meio feinha (eles sempre dizem que elas são meio feinhas). Sem parar de caminhar, ela olhou pra eles e disse, "Que jóia!", no sentido de coisa rica. Não sei se jóia, a criança, ou jóia, a cena de pai e filho juntos, que de fato, é linda. O Gabriel, sem nenhuma dúvida, olhou pra ela e disse, "Oi, cara de bunda!". Bom, por sorte, a mulher não tinha parado de caminhar e o que fez, foi olhar pra cara de...paisagem do papai, dar um sorrisinho constrangido e continuar andando. O Gabriel continuou comendo suas amoras como antes. No caminho de volta, era "oi, cara de bunda" pra lá, "oi, cara de bunda" pra cá e o papai então resolveu trocar uma idéia com ele, tentando explicar o que podia ser cara de bunda: uma bunda na cara, uma cara com uma bunda. Era tudo que ele precisava pra achar aquilo tudo ainda mais engraçado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Depois fui contar para o nosso filho mais velho (13 anos) e orientá-lo a não dar muita bola quando fizesse isso na frente dele. É claro que achou o máximo e é bem provável que dê um jeitinho de ver o irmão fazendo isso na rua.&lt;br /&gt;E assim, vamos apresentando a vida em sociedade aos nossos filhos. Uma pena que para entrar nela, tenham que deixar tanta espontaneidade e pureza pra traz. Aos poucos, vão entendendo que pode ser ofensa o que, pra eles, era apenas uma brincadeira inocente. É o mundo "civilizado".&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1563154426918206135-2535770026760564891?l=xan-mello.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://xan-mello.blogspot.com/feeds/2535770026760564891/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://xan-mello.blogspot.com/2009/10/como-aprender-com-os-filhos-fazer-cara.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1563154426918206135/posts/default/2535770026760564891'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1563154426918206135/posts/default/2535770026760564891'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://xan-mello.blogspot.com/2009/10/como-aprender-com-os-filhos-fazer-cara.html' title='Filhos'/><author><name>Alexandra</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16123584986390791219</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='33' height='26' src='http://1.bp.blogspot.com/_Fj4m8aWdQyw/TG2B4KxVXUI/AAAAAAAAAJA/UO8mHQCOto4/S220/220736a.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1563154426918206135.post-7998199451268533194</id><published>2009-10-02T03:27:00.000-07:00</published><updated>2009-10-02T05:20:08.051-07:00</updated><title type='text'>Mães</title><content type='html'>Eu conheço uma que hoje deve estar com o coração apertado.&lt;br /&gt;Janusz Korczak, pediatra e educador polonês, em um de seus livros, diz assim a elas:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"É durante as noites sem sono que nasce o seu melhor e espantoso aliado, o anjo da guarda de seu filho: a intuição do coração materno"&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1563154426918206135-7998199451268533194?l=xan-mello.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://xan-mello.blogspot.com/feeds/7998199451268533194/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://xan-mello.blogspot.com/2009/10/maes.html#comment-form' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1563154426918206135/posts/default/7998199451268533194'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1563154426918206135/posts/default/7998199451268533194'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://xan-mello.blogspot.com/2009/10/maes.html' title='Mães'/><author><name>Alexandra</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16123584986390791219</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='33' height='26' src='http://1.bp.blogspot.com/_Fj4m8aWdQyw/TG2B4KxVXUI/AAAAAAAAAJA/UO8mHQCOto4/S220/220736a.jpg'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1563154426918206135.post-3558257021707402759</id><published>2009-09-25T12:13:00.000-07:00</published><updated>2009-09-26T14:35:32.808-07:00</updated><title type='text'>Vovó eletrônica</title><content type='html'>Este é o nome do aparelho que promete identificar o porquê do choro do nenê. A propaganda diz assim: basta ligá-lo a uma distância entre 50 centímetros e 2 metros do bebê, de acordo com o seu peso. Pronto. A "vovó" fará toda a análise em apenas 20 segundos. Análise feita, acende um rostinho que corresponde ao motivo do choro. É demais né? Até parece que uma mãe precisa de um aliado eletrônico. Não. Decididamente não precisa. Como também não precisa de guias e manuais para aprender a cuidar dos seus bebês. Basicamente, ela precisa confiar na natureza humana e ter, ao seu lado, pessoas que lhe dêem todo a apoio possível para que ela dê conta de tamanha devoção. Tudo que um bebê precisa, nos primeiros meses de vida, é de alguém que entenda e atenda suas necessidades mais básicas. Para Winnicott, psicanalista inglês que estudou com profundidade a vida inicial do bebê, a mãe é a pessoa mais indicada pra isso. Ele diz que, ao longo da gestação, especialmente, nas últimas semanas, ela começa a desenvolver um estado de sensibilidade aumentada que vai lhe permitir adaptar-se e se colocar no lugar do seu bebê para melhor reconhecer suas necessidades. Por algum tempo, ela se distancia de outros interesses e mantém-se orientada para o filho. É claro, que outras pessoas também podem desenvolver essa sensibilidade. Uma mãe adotiva, por exemplo. A diferença é que com a mãe biológica, isso pode se dar mais naturalmente ao longo da gestação. E ela consegue, melhor do que ninguém, "sobreviver" a esta fase. Isso tudo parece mais do que óbvio, mas com todas as mudanças que ocorreram nas últimas décadas na estrutura familiar, muitas mães acabaram ficando menos confiantes. É como se elas não tivessem mais, como tinham no passado, o direito de conhecer o seu bebê mais do que qualquer um, incluindo aqui até mesmo o pai.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1563154426918206135-3558257021707402759?l=xan-mello.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://xan-mello.blogspot.com/feeds/3558257021707402759/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://xan-mello.blogspot.com/2009/09/vovo-eletronica.html#comment-form' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1563154426918206135/posts/default/3558257021707402759'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1563154426918206135/posts/default/3558257021707402759'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://xan-mello.blogspot.com/2009/09/vovo-eletronica.html' title='Vovó eletrônica'/><author><name>Alexandra</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16123584986390791219</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='33' height='26' src='http://1.bp.blogspot.com/_Fj4m8aWdQyw/TG2B4KxVXUI/AAAAAAAAAJA/UO8mHQCOto4/S220/220736a.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1563154426918206135.post-3680379813315036700</id><published>2009-09-25T04:05:00.000-07:00</published><updated>2009-09-25T04:13:19.904-07:00</updated><title type='text'>Os famosos bilhetinhos</title><content type='html'>Os professores enchem as agendas dos alunos com bilhetes? Esta é mais uma das perguntas que raramente os pais se lembram de fazer na hora de escolher uma escola para os filhos. Parece uma bobagem, mas atitudes assim causam um grande mal estar para todos, e há razões para isso. Quando um aluno se comporta de forma inadequada em sala de aula, por exemplo, é o professor que deve tomar as medidas cabíveis e, no momento em que tal comportamento ocorre. Quando manda um bilhete para relatar aos pais o que houve e pedir a eles que conversem com o filho, está prejudicando a relação com a família e deixando de cumprir um papel que, naquelas circunstâncias, só cabe a ele. Embora escola e família tenham a educação de crianças e adolescentes como grande objetivo, seus papéis são bem diferentes. A missão dos pais é oferecer aos filhos as condições favoráveis para que aprendam a viver. E fazem isso num espaço que é privado e que tem regras muito particulares e diferentes das de outras casas. Na escola, as normas e regras são outras ainda e comuns a todos os alunos, já que se trata de um espaço que é público. Desta forma, uma boa parceria entre escola e família só é possível se os papéis que cabem a cada uma, estiverem bem claros e assumidos. Os pais precisam apoiar as medidas educativas que, porventura, professores ou coordenadores venham a tomar. A escola, por sua vez, não pode lavar as mãos, deixando aos pais toda a responsabilidade pelo comportamento que seus filhos apresentam dentro do espaço escolar. É claro que, em muitas situações, o foco do problema está sim na vida familiar. Mas também nestes casos, não é por meio de bilhetinhos que a escola vai construir, com sucesso, uma parceria com a família. Mas sim, por meio de uma boa conversa, incluindo, quando possível, o próprio aluno. A vida escolar dos filhos deve ser acompanhada pelos pais com cuidado e interesse, mas até um limite. As crianças precisam conquistar autonomia e isso só será possível, se precisarem assumir a própria vida. E assumir a própria vida inclui ter que dar conta das consequências de seus atos, sem a presença intensiva da família. Se, por um lado, a escola insiste em responsabilizar os pais por tudo e estes, por outro, insistem em interferir em tudo, o tempo todo, nenhum deles está trabalhando em favor das crianças.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1563154426918206135-3680379813315036700?l=xan-mello.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://xan-mello.blogspot.com/feeds/3680379813315036700/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://xan-mello.blogspot.com/2009/09/os-famosos-bilhetinhos_25.html#comment-form' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1563154426918206135/posts/default/3680379813315036700'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1563154426918206135/posts/default/3680379813315036700'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://xan-mello.blogspot.com/2009/09/os-famosos-bilhetinhos_25.html' title='Os famosos bilhetinhos'/><author><name>Alexandra</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16123584986390791219</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='33' height='26' src='http://1.bp.blogspot.com/_Fj4m8aWdQyw/TG2B4KxVXUI/AAAAAAAAAJA/UO8mHQCOto4/S220/220736a.jpg'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1563154426918206135.post-8428445950111152106</id><published>2009-09-21T09:18:00.000-07:00</published><updated>2009-09-25T16:14:53.198-07:00</updated><title type='text'>Respondendo ao Tito do expatriated http://expatriatedinlondon.blogspot.com/</title><content type='html'>(Como eu faço para o link ficar azulzinho?)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na hora de escolher uma escola para os filhos, é preciso sair em busca de uma série de informações. E é bom que seja assim porque depois de feita a escolha, é preciso confiar. Como a escola faz a adaptação de crianças pequenas e como as recebe no horário da chegada são questões que muitas vezes não são levadas em conta na hora da escolha. E, na minha opinião, são bem importantes e dizem muito a respeito da Instituição. Há escolas que aceitam e até querem a presença dos pais, na hora da entrada por exemplo. São as escolas mais abertas e que acreditam que este contato diário entre família e professores, mesmo que por poucos instantes, é importante e ajuda a dar segurança para as crianças (este é o modelo que eu escolho para os meus filhos). Há outras que preferem evitar porque acham que esse livre acesso prejudica a ordem e a rotina. De fato, é mais difícil quando as portas estão abertas. Afinal, há todos os tipos de pais e mães. Por isso, é preciso que se tenha essa informação na hora de matricular os filhos. Ao escolher um dos modelos, não dá depois pra exigir ou mesmo esperar mudanças. No caso da Valentina, houve uma mudança de regra, de um dia para outro. Neste caso, eu acho sim que os pais têm o direito de se queixar. É claro que uma escola pode e deve rever regras ao longo do tempo. Mas não de forma tão drástica assim. Teria sido bacana se os pais fossem informados com antecedência, fossem escutados, fossem até consultados. Isso possibilitaria pelo menos que se combinasse uma estratégia para a mudança. Por exemplo, que a nova regra não precisasse entrar em ação tão imediatamente. Poderiam, num primeiro momento, levar apenas as crianças que não resistissem. As outras, como a Valentina, teriam mais tempo para se acostumar com o novo jeito. Como para todas as coisas, bom senso e flexibilidade são fundamentais. Acho que vale a pena um papinho na escola. Espero ter ajudado um pouquinho.&lt;br /&gt;&lt;a href="http://expatriatedinlondon.blogspot.com/"&gt;&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1563154426918206135-8428445950111152106?l=xan-mello.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://xan-mello.blogspot.com/feeds/8428445950111152106/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://xan-mello.blogspot.com/2009/09/respondendo-ao-tito-do.html#comment-form' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1563154426918206135/posts/default/8428445950111152106'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1563154426918206135/posts/default/8428445950111152106'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://xan-mello.blogspot.com/2009/09/respondendo-ao-tito-do.html' title='Respondendo ao Tito do expatriated http://expatriatedinlondon.blogspot.com/'/><author><name>Alexandra</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16123584986390791219</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='33' height='26' src='http://1.bp.blogspot.com/_Fj4m8aWdQyw/TG2B4KxVXUI/AAAAAAAAAJA/UO8mHQCOto4/S220/220736a.jpg'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1563154426918206135.post-2964038068066062973</id><published>2009-09-20T05:33:00.000-07:00</published><updated>2009-10-27T09:47:38.379-07:00</updated><title type='text'>Pressa pra que?</title><content type='html'>Uma colega me contou que recebeu em seu consultório, uma mãe muito preocupada porque na reunião de pais da escola, disseram a ela que o filho ainda não reconhecia as letras do alfabeto. A idade da criança? Três anos. Que bom que ele ainda não reconhece as letras do alfabeto! O mais triste de tudo isso é que, um absurdo desses parte justamente da Instituição que tem por dever conhecer com profundidade o desenvolvimento infantil . Em parte, faz isso porque os pais querem realmente que seus filhos aprendam coisas mais cedo. Afinal, precisarão passar nos vestibulinhos para ter vaga nas “melhores” escolas que selecionam as “melhores” crianças (melhores em quê?). Eu jamais escolheria para meus filhos uma escola que faz esse tipo de seleção. Jamais. As escolas então, para atender as expectativas dos pais e com isso, garantir o máximo possível de matrículas, apressam a aprendizagem de seus alunos. O resultado? Milhões de diagnósticos precipitados de transtornos, como por exemplo o de déficit de atenção e hiperatividade (o tal do TDAH) e muitos de dislexia. Isso é triste e grave. Em muitos casos, os sintomas que levam a estes diagnósticos são, na verdade, sinais de que estas crianças são saudáveis e se recusam, por meio de comportamentos assim, a responder a toda esta pressão. O problema é que a sociedade, por falta de informações (informações que deveriam ser dadas especialmente pelas escolas), não está pronta para entender dessa forma. Não compreendidas, as crianças passam a desenvolver as dificuldades que interferem na aprendizagem e nas relações sociais. Uma criança facilmente se transforma naquilo que vemos nela. Até os sete anos, as crianças precisam brincar. Só brincar. Estas é que serão as melhores. Porque terão sido as mais felizes.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1563154426918206135-2964038068066062973?l=xan-mello.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://xan-mello.blogspot.com/feeds/2964038068066062973/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://xan-mello.blogspot.com/2009/09/pressa-pra-que.html#comment-form' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1563154426918206135/posts/default/2964038068066062973'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1563154426918206135/posts/default/2964038068066062973'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://xan-mello.blogspot.com/2009/09/pressa-pra-que.html' title='Pressa pra que?'/><author><name>Alexandra</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16123584986390791219</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='33' height='26' src='http://1.bp.blogspot.com/_Fj4m8aWdQyw/TG2B4KxVXUI/AAAAAAAAAJA/UO8mHQCOto4/S220/220736a.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1563154426918206135.post-6328622160307759540</id><published>2009-09-15T10:31:00.000-07:00</published><updated>2009-09-15T15:17:25.269-07:00</updated><title type='text'>Por que da direita para a esquerda?</title><content type='html'>É comum que alunos de segunda e terceira séries (agora terceiro e quarto anos) consigam resolver contas de adição de números de dois algarismos, armados como se ensina na maior parte das escolas, um sobre o outro, com um traço para que o resultado seja colocado abaixo (a isto se dá o nome de algoritmo - no Aurélio, 1. &lt;em&gt;Mat.&lt;/em&gt; Processo de cálculo, ou de resolução de um grupo de problemas semelhantes, em que se estipulam, com generalidade e sem restrições, regras formais para a obtenção do resultado, ou da solução do problema). As crianças devem somar as unidades e em seguida, os números da esquerda que correspondem às dezenas. Só que ao somarem estes, é comum tratá-los como se fossem unidades também. Se mostrarmos a elas um número qualquer com dois algarismos (23 por exemplo) e pedirmos que peguem palitos correspondentes a esta quantidade, farão isso com facilidade. Em seguida, se circularmos apenas o número 3, pedindo que peguem a quantidade de palitos correspondentes, também não terão dificuldade nenhuma. No entanto, ao circularmos o número dois, pedindo a mesma coisa, muitas pegarão apenas 2 palitos e não 20. Dezoito, portanto, continuarão sobre a mesa. Isto é a prova de que ainda pensam em dezenas como se fossem unidades. Se as crianças puderem, por meio de jogos, por exemplo, encontrar suas próprias estratégias de soma sem preocupação com os tais algoritmos , provavelmente, pensarão primeiro nas dezenas (como dezenas) e só depois nas unidades. Ou seja, somam mentalmente, da esquerda para a direita. As escolas, muitas vezes, vão contra a natureza das crianças e impõem, precipitadamente, maneiras de pensar que só dificultam a aprendizagem. Isto tudo só pra falar que nem sempre é justo dizer que uma criança tem dificuldade de aprendizagem. A questão precisa sempre ser vista de maneira muito mais abrangente. Além dos conhecidos e tão falados problemas de aprendizagem, há também os não tão conhecidos problemas de ensino.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1563154426918206135-6328622160307759540?l=xan-mello.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://xan-mello.blogspot.com/feeds/6328622160307759540/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://xan-mello.blogspot.com/2009/09/por-que-da-direita-para-esquerda.html#comment-form' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1563154426918206135/posts/default/6328622160307759540'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1563154426918206135/posts/default/6328622160307759540'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://xan-mello.blogspot.com/2009/09/por-que-da-direita-para-esquerda.html' title='Por que da direita para a esquerda?'/><author><name>Alexandra</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16123584986390791219</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='33' height='26' src='http://1.bp.blogspot.com/_Fj4m8aWdQyw/TG2B4KxVXUI/AAAAAAAAAJA/UO8mHQCOto4/S220/220736a.jpg'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1563154426918206135.post-6839942520181861828</id><published>2009-09-12T17:43:00.000-07:00</published><updated>2009-09-13T05:24:04.586-07:00</updated><title type='text'>Escola Pública para filhos de políticos?</title><content type='html'>Há um projeto de lei em tramitação no Senado, de autoria do senador Cristovam Buarque que determina que os filhos de políticos eleitos em todas as esferas sejam matriculados, até 2014, em escolas públicas de educação básica. O principal objetivo é fazer com que os governantes tenham mais urgência em investir na educação pública. Além disso, as autoridades deixariam de se beneficiar das deduções no Imposto de Renda para financiar os custos da educação privada dos filhos, o que significaria uma economia anual de R$150 milhões. Um projeto assim, na minha opinião, e mais que isto, a aprovação de 85,1% dos leitores do Correio Braziliense, em enquete feita pelo site, são a prova de que, no nosso país, a lógica ainda é a da recompensa e da punição. É preciso punir filhos de políticos para forçá-los a se comprometerem com a educação pública. Eu não acredito em mudanças consistentes e duradouras, por meio de pressões desse tipo. Não são os filhos de políticos que precisam mudar de escola. Mas a política.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1563154426918206135-6839942520181861828?l=xan-mello.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://xan-mello.blogspot.com/feeds/6839942520181861828/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://xan-mello.blogspot.com/2009/09/escola-publica-para-filhos-de-politicos.html#comment-form' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1563154426918206135/posts/default/6839942520181861828'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1563154426918206135/posts/default/6839942520181861828'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://xan-mello.blogspot.com/2009/09/escola-publica-para-filhos-de-politicos.html' title='Escola Pública para filhos de políticos?'/><author><name>Alexandra</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16123584986390791219</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='33' height='26' src='http://1.bp.blogspot.com/_Fj4m8aWdQyw/TG2B4KxVXUI/AAAAAAAAAJA/UO8mHQCOto4/S220/220736a.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1563154426918206135.post-1648851654194672823</id><published>2009-09-11T17:59:00.000-07:00</published><updated>2009-09-11T18:18:40.608-07:00</updated><title type='text'>O valor da educação moral</title><content type='html'>Quando falamos em autonomia, logo pensamos em liberdade ou independência. Mas o que significa autonomia quando se fala em moral? Para o psicólogo Jean Piaget, uma pessoa moralmente autônoma é aquela governada por aquilo que acredita e não pelas punições ou recompensas consequentes de suas ações. Uma criança não tem ainda as condições necessárias para se governar, mas vai aos poucos conquistando autonomia, se pode contar com um ambiente favorável. E o que é um ambiente favorável para o desenvolvimento moral? Quando uma criança mente, por exemplo, o adulto pode reagir de duas formas. Ou aplica uma punição, que muitas vezes não tem relação direta com a falta cometida, ou possibilita a troca de pontos de vista à respeito das consequências da mentira, como por exemplo, a perda da confiança daqueles que estão à sua volta. Neste caso, o adulto está ajudando a criança a construir o valor da honestidade. Ao estabelecer com ela uma relação afetiva que lhe permite pensar sobre as suas ações e se colocar no lugar do outro, o adulto está contribuindo para que ela aprenda uma lição muito simples, mas que contém todas as outras: "Não devemos fazer aos outros o que não gostaríamos que nos fizessem". Assim como as punições, as recompensas dadas às crianças que se comportam "bem", também são prejudiciais ao desenvolvimento da autonomia moral. O importante é que a criança faça certas coisas e deixe de fazer outras, única e exclusivamente, por considerá-las corretas ou não, e não para fugir de punições ou em busca de recompensas. Infelizmente, muitos adultos não chegam a desenvolver, de forma consistente, a autonomia moral e isto pode explicar o tanto de corrupção, desonestidade, traição e mentira que a mídia divulga diariamente. Provavelmente as pessoas que cometem tais transgressões não conseguiram construir, verdadeiramente, os valores morais indispensáveis para uma sociedade mais justa e cooperativa. E é por isso que devemos nos preocupar tanto com a educação moral de nossos filhos, se queremos um futuro melhor para o nosso país.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1563154426918206135-1648851654194672823?l=xan-mello.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://xan-mello.blogspot.com/feeds/1648851654194672823/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://xan-mello.blogspot.com/2009/09/o-valor-da-educacao-moral.html#comment-form' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1563154426918206135/posts/default/1648851654194672823'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1563154426918206135/posts/default/1648851654194672823'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://xan-mello.blogspot.com/2009/09/o-valor-da-educacao-moral.html' title='O valor da educação moral'/><author><name>Alexandra</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16123584986390791219</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='33' height='26' src='http://1.bp.blogspot.com/_Fj4m8aWdQyw/TG2B4KxVXUI/AAAAAAAAAJA/UO8mHQCOto4/S220/220736a.jpg'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1563154426918206135.post-443409883030972379</id><published>2009-09-08T10:33:00.001-07:00</published><updated>2009-09-08T14:33:51.942-07:00</updated><title type='text'>Contando histórias com H</title><content type='html'>Em 1991, eu estava no quarto ano da faculdade de Psicologia e fiz um estágio no berçário da Unidade Sampaio Viana da FEBEM, no bairro do Pacaembu. Escolhemos, eu e um colega de turma, a ala dos bebês menores de um ano. Era uma sala grande, cheia de berços. Não me lembro quantas crianças exatamente, mas calculo que havia por volta de 20 para umas 3 atendentes, que só tinham tempo para os cuidados básicos. As crianças ficavam praticamente o tempo todo dentro do berço. Na época, eu aguentei firme, mas acho que hoje, depois de ser mãe, seria muito mais doloroso presenciar a solidão daquelas crianças tão pequenininhas. O nosso objetivo era levantar por meio de prontuários e outras fontes, as histórias daqueles bebês para que fossem contadas a eles pelas atendentes, mesmo que em horários de cuidados físicos como banho, por exemplo. Na verdade, precisávamos antes de tudo, mostrar a elas que isso poderia ter algum efeito positivo na vida de crianças que viviam em abrigos como aquele. Eu me lembro que uma delas espantou-se muito com a nossa proposta dizendo que eram apenas bebês e não entenderiam absolutamente nada. Esse era justamente o nosso maior desafio. Convencê-las do contrário. Com certeza, do ponto de vista da cognição, os bebês não entenderiam mesmo nada. Mas de alguma forma, aquelas palavras seriam traduzidas e chegariam neles por meio do toque, do carinho, da disponibilidade, do olhar. Eu me lembro de uma menininha que eu segurei no colo e olhando nos olhos dela, fui contando o pouco que sabia da sua história. O nome da sua mãe, do seu pai, onde tinha nascido, porque estava lá. Enquanto eu falava, o corpinho dela tremia todo. Foi uma experiência das mais marcantes na minha vida. Foi apenas um trabalho de formiguinha que não sabemos que efeito teve e se, duradouro, especialmente, para a Instituição. Mas pra mim, fez toda a diferença. Tomara que com a nova lei, as crianças adotadas tenham mais acesso às suas histórias de vida. Afinal, fica difícil seguir adiante se não se sabe de onde veio.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1563154426918206135-443409883030972379?l=xan-mello.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://xan-mello.blogspot.com/feeds/443409883030972379/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://xan-mello.blogspot.com/2009/09/contando-historias-com-h.html#comment-form' title='7 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1563154426918206135/posts/default/443409883030972379'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1563154426918206135/posts/default/443409883030972379'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://xan-mello.blogspot.com/2009/09/contando-historias-com-h.html' title='Contando histórias com H'/><author><name>Alexandra</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16123584986390791219</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='33' height='26' src='http://1.bp.blogspot.com/_Fj4m8aWdQyw/TG2B4KxVXUI/AAAAAAAAAJA/UO8mHQCOto4/S220/220736a.jpg'/></author><thr:total>7</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1563154426918206135.post-6453181095268822585</id><published>2009-09-05T08:42:00.000-07:00</published><updated>2009-09-05T09:44:18.177-07:00</updated><title type='text'>"Na casa da vovó e do vovô pode"</title><content type='html'>Muitos pais e mães acreditam que as concessões feitas pelos avós podem confundir seus filhos. Esta é, com certeza, uma preocupação desnecessária. Em primeiro lugar, é importante que as crianças aprendam que há maneiras diferentes de se comportar, em lugares diferentes. Há coisas que na casa dos avós podem, simplesmente, porque os avós deixam. É simples assim: os avós deixam, os pais não. E é assim que os pais devem reponder, "na casa da vovó pode, aqui não pode". Em segundo lugar, vô e vó são aquelas fiiguras que serão eternamente lembradas pelos "mimos" que faziam. E não é justo privá-los de serem amados por isso. Casa de vó e vô não seria tão gostosa se deles fosse exigido o mesmo compromisso com a educação que se espera dos pais.&lt;br /&gt;O mesmo acontece com as comparações que as crianças costumam fazer com as famílias dos colegas. "A mãe do meu amigo deixa". Os pais não devem se intimidar com apelos deste tipo. A não ser que não estejam seguros das regras que foram estabelecidas em casa. Neste caso, não há mal nenhum em revê-las e redefiní-las, mas desde que isto seja a exceção e não a regra. Porque caso contrário, ou seja, se os pais recuarem sempre nas imposições feitas, aí sim seus filhos ficarão confusos e inseguros.&lt;br /&gt;Pai e mãe também nem sempre pensam da mesma forma e não há problema se os filhos souberem disso. O importante é deixar claro que são cúmplices na educação deles e que, mesmo quando têm opiniões diferentes, apoiarão e sustentarão as decisõess que tenham sido, anteriormente, tomadas pelo parceiro. E claro, podem conversar depois sobre suas diferenças para que possam, cada vez mais, atenuá-las.&lt;br /&gt;É convivendo com essa diversidade de regras e de condutas, que as crianças vão, aos poucos, construindo as suas próprias crenças e aprendendo a respeitar as diferenças entre as pessoas. E, se neste caminho, puderem encontrar bons exemplos, especialmente das pessoas que lhe são significativas, terão ainda mais recursos para enfrentar, com responsabilidade e segurança, as difíceis tarefas da vida adulta.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1563154426918206135-6453181095268822585?l=xan-mello.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://xan-mello.blogspot.com/feeds/6453181095268822585/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://xan-mello.blogspot.com/2009/09/na-casa-da-vovo-e-do-vovo-pode.html#comment-form' title='5 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1563154426918206135/posts/default/6453181095268822585'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1563154426918206135/posts/default/6453181095268822585'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://xan-mello.blogspot.com/2009/09/na-casa-da-vovo-e-do-vovo-pode.html' title='&quot;Na casa da vovó e do vovô pode&quot;'/><author><name>Alexandra</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16123584986390791219</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='33' height='26' src='http://1.bp.blogspot.com/_Fj4m8aWdQyw/TG2B4KxVXUI/AAAAAAAAAJA/UO8mHQCOto4/S220/220736a.jpg'/></author><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1563154426918206135.post-8887692444028293763</id><published>2009-09-04T11:08:00.000-07:00</published><updated>2009-09-04T19:16:54.134-07:00</updated><title type='text'>Todo mundo tem</title><content type='html'>Lendo hoje o lindo e corajoso post de um bom amigo, eu me lembrei da música "Ciranda da Bailarina", do Chico.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.youtube.com/watch?v=oV9T1TGVjjk"&gt;http://www.youtube.com/watch?v=oV9T1TGVjjk&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1563154426918206135-8887692444028293763?l=xan-mello.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://xan-mello.blogspot.com/feeds/8887692444028293763/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://xan-mello.blogspot.com/2009/09/procurando-bemtodo-mundo-tem.html#comment-form' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1563154426918206135/posts/default/8887692444028293763'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1563154426918206135/posts/default/8887692444028293763'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://xan-mello.blogspot.com/2009/09/procurando-bemtodo-mundo-tem.html' title='Todo mundo tem'/><author><name>Alexandra</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16123584986390791219</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='33' height='26' src='http://1.bp.blogspot.com/_Fj4m8aWdQyw/TG2B4KxVXUI/AAAAAAAAAJA/UO8mHQCOto4/S220/220736a.jpg'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1563154426918206135.post-2158350499204111611</id><published>2009-09-03T10:07:00.001-07:00</published><updated>2009-09-03T13:55:40.335-07:00</updated><title type='text'>"O nenê fazeu!!!!!!"</title><content type='html'>Com a chegada do calor por aqui, nós começamos a tirar a fralda do Gabriel. Preparei todo o esquema: cuequinhas pra todos os lados, panos, lencinhos umedecidos, rodo, um peniquinho com olhos, nariz e boquinha, livrinhos por perto, etc, etc. Combinei com ele como seria dali pra frente. Que deveria tirar o shorts e sentar-se no troninho, quando tivesse vontade de fazer xixi ou cocô, e que algumas escapadinhas no começo iriam mesmo acontecer. Ele escutou tudo atentamente e quando terminei , saiu correndo tirando a cueca pelo caminho e lá se acomodou. Pegou um livrinho e ficou com aquela carinha de suspense, esperando pra escutar o barulhinho. Logo depois, levantou-se, olhou pra confirmar e lá estava o seu xixi. Entusiasmadíssimo, falou quase gritando: “Mamãe, o nenê fazeu!!!!!”. Bom, não preciso dizer que fiz a maior festa. Pulei, dei um monte de beijos e apertos nele, bati palmas, falamos tchau pro xixi. Foi uma folia, como diria minha mãe. Eu não sei o que achei mais bonitinho: o xixi dentro do peniquinho ou o “fazeu”. Depois disso, fez mais 2 mini (ou minis?) xixis no penico e 3 fora dele. Um no tapete, um no chão e outro no tapete. Paciência. Eu tinha dito a ele que seria assim mesmo. Ainda bem, que em cada um deles, ele me procurava pra mostrar a pocinha. E em cada um, todo o papinho de novo. Afinal, educar é repetir. Com o Pedro foi assim, e o resultado foi o melhor possível. Eu já li em mais de um lugar, que não podemos exagerar na festa quando a criança faz seu primeiro xixi no penico ou no vaso. Esses manuais às vezes pedem de mais da gente né? Ele me diz com os olhinhos brilhando, "o nenê fazeu!!!!" e eu vou ficar contida? Não. Não dá. A criança pequena ainda não sabe usar os verbos irregulares. Por isso, regulariza todos eles e não faz isso por imitação. Afinal, os adultos não falam assim. Isso é a prova de que a criança formula hipóteses e cria a sua própria gramática, ao contrário do que defende um modelo mais tradicional, ao dizer que a aquisição da linguagem se dá por repetição e reforço. Para regularizar ("fazeu") um verbo irregular (fazer), a criança precisa perceber que há nos verbos um radical. Se o passado do verbo correr (regular) é correu, o de fazer, é fazeu. Não é lindo?&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1563154426918206135-2158350499204111611?l=xan-mello.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://xan-mello.blogspot.com/feeds/2158350499204111611/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://xan-mello.blogspot.com/2009/09/o-nene-fazeu.html#comment-form' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1563154426918206135/posts/default/2158350499204111611'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1563154426918206135/posts/default/2158350499204111611'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://xan-mello.blogspot.com/2009/09/o-nene-fazeu.html' title='&quot;O nenê fazeu!!!!!!&quot;'/><author><name>Alexandra</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16123584986390791219</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='33' height='26' src='http://1.bp.blogspot.com/_Fj4m8aWdQyw/TG2B4KxVXUI/AAAAAAAAAJA/UO8mHQCOto4/S220/220736a.jpg'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1563154426918206135.post-4760302304058124084</id><published>2009-09-02T09:25:00.000-07:00</published><updated>2009-09-02T10:46:09.498-07:00</updated><title type='text'>Fazendo escolhas</title><content type='html'>Há pouco tempo, eu participava de uma reunião de pais na escola onde meu filho estuda, quando num determinado momento, surgiu uma enorme discussão sobre a escolha dos livros a serem lidos pelas crianças. Uma das mães estava indignada com a indicação de um deles, argumentando que o conteúdo não era nada apropriado para crianças daquela faixa etária. Saí dali pensando no que seria uma verdadeira relação de parceria entre escola e família. Na minha opinião, ela só é possível quando há, de um lado, um projeto psicopedagógico claro da escola e de outro, pais confiantes neste projeto. Entre tudo isso, a definição dos papéis que cada um deve desempenhar dentro daquele ambiente, sem que um invada o espaço do outro. No exemplo da escolha dos livros, este é um papel que cabe exclusivamente à escola. E por um motivo muito simples. Ela jamais conseguirá agradar a todos. Precisa, portanto, fazer escolhas coerentes com o seu projeto e não com a infinidade de crenças que existem ali. É claro, que em momentos apropriados e de maneira adequada, os pais podem dar seus argumentos a favor ou contra, mas sem a expectativa de serem atendidos. Eu adoraria, por exemplo, que a avaliação numa prova de Matemática, levasse mais em conta o caminho percorrido pelo aluno, ao resolver cada exercício do que o resultado final. Só que preciso aceitar a forma como esta avaliação é feita na escola que escolhi para meu filho. E aceitar não implica em concordar.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1563154426918206135-4760302304058124084?l=xan-mello.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://xan-mello.blogspot.com/feeds/4760302304058124084/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://xan-mello.blogspot.com/2009/09/fazendo-escolhas.html#comment-form' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1563154426918206135/posts/default/4760302304058124084'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1563154426918206135/posts/default/4760302304058124084'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://xan-mello.blogspot.com/2009/09/fazendo-escolhas.html' title='Fazendo escolhas'/><author><name>Alexandra</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16123584986390791219</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='33' height='26' src='http://1.bp.blogspot.com/_Fj4m8aWdQyw/TG2B4KxVXUI/AAAAAAAAAJA/UO8mHQCOto4/S220/220736a.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1563154426918206135.post-3221723667830712082</id><published>2009-08-31T15:19:00.000-07:00</published><updated>2009-08-31T18:20:43.346-07:00</updated><title type='text'>Há 26 carneiros e 10 bodes em um navio. Qual é a idade do capitão?</title><content type='html'>É incrível, mas muitas crianças respondem que o capitão tem 36 anos. Em número maior, as que estudam em escolas de ensino tradicional. A razão é simples: o pouco investimento no desenvolvimento da capacidade crítica das crianças. Para Piaget, há três tipos de conhecimento. O conhecimento físico (empírico) é aquele proveniente da realidade externa. A bola é azul, por exemplo. A cor azul é uma propriedade física que está na bola. Já o fato de uma bola ser chamada de "bola" é conhecimento social (arbitrário). Transmitido, de alguma forma, por alguém. Quando uma criança compara a bola azul com uma outra vermelha e percebe que são diferentes, está colocando as duas em relação. Isso é conhecimento lógico-matemático. As propriedades azul e vermelho estão nas bolas, mas a diferença não. Muitas escolas, ainda hoje, tentam transmitir o conhecimento matemático como se fosse conhecimento social. E isso explica o porquê de tanta dificuldade. Quando ensinam continhas armadas, dizendo às crianças que devem somar primeiro as unidades e depois as dezenas, estão indo totalmente contra a natureza delas que mentalmente somam primeiro as dezenas. Pronto. Isso já é o bastante pra criar uma enorme confusão na cabeça dos pequenos. E eles é que levam a culpa.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1563154426918206135-3221723667830712082?l=xan-mello.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://xan-mello.blogspot.com/feeds/3221723667830712082/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://xan-mello.blogspot.com/2009/08/ha-26-carneiros-e-10-bodes-em-um-navio.html#comment-form' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1563154426918206135/posts/default/3221723667830712082'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1563154426918206135/posts/default/3221723667830712082'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://xan-mello.blogspot.com/2009/08/ha-26-carneiros-e-10-bodes-em-um-navio.html' title='Há 26 carneiros e 10 bodes em um navio. Qual é a idade do capitão?'/><author><name>Alexandra</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16123584986390791219</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='33' height='26' src='http://1.bp.blogspot.com/_Fj4m8aWdQyw/TG2B4KxVXUI/AAAAAAAAAJA/UO8mHQCOto4/S220/220736a.jpg'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1563154426918206135.post-2651258012089887379</id><published>2009-08-31T11:28:00.000-07:00</published><updated>2009-08-31T18:14:56.063-07:00</updated><title type='text'>Coxichando o quê, com quem e pra quê?</title><content type='html'>Ainda não sei. Depois de muito passear por blogs, resolvi que teria um. Já sei que não serei assídua porque não tenho a menor disciplina pra isso. Sei também que ele vai começar sem muita identidade até crescer um pouquinho e encontrar uma. A idéia é falar do que mais gosto: crianças e educação. Mas pode ser também que eu queira guardar outras coisas aqui. Coisas pra compartilhar com quem sei que vai entender. Bom, vamos ver no que é que vai dar essa história. Só começando pra saber que rumo vai tomar. Escolher título e cuidar das configurações já foi bem divertido. Pensei em muitos outros nomes, mas quase todos já tinham um dono. Só consegui o coxi-Xan-do, porque coloquei os tracinhos. Por ora, é isso.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1563154426918206135-2651258012089887379?l=xan-mello.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://xan-mello.blogspot.com/feeds/2651258012089887379/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://xan-mello.blogspot.com/2009/08/coxichando-o-que-com-quem-e-pra-que.html#comment-form' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1563154426918206135/posts/default/2651258012089887379'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1563154426918206135/posts/default/2651258012089887379'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://xan-mello.blogspot.com/2009/08/coxichando-o-que-com-quem-e-pra-que.html' title='Coxichando o quê, com quem e pra quê?'/><author><name>Alexandra</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16123584986390791219</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='33' height='26' src='http://1.bp.blogspot.com/_Fj4m8aWdQyw/TG2B4KxVXUI/AAAAAAAAAJA/UO8mHQCOto4/S220/220736a.jpg'/></author><thr:total>3</thr:total></entry></feed>
